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Ortega acusa Trump de "instabilidade mental" por lançar guerra com o Irão

Ortega acusa Trump de "instabilidade mental" por lançar guerra com o Irão

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, acusou o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, de sofrer de "instabilidade mental" por ter lançado uma guerra contra o Irão que abalou o Médio Oriente e a economia global.

Cristina Sambado - RTP /
Jairo Cajina - El 19 Digital via AFP

O antigo guerrilheiro de extrema-esquerda, cujo governo é acusado de tendências autoritárias por Washington e por várias organizações internacionais, vinha adotando até então um tom moderado em relação ao ocupante da Casa Branca após a ofensiva iniciada a 28 de fevereiro.

"A guerra travada desta forma pelo presidente norte-americano é típica de alguém que perdeu a cabeça e pensa que pode cometer qualquer ato, qualquer crueldade", declarou Ortega durante uma cerimónia em Manágua transmitida na segunda-feira pelos meios de comunicação estatais.

"É um problema, sejamos francos, de desequilíbrio mental. Como dizemos aqui, ele não está no seu perfeito juízo", acrescentou o líder latino-americano, que criticou ainda Donald Trump por publicar uma imagem sua como Jesus Cristo na plataforma Truth Social.

Ele publicou uma fotografia sua vestido de Cristo, a realizar curas. Quantas pessoas curou realmente? O povo americano e os povos do mundo vão responsabilizá-lo por quantas pessoas matou”, vociferou o presidente da Nicarágua.

Daniel Ortega, antigo líder da guerrilha sandinista que derrubou a ditadura na Nicarágua em 1979, aliado da União Soviética e de Cuba durante a Guerra Fria regressou ao poder em 2007, após eleições contestadas pela comunidade internacional.

No seu discurso, Ortega, que governa o país com a sua mulher Rosa Murillo, denunciou ainda as recentes sanções americanas contra dois dos seus filhos, acusados de participar numa tomada de poder no país. “Estão a ficar sem pessoas para sancionar”, ironizou.No passado domingo, membros da comunidade nicaraguense na Costa Rica e nos Estados Unidos pediram justiça no oitavo aniversário da repressão de uma manifestação que fez mais de 300 mortos em Manágua.

Durante o governo de Daniel Ortega, centenas de milhares de nicaraguenses foram forçados ao exílio, incluindo figuras políticas, intelectuais, líderes religiosos, estudantes, líderes sociais e jornalistas.

c/Agências 
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