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Covid-19. Número de pessoas vacinadas no mundo ultrapassa total de doentes infetados
O número de pessoas vacinadas contra a Covid-19 em todo o mundo já ultrapassa a totalidade de doentes infetados contabilizados desde o início da pandemia. Os dados oficiais mostram que já foram registados mais de 104 milhões de casos no mundo e 104,9 milhões de vacinas foram administradas.
É um marco simbólico na luta contra a pandemia. No mundo, o número de pessoas vacinadas contra a Covid-19 ultrapassou esta quinta-feira o total de casos oficiais de infeção.
De acordo com a plataforma Our World in Data, 104,9 milhões de pessoas já foram vacinadas até ao momento. Por outro lado, de acordo com o balanço mais recente da agência France Presse, há registo de 104.350.880 casos de Covid-19 desde o início da pandemia.
As infeções por Covid-19 continuam a crescer e o vírus já fez pelo menos 2,26 milhões de mortos em todo o mundo. Nas últimas 24 horas registaram-se 15.331 óbitos e 501.061 casos a nível mundial, avança a AFP com base em dados oficiais disponibilizados pelos países.
A vacinação em curso ocorre numa altura em que os especialistas procuram imunizar o maior número possível de pessoas perante a ameaça de milhares de novas variantes, potencialmente mais contagiosas.
Israel é neste momento o país que mais vacina em termos proporcionais, com 38 por cento da população a ter recebido pelo menos uma dose de imunização até 3 de fevereiro. Seguem-se os Emirados Árabes Unidos (33,5%), o Reino Unido (14,7%) e o Bahrain (10,2%).
De acordo com o site Our World in Data, Portugal vacinou apenas 2,7 por cento da população até ao momento, ainda assim acima da média da União Europeia (2,4%).
Mesmo que o número total ao nível da vacinação tenha ultrapassado o número de infeções, a pandemia está ainda longe de ser derrotada. Na terça-feira, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde alertava para a necessidade de uma maior cooperação entre as nações para alcançar uma vacinação verdadeiramente global.
Até ao momento, a vacinação tem-se concentrado sobretudo nos países mais ricos, deixando para trás os países em desenvolvimento, sem capacidade para se afirmarem num mercado altamente competitivo e em que não conseguem garantir as doses necessárias para a sua população.
“Apesar da existência de um número crescente de opções de vacinação, a capacidade de fabrico apenas responde a uma fração da necessidade total. Permitir que a maioria da população mundial não seja vacinada apenas vai perpetuar doenças necessárias, mortes e confinamentos contínuos, mas também gerar novas variantes, à medida que a Covid-19 continua a espalhar-se entre as populações mais desprotegidas”, alertou o responsável num artigo publicado na terça-feira.