Pelo menos 60 detidos na Nicarágua por celebrar captura de Maduro
Pelo menos 60 pessoas foram detidas na Nicarágua por comemorarem a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de acordo com uma organização não-governamental e um jornal no exílio.
Os copresidentes da Nicarágua, o casal Daniel Ortega e Rosario Murillo, são aliados incondicionais de Maduro, que foi levado à força há uma semana para os Estados Unidos, para responder a acusações de narcotráfico.
"Pelo menos 60 detenções arbitrárias" de pessoas que comemoraram a queda de Maduro na Internet ou em privado ocorreram no país desde então, denunciou a organização de defesa dos direitos humanos Monitoreo Azul y Blanco, na rede social X.
"Esta nova onda repressiva é executada sem mandado judicial e baseia-se apenas na expressão de opiniões: comentários nas redes sociais, celebrações privadas ou não repetir a propaganda oficial", afirmou a ONG, que denunciou "uma grave violação dos direitos humanos".
De acordo com jornal `online` El Confidencial, editado no estrangeiro, estas detenções ocorreram no âmbito de um "estado de alerta" decretado por Murillo após a captura de Maduro, que inclui operações de vigilância dos bairros e das redes sociais.
Os Estados Unidos lançaram no dia 3 de janeiro um ataque contra a Venezuela para capturar Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Delcy Rodriguez, vice-presidente executiva de Maduro, assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.