Pentágono ordena dia de suspensão de atividades para que militares possam votar

Pentágono ordena dia de suspensão de atividades para que militares possam votar

O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, ordenou que em todos os ramos das Forças Armadas seja estabelecido um dia de suspensão de atividades para que os militares possam votar nas eleições intercalares de 3 de novembro.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Evan Vucci - Reuters

"Todos concordamos que votar é importante - esse é o primeiro ponto. Todos concordamos que, no Departamento de Defesa, servimos os melhores cidadãos do país: aqueles que vestem o uniforme - esse é o segundo ponto. Então, que tal garantirmos que aqueles que servem o nosso país têm todas as oportunidades possíveis para votar?", afirmou o chefe do Pentágono, numa mensagem divulgada nas redes sociais.

Assim, Hegseth ordenou "a todos os níveis" um dia de suspensão de atividades "durante o mês de outubro", o mais tardar até 15 de outubro, para permitir aos militares o exercício antecipado do seu direito de voto.

"A partir deste ano, e em todos os anos eleitorais, vamos proceder a esta suspensão de atividades o mais tardar até 15 de outubro", indicou, sublinhando que medidas deste tipo já foram antes adotadas, incluindo em 2021, durante a presidência do democrata Joe Biden (2021-2025).

Desta forma, defendeu a medida que disse proceder de um Departamento governamental "apolítico", reiterando que, em tempos passados, votar era um "processo lento e complexo" para os membros das Forças Armadas dos Estados Unidos.

"Como muitos militares residem fora do seu estado de origem por razões óbvias, enfrentam dificuldades desnecessárias para obter, preencher e devolver os boletins de voto por correio enquanto prestam serviço longe de casa", explicou.

"Dito isto, não estamos a dizer em quem votar, mas dar-vos-emos todas as oportunidades para o fazerem. Depois, caber-vos-á exercer o vosso direito, como norte-americanos, de escolher os vossos representantes eleitos", declarou, numa mensagem aos membros das Forças Armadas.

Hegseth referiu-se aos militares como "os melhores cidadãos" dos Estados Unidos, argumentando que, por isso, "deveriam ter todas as oportunidades para exercer o seu direito de voto".

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