Mundo
Guerra no Médio Oriente
Paulo Rangel diz que é "desajustada" a acusação de "extremismo" por parte do embaixador de Israel
O ministro dos Negócios Estrangeiros português diz que não existe qualquer fundamento nas acusações de Oren Rosenblat, embaixador israelita em Portugal, quando afirmou, em entrevista ao programa Consulta Pública, da RTP Antena 1, que se Portugal defender a suspensão do acordo de comércio da União Europeia com Israel passa a ser considerado extremista.
Paulo Rangel refere que “essa qualificação fica com quem a faz. A opinião é livre, mesmo quando não tem qualquer fundamento e é totalmente desajustada", refere o ministro das Negócios Estrangeiros, nesta primeira reação do Governo às palavras do embaixador israelita.
O diplomata português relembra que a suspensão de alguns acordos com Israel não é matéria nova e que o governo português defendeu uma suspensão parcial.
Rangel diz que, se houvesse um consenso no sentido de uma suspensão da associação e não tanto na área comercial, Portugal poderia ter votado a favor.
Relativamente à questão de Israel ter suspendido relações com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, anunciadas ontem pelo embaixador israelita na ONU, Paulo rangel diz que tem de haver uma acção mais construtiva por parte de Israel.
“Ninguém pede que [Israel] tenha as mesmas posições que os outros estados mas estar mais envolvido com, a comunidade internacional. No fim seria muito bom para o pais e para uma pacificação”.
“Ninguém pede que [Israel] tenha as mesmas posições que os outros estados mas estar mais envolvido com, a comunidade internacional. No fim seria muito bom para o pais e para uma pacificação”.