Pequim quer desenvolver relações com Pyongyang, diz alto funcionário chinês

por Lusa
Reuters

O terceiro mais alto funcionário chinês afirmou hoje, durante uma rara visita a Pyongyang, que a China pretende "desenvolver com sucesso" as relações com a Coreia do Norte, noticiaram meios de comunicação oficiais norte-coreanos.

Zhao Leji, que é presidente do Comité Permanente do Congresso Nacional do Povo -- Parlamento chinês -- e membro do poderoso Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista (PCC), está de visita à Coreia do Norte desde quinta-feira para assinalar o 75.º aniversário das relações diplomáticas entre os dois países. 

Zhao é o terceiro dirigente político mais importante da China, depois do Presidente Xi Jinping e do Primeiro-Ministro Li Qiang.

Durante a visita, de cariz oficial, Zhao e o homólogo norte-coreano, Choe Ryong Hae, participaram na sexta-feira na cerimónia de abertura do "ano da amizade RPDC-China", informou a agência estatal norte-coreana KCNA, utilizando o acrónimo do nome oficial da Coreia do Norte (República Popular Democrática da Coreia).

Num discurso, Zhao reiterou que a "política estratégica" de Pequim consiste em "defender, consolidar e desenvolver com êxito" as relações entre Pequim e Pyongyang.

"A China está pronta a abrir um novo capítulo nas relações de amizade entre os dois países", afirmou.

O homólogo norte-coreano sublinhou que as relações entre os dois países "atingiram uma nova idade de ouro" sob a "sábia liderança" dos seus dirigentes.

Segundo a agência noticiosa France-Presse (AFP), que cita a KCNA, os dois líderes políticos assistiram a várias atuações de "prestigiadas trupes artísticas chinesas e norte-coreanas" no Grande Teatro de Pyongyang Oriental.

Pequim é o principal apoiante económico de Pyongyang e um aliado de longa data. 

O líder norte-coreano Kim Jong Un também está a tentar reforçar os laços com a China, ao mesmo tempo que endurece o tom em relação ao seu vizinho do sul.

No final de março, a China afirmou que se opunha a "sanções indiscriminadas" contra a Coreia do Norte, depois de se ter abstido numa votação do Conselho de Segurança da ONU sobre a renovação do comité de controlo das sanções contra Pyongyang.

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