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Partido de Netanyahu pediu prolongamento do horário da votação

Partido de Netanyahu pediu prolongamento do horário da votação

O Likud, partido do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, pediu o prolongamento do horário de funcionamento das mesas de voto, numa tentativa de mobilizar o seu eleitorado no contexto das eleições parlamentares renhidas que se realizam esta terça-feira. O partido rival já afirmou que se opõe à medida.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Ronen Zvulun - Reuters

"Apresentámos um pedido para prolongar o horário de votação! Votem apenas no Likud", escreveu o partido no seu canal Telegram.

No entanto, o partido do principal rival de Benjamin Netanyahu já veio esclarecer que se opõe ao pedido do primeiro-ministro israelita para adiar o fecho das urnas, argumentando que isso poderia ser usado como pretexto para contestar posteriormente a legitimidade da eleição.

"Não ocorreu nenhum incidente excecional que justificasse atender a este pedido, cujo objetivo é preparar o terreno para alegações que questionem a integridade da eleição, prolongando assim as mentiras que Netanyahu tem vindo a espalhar desde esta manhã", afirmou o Yashar, partido de Gadi Eisenkot.

A maioria das mesas de voto abriu às 7h00 locais (5h00 em Lisboa) e a votação está prevista encerrar às 22h00 (20h00 em Lisboa).

A taxa de afluência às urnas tem alcançado recordes ao longo do dia, situando-se nos 55,7% até às 16h00 locais (menos duas horas em Lisboa), tendo aumentado em mais de oito pontos em comparação com as eleições anteriores, em 2022.

Este valor era o mais elevado desde 1973, quando se iniciaram os registos, segundo a Comissão Eleitoral Central.

Tanto o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, como o seu principal rival, o antigo chefe do Exército Gadi Eisenkot, já votaram, num dia em que mais de 7,3 milhões de israelitas são chamados às urnas.

Nestas eleições, Netanyahu joga a sua permanência no poder após quatro anos marcados pelo ataque terrorista do Hamas, a 7 de outubro de 2023, frente a um bloco heterogéneo de forças que, liderado por Eisenkot, procura destroná-lo e pôr fim ao governo mais à direita que Israel teve desde a sua criação, em 1948.

Em causa nestas eleições, já classificadas como uma das mais incertas de sempre em Israel, estão os 120 lugares do Parlamento (Knesset) e a consequente governação do país.

Para governar com maioria absoluta, um partido ou coligação precisa de reunir pelo menos 61 lugares parlamentares.

Os israelitas votam em listas partidárias e não em candidatos individuais. Neste escrutínio, constam no boletim de voto 37 partidos, mas apenas aqueles que ultrapassem a fasquia eleitoral de 3,25% entram no Knesset.

c/ Lusa

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