PC Chinês conclui plenário sobre disciplina interna após purgas de altos dirigentes

PC Chinês conclui plenário sobre disciplina interna após purgas de altos dirigentes

O Partido Comunista Chinês (PCC) deverá concluir hoje em Pequim a quinta sessão plenária do seu XX Comité Central, uma reunião de quatro dias dedicada ao reforço da disciplina interna, após purgas que atingiram altos responsáveis civis e militares.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Alex Plavevski - EPA

O encontro, que decorre à porta fechada desde segunda-feira, analisa um projeto de resolução sobre a supervisão e o controlo do partido, apresentado na abertura pelo Presidente chinês e secretário-geral do PCC, Xi Jinping.

O líder chinês apresentou também um relatório de trabalho em nome do Politburo, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua, que não divulgou o conteúdo detalhado do projeto de resolução.

Durante os preparativos, a direção do partido exigiu "padrões mais elevados" e "medidas mais concretas" para enfrentar os problemas internos do PCC, uma organização com mais de 100 milhões de militantes.

Além do documento sobre disciplina, as atenções centram-se em possíveis substituições na liderança e na ratificação das expulsões anunciadas antes do plenário, incluindo as dos generais Zhang Youxia e Liu Zhenli.

As destituições deixaram a Comissão Militar Central, o principal órgão de comando das Forças Armadas chinesas, reduzida a dois membros: o próprio Xi e o general Zhang Shengmin, contra os sete que integravam o organismo em 2022.

Os investigadores Jonathan A. Czin e Allie Matthias, do Instituto Brookings, consideraram numa análise publicada antes da reunião que este plenário poderá constituir a "última oportunidade" de Xi para recompor a liderança militar antes do XXI Congresso do PCC, previsto para o outono de 2027.

Segundo os analistas, a manutenção dos lugares vagos poderá refletir a "falta de confiança" do líder chinês nos restantes oficiais superiores.

A reunião coincide com a divulgação de novos dados sobre a campanha anticorrupção: as autoridades chinesas anunciaram na terça-feira que puniram 680 mil pessoas entre janeiro e setembro, incluindo 105 altos responsáveis de nível provincial ou ministerial, ou superior.

Xi Jinping, que promove a campanha anticorrupção desde que chegou ao poder, em 2012, reconheceu dificuldades na aplicação das diretrizes da liderança central.

Num discurso publicado este mês pela revista oficial Qiushi, o Presidente chinês criticou o facto de algumas ordens "não serem aplicadas ou serem aplicadas de forma incorreta".

 

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