Mundo
Guerra no Médio Oriente
Organização Médicos sem Fronteiras descreve privação em Gaza e mais violência na Cisjordânia
Está quase a cumprir-se meio ano do impedimento imposto por Israel para a entrada de organizações médicas e humanitárias na Faixa de Gaza. A Médicos sem Fronteiras é um dos organismos que está sem documentação para entrar no território e esse constrangimento tem dificultado muito o seu trabalho. Joan Tubau, coordenador-geral para a Palestina, descreve à RTP Antena 1 muitas dificuldades e sublinha também as privações enormes que a população de Gaza enfrenta, bem como o aumento da violência na Cisjordânia.
Joan Tubau diz que na Faixa de Gaza as pessoas enfrentam dificuldades no acesso a "água, alimentos", bem como a medicamentos e a cuidados médicos nos hospitais que sobrevivem com "motores de luz" pois "não há eletricidade". Os "bombardeamentos continuam", apesar de não serem tão intensos quanto já foram. O bloqueio burocrático criado por Israel dificulta a operação da Médicos sem Fronteiras que tem muitos problemas em ajudar as populações com as coisas mais "básicas".
O coordenador-geral da Médicos Sem Fronteiras para a Palestina teme que a situação piore na Cisjordânia, onde a violência tem aumentado, quer por parte "do exército", como também "dos colonos". Joan Tubau tem esperança que na Cisjordânia a situação não chegue ao que se vive em Gaza mas é inevitável a comparação e apesar de reconhecer a existência de muitas pessoas "muito frustradas, muito deprimidas com a situação" e com "o comportamento do Estado, do Governo, infelizmente", que é liderado por Benjamin Netanyahu, não lhe parece possível que com as eleições em Israel marcadas para outubro haja uma "mudança fundamental na política israelita, mesmo que haja mudança das pessoas e dos cargos políticos".
O coordenador-geral da Médicos sem Fronteiras para a Palestina não quer fazer análise política mas lamenta que essa mudança não ocorra porque seria "o melhor para a população da Palestina" e pede mais ação à comunidade internacional, nomeadamente à União Europeia, que ainda é "o maior parceiro comercial de Israel" e pode fazer mais pressão para alcançar mudança de forma a que "a violência" pare e "os produtos necessários para que o povo tenha acesso a água, a remédios e para que as crianças possam voltar à escola".
Ainda ontem Portugal se juntou a outros seis países europeus e ao Canadá no apelo para que Israel pare de imediato a expansão dos colonatos na Cisjordânia, incluindo o megaprojeto E1, uma iniciativa que, na primeira fase, prevê a construção de mais de mil habitações numa faixa de 12 quilómetros da Cisjordânia. Em comunicado, o gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, refere que estas construções afastam ainda mais as partes da solução de dois Estados e consolidam a separação entre o norte e o sul da Cisjordânia.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros acrescenta ainda que os sucessivos atos de violência de colonos israelitas na Cisjordânia, considerados prejudiciais para uma paz negociada, não podem ficar impunes.
O coordenador-geral da Médicos Sem Fronteiras para a Palestina teme que a situação piore na Cisjordânia, onde a violência tem aumentado, quer por parte "do exército", como também "dos colonos". Joan Tubau tem esperança que na Cisjordânia a situação não chegue ao que se vive em Gaza mas é inevitável a comparação e apesar de reconhecer a existência de muitas pessoas "muito frustradas, muito deprimidas com a situação" e com "o comportamento do Estado, do Governo, infelizmente", que é liderado por Benjamin Netanyahu, não lhe parece possível que com as eleições em Israel marcadas para outubro haja uma "mudança fundamental na política israelita, mesmo que haja mudança das pessoas e dos cargos políticos".
O coordenador-geral da Médicos sem Fronteiras para a Palestina não quer fazer análise política mas lamenta que essa mudança não ocorra porque seria "o melhor para a população da Palestina" e pede mais ação à comunidade internacional, nomeadamente à União Europeia, que ainda é "o maior parceiro comercial de Israel" e pode fazer mais pressão para alcançar mudança de forma a que "a violência" pare e "os produtos necessários para que o povo tenha acesso a água, a remédios e para que as crianças possam voltar à escola".
Ainda ontem Portugal se juntou a outros seis países europeus e ao Canadá no apelo para que Israel pare de imediato a expansão dos colonatos na Cisjordânia, incluindo o megaprojeto E1, uma iniciativa que, na primeira fase, prevê a construção de mais de mil habitações numa faixa de 12 quilómetros da Cisjordânia. Em comunicado, o gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, refere que estas construções afastam ainda mais as partes da solução de dois Estados e consolidam a separação entre o norte e o sul da Cisjordânia.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros acrescenta ainda que os sucessivos atos de violência de colonos israelitas na Cisjordânia, considerados prejudiciais para uma paz negociada, não podem ficar impunes.