ONU criticou possibilidade de aprovação de novos colonatos na Cisjordânia
As Nações Unidas criticaram hoje a decisão do conselho de segurança de Israel poder vir a aprovar 34 novos colonatos nos territórios palestinianos ocupados da Cisjordânia.
O Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, manifestou "grave preocupação" com a notícia e realçou que, a concretizar-se, o número de colonatos pode vir a ser o maior alguma vez aprovado.
Em comunicado, Volker Turk referiu que a medida dá continuidade à acentuada tendência de crescimento da "construção ilegal" de colonatos, que alarga e consolida a anexação de território palestiniano ocupado por Israel.
Da mesma forma o responsável pelo departamento da ONU sublinhou que o Governo israelita deve interromper as ações, terminando de imediato o estabelecimento e a expansão dos colonatos, retirando todos os colonos e pondo fim à ocupação do território palestiniano.
Várias organizações de defesa dos direitos humanos como a Yesh Din e "Paz Agora" revelaram na semana passada que o gabinete de segurança israelita já aprovou a criação de 34 novos colonatos na Cisjordânia.
A decisão terá sido tomada numa reunião realizada em março, segundo o jornal israelita The Times of Israel, embora o Governo ainda não tenha confirmado o anúncio.
A decisão pode elevar para 103 o número total de colonatos construídos ou legalizados desde que o atual Governo assumiu o poder em dezembro de 2022, um número significativamente superior aos seis aprovados pelas autoridades nos 30 anos anteriores.
O direito internacional considera ilegais todos os colonatos nos Territórios Palestinianos Ocupados, embora o Governo israelita faça a distinção entre os que autorizou e os que não autorizou.