Papa pede a Roma que acolha estrangeiros na missa de véspera de Ano Novo

"O que podemos desejar para Roma? Que seja digna dos seus pequeninos. Crianças, idosos solitários e frágeis, famílias que lutam para sobreviver, homens e mulheres que vieram de longe em busca de vida digna".

Lusa /
Foto: Rita Soares -Antena 1

O Papa Leão XIV 2025 fechou o ano de 2025 com uma oração para que Roma seja uma cidade mais acolhedora para estrangeiros e pessoas vulneráveis.

Na quarta-feira à noite, o pontífice presidiu à missa de véspera de Ano Novo na Basílica de São Pedro, agradecendo pelo Ano Santo que trouxe milhões de peregrinos à capital italiana.

Leão, que encerrará oficialmente o Jubileu a 06 de janeiro, elogiou voluntários e autoridades pelo apoio logístico e recordou o apelo do Papa Francisco para que Roma se tornasse mais hospitaleira. Entre os presentes esteve o presidente da Câmara, Roberto Gualtieri.

"Agradecemos a todos aqueles que, nos meses e dias de 2025, trabalharam ao serviço dos peregrinos e para tornar Roma mais acolhedora", disse o Papa.

"Há um ano, este era o desejo do amado Papa Francisco. Gostaria que assim fosse novamente, e diria até ainda mais depois deste tempo de graça", acrescentou.

"O que podemos desejar para Roma? Que seja digna dos seus pequeninos. De crianças, de idosos solitários e frágeis, de famílias que lutam para sobreviver, de homens e mulheres que vieram de longe em busca de uma vida digna", disse Leão XIV.

Após a celebração, o Papa visitou o presépio em tamanho real na Praça de São Pedro e saudou os fiéis. O ano ficou também marcado pela transição papal, após a morte de Francisco em abril e a eleição do primeiro papa norte-americano.

Leão XIV afirmou ainda que o mundo precisa de projetos libertadores e pacíficos, e não de estratégias armadas destinadas à conquista de mercados, territórios e esferas de influência.

"Nos nossos tempos, sentimos a necessidade de um desígnio sábio, benevolente e misericordioso. Que seja um desígnio livre e libertador, pacífico e fiel", afirmou o Papa.

"Outros desígnios, porém, hoje como ontem, estão a engolir o mundo", acrescentou o chefe dos católicos.

"São, antes, estratégias destinadas a conquistar mercados, territórios e esferas de influência. Estratégias armadas, revestidas de discursos hipócritas, proclamações ideológicas e falsos motivos religiosos", referiu.

Horas antes, na última audiência geral do ano, o Papa lamentou que 2025 tenha sido marcado por "eventos dolorosos", como os diversos cenários de guerra que continuam "a devastar o planeta".

Depois de saudar os fiéis reunidos na Praça de São Pedro, em Roma, Leão XIV recordou que o ano que está a terminar foi marcado por acontecimentos importantes, alguns dolorosos, como o falecimento do Papa Francisco, e outros "mais felizes", como a peregrinação de pessoas de todas as partes do mundo ao Vaticano por ocasião do Ano Santo.

"Um grande sinal que nos acompanhou nos últimos meses: o do caminho e da meta. Tantos peregrinos vieram, este ano, de todas as partes do mundo, para rezar sobre o túmulo de Pedro e confirmar a sua adesão a Cristo. Isto lembra-nos que toda a nossa vida é uma viagem", afirmou o Papa durante a audiência.

No final da audiência, Leão XIV enviou as tradicionais saudações aos peregrinos do mundo em vários idiomas e dirigiu-se especialmente "aos jovens vindos da Terra Santa", do Patriarcado Latino de Jerusalém.

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