Mundo
Países Baixos. Dois casos positivos e dois negativos na exposição ao hantavírus
Duas das três pessoas testadas nos Países Baixos à possível exposição do hantavírus num avião, apresentaram resultado negativo, estando a terceira ainda a ser analisada. Dois outros casos, provenientes do navio, testaram positivo ao vírus.
A informação sobre os três suspeitos foi divulgada pelo Instituto Nacional de Saúde Pública e Ambiente da Holanda (RIVM), enquanto as autoridades holandesas investigam uma possível exposição ao hantavírus num avião.
Uma mulher foi internada esta quinta-feira num hospital de Amesterdão, depois de ter apresentado possíveis sintomas de infeção por hantavírus,
informou o Ministério da Saúde holandês.
Trata-se de uma assistente de bordo da companhia aérea KLM, que esteve em contacto com uma mulher neerlandesa que morreu em Joanesburgo, vítima de infeção por hantavírus quando viajava no navio cruzeiro MV Hondius.
Trata-se de uma assistente de bordo da companhia aérea KLM, que esteve em contacto com uma mulher neerlandesa que morreu em Joanesburgo, vítima de infeção por hantavírus quando viajava no navio cruzeiro MV Hondius.
O RIVM referiu que as três pessoas desenvolveram sintomas após entrarem em contacto com uma pessoa infetada pelo vírus a bordo de uma aeronave, sem identificar se se tratava da assistente de bordo. Confirmou que vai continuar a monitorizar os casos suspeitos.
Os restantes passageiros do aparelho serão contactados pelas autoridades locais e orientados sobre os próximos passos, com base na localização dos seus lugares e no nível de contacto com a pessoa infetada.
Mais dois passageiros do navio testam positivo
O caso mais recente identificado como positivo foi o segundo anunciado esta quinta-feira nos Países Baixos e corresponde a um passageiro proveniente do MV Hondius e internado quarta-feira à noite no serviço de doenças infecciosas graves do hospital LUMC de Leiden.
"Está agora confirmado que o doente hospitalizado tem hantavírus. O doente foi informado disso e deu o seu consentimento para que a informação fosse divulgada", indicou o hospital.
Horas antes, o hospital Radbud de Nimègue, também nos Países Baixos, tinha confirmado que um outro doente procedente do navio de cruzeiro tinha testado positivo ao hantavírus.
Não existe vacina nem tratamento específico para este vírus, que pode ser contraído através do contacto com roedores e cuja estirpe dos Andes, detetada em passageiros do cruzeiro, é a única em que se conhecem casos de transmissão entre humanos.
A Organização Mundial de Saúde considera "possível" que surjam novos casos tendo em conta o período de incubação da variante dos Andes, "que pode chegar a seis semanas", de acordo com o diretor-geral daquela organização da ONU.
Nenhum dos outros passageiros do MV Hondius apresenta sintomas da doença, garantiu esta quinta-feira a empresa dos Países Baixos que gere o navio.
OMS afasta possibilidade de epidemia
O surto de hantavírus não constitui "o início de uma epidemia" ou de "uma pandemia", garantiu por seu lado Maria Van Kerkhove, chefe do Departamento de Prevenção e Preparação para Epidemias e Pandemias da OMS em conferência de imprensa. "Não é o início de uma epidemia. Não é o início de uma pandemia", mas é uma oportunidade crucial para reiterar que o investimento na investigação sobre agentes patogénicos é essencial, tendo em conta que os tratamentos testes e vacinas podem salvar vidas", alertou a mesma responsável da OMS.
O vírus é alvo de um alerta de saúde internacional desde que foi detetado um surto num navio de cruzeiro que partiu do sul da Argentina.
O primeiro passageiro a apresentar sintomas (febre, dor de cabeça e diarreia ligeira) foi um cidadão neerlandês de 70 anos que adoeceu a 06 de abril e é considerado o paciente zero. O homem morreu a bordo do navio no dia 11 de abril.
Treze dias depois, a 24 de abril, o seu corpo foi desembarcado em Santa Helena (ilha remota no oceano Atlântico sul que faz parte do território britânico), juntamente com a mulher, uma neerlandesa de 69 anos.
Apesar de também apresentar sintomas, a neerlandesa voou a 25 de abril para Joanesburgo, África do Sul, onde ia embarcar num voo de regresso aos Países Baixos. Morreu no dia seguinte e a sua infeção por hantavírus foi confirmada a 04 de maio.
Entretanto, um cidadão alemão havia apresentado os primeiros sintomas a 28 de abril, morrendo a bordo do navio, dia 02 de maio. Um outro passageiro, um cidadão suíço que também desembarcara em Santa Helena, foi hospitalizado em Zurique e testou positivo.
Mais três casos suspeitos foram desembarcados na quarta-feira do navio MV Hondius em Cabo Verde - dois tripulantes, um britânico e um neerlandês, que estavam doentes e um caso de contacto assintomático, outro neerlandês - e transferidos em voos médicos que partiram da Praia com destino aos seus países de origem.
Treze dias depois, a 24 de abril, o seu corpo foi desembarcado em Santa Helena (ilha remota no oceano Atlântico sul que faz parte do território britânico), juntamente com a mulher, uma neerlandesa de 69 anos.
Apesar de também apresentar sintomas, a neerlandesa voou a 25 de abril para Joanesburgo, África do Sul, onde ia embarcar num voo de regresso aos Países Baixos. Morreu no dia seguinte e a sua infeção por hantavírus foi confirmada a 04 de maio.
Entretanto, um cidadão alemão havia apresentado os primeiros sintomas a 28 de abril, morrendo a bordo do navio, dia 02 de maio. Um outro passageiro, um cidadão suíço que também desembarcara em Santa Helena, foi hospitalizado em Zurique e testou positivo.
Mais três casos suspeitos foram desembarcados na quarta-feira do navio MV Hondius em Cabo Verde - dois tripulantes, um britânico e um neerlandês, que estavam doentes e um caso de contacto assintomático, outro neerlandês - e transferidos em voos médicos que partiram da Praia com destino aos seus países de origem.
Terão sido estes dois neerlandeses a testar positivo.
O MV Hondius está a caminho das Ilhas Canárias onde deverá chegar no domingo de manhã.
Seguem a bordo 144 pessoas depois de três terem sido evacuadas ainda ao largo de Cabo Verde onde o navio esteve imobilizado vários dias.
O MV Hondius está a caminho das Ilhas Canárias onde deverá chegar no domingo de manhã.
Seguem a bordo 144 pessoas depois de três terem sido evacuadas ainda ao largo de Cabo Verde onde o navio esteve imobilizado vários dias.
c/Lusa