Mundo
Guerra no Médio Oriente
Ouvidas explosões perto do Estreito de Ormuz após EUA anunciarem novos ataques
Várias explosões foram ouvidas esta terça-feira no sul do Irão, perto do Estreito de Ormuz, pouco depois de os EUA terem anunciado novos ataques aéreos contra alvos iranianos.
(em atualização)
As explosões foram ouvidas perto de Bandar Abbas e da Ilha de Qeshm, informou a televisão estatal iraniana, acrescentando que "nenhum dano" tinha sido relatado até ao momento.
O Exército norte-americano anunciou que realizou ataques contra alvos da Guarda Revolucionária do Irão às 12h00 (16h00 GMT) desta terça-feira.
As explosões foram ouvidas perto de Bandar Abbas e da Ilha de Qeshm, informou a televisão estatal iraniana, acrescentando que "nenhum dano" tinha sido relatado até ao momento.
O Exército norte-americano anunciou que realizou ataques contra alvos da Guarda Revolucionária do Irão às 12h00 (16h00 GMT) desta terça-feira.
Today at 12 p.m. ET, U.S. forces began striking Islamic Revolutionary Guard Corps (IRGC) targets in Iran. The strikes follow recent attempted attacks by the IRGC against commercial shipping in the Strait of Hormuz and against American service members deployed to the region.
— U.S. Central Command (@CENTCOM) September 1, 2026
"Os ataques seguem-se a tentativas recentes de ataques da Guarda Revolucionária Islâmica contra navios comerciais no Estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos destacados na região", afirmou o Comando Central dos EUA (CENTCOM) em comunicado.
O general Ali Khalil Abadi confirmou que quatro projéteis atingiram as cidades iranianas de Chabahar e Konarak e anunciou que estão em curso "investigações especializadas para determinar os detalhes do incidente, os possíveis danos e outras informações”.
Um aeroporto no sul do Irão, na província de Kerman, também foi alvo de um ataque aéreo esta terça-feira, segundo a televisão estatal iraniana. Não foram reportadas vítimas nem danos até ao momento."Os EUA vão arrepender-se"
A Guarda Revolucionária do Irão já reagiu aos novos ataques, garantindo que os EUA "se vão arrepender".
"Um castigo severo aguarda os agressores; os Estados Unidos vão arrepender-se dos seus novos ataques", disse Hussein Mohebi, porta-voz das forças armadas iranianas, numa mensagem publicada no X.
A agência iraniana Tasnim avança mesmo que as forças armadas do Irão já anunciaram que lançaram uma operação em resposta aos ataques norte-americanos.
Por sua vez, o presidente dos EUA avisou que poderão atacar "com muito mais força" se Teerão retaliar.
"Se a nação falida do Irão retaliar por este ataque totalmente justificado, será novamente atingida com muito mais força e intensidade", disse Trump na Truth Social, avisando que "quando tudo terminar, restará muito pouco da República Islâmica do Irão".
Donald Trump afirma que os ataques em curso "são uma retaliação à tentativa falhada dos iranianos de acrescentar minas marítimas ao Estreito, que atualmente não possui nenhuma (foram completamente removidas ou detonadas!), e ao lançamento de oito mísseis iranianos, todos interceptados com sucesso, contra a nossa base militar na Jordânia".
Os ataques ocorrem ao fim de dois dias de ecalada das tensões. Os EUA quebraram uma trégua de um mês ao lançarem ataques contra o Irão no domingo, atingindo a ilha de Larak, no estratégico estreito de Ormuz. Em resposta, Teerão atacou alvos norte-americanos na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos com mísseis e drones.
O presidente dos EUA, Donald Trump, tinha prometido responder “com força” aos ataques iranianos. "Haverá uma resposta" e "vamos atacá-los com força", disse Trump em declarações à estação televisiva Fox News, na segunda-feira.
O novo confronto militar surge numa altura em que os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra entre Washington e Teerão permanecem num impasse, apesar das recentes iniciativas de mediação do Paquistão.
O presidente dos EUA, Donald Trump, tinha prometido responder “com força” aos ataques iranianos. "Haverá uma resposta" e "vamos atacá-los com força", disse Trump em declarações à estação televisiva Fox News, na segunda-feira.
O novo confronto militar surge numa altura em que os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra entre Washington e Teerão permanecem num impasse, apesar das recentes iniciativas de mediação do Paquistão.