ONU aprova participação da Palestina na Assembleia por vídeo conferência
A maioria dos membros da ONU aprovou hoje a participação da Autoridade Palestina na Assembleia Geral das Nações Unidas por videoconferência, depois de os Estados Unidos ter negado o visto ao seu presidente, Mahmoud Abbas, e ao seu Governo.
A Assembleia Geral da organização aprovou a resolução com uma maioria de 152 votos a favor, contra 4 abstenções - Colômbia, Honduras, Panamá e Peru - e votos contra de Estados Unidos, Israel e Paraguai.
Os Estados membros submeteram novamente esta resolução a votação depois de o Departamento de Estado dos EUA ter prolongado as suas sanções e ter negado o visto a Mahmoud Abbas para participar no debate da Assembleia Geral da ONU, onde se reunirá uma grande parte dos líderes internacionais.
O veto inclui tanto a delegação da Autoridade Palestina como membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), a quem os EUA acusam, segundo o comunicado do Departamento de Estado, de uma "falta de reforma" e de "internacionalizar o conflito israelo-palestiniano" através de denúncias ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e ao Tribunal Internacional de Justiça (TIJ).
A resolução aprovada hoje pela ONU já tinha sido ratificada antes da passada Assembleia Geral, quando a Administração Trump também impediu que Autoridade Palestina viajassem para Nova Iorque.
O texto também lembra aos Estados Unidos o acordo assinado com a organização por ser o país anfitrião, que os obriga a não impedir as viagens diplomáticas à sede da organização em Nova Iorque.
Há alguns dias, o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, assegurou que mantêm "um diálogo contínuo" com os EUA para os encorajar a cumprir as suas obrigações do Acordo como País Anfitrião.
Por sua vez, o Departamento de Estado dos EUA anunciou hoje que a delegação iraniana, que há alguns dias denunciou não ter recebido as autorizações para entrar no país, poderá assistir à Semana de Alto Nível, mas enfrentará restrições de viagem.