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Polícia federal ordena "retorno imediato" de Eduardo Bolsonaro ao Brasil

Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, encontra-se desde março do ano passado nos Estados Unidos, onde tem feito lobbying junto de Washington para que a administração norte-americana pressione para a libertação do seu pai, que cumpre atualmente 27 anos de prisão.

Lusa /
Foto: Jessica Koscielniak - Reuters

A Polícia Federal do Brasil ordenou que Eduardo Bolsonaro, filho do ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro, a residir nos Estados Unidos, regresse de imediato ao país para exercer o cargo de escrivão na corporação, segundo uma resolução hoje publicada.

O terceiro dos cinco filhos do antigo chefe de Estado encontrava-se afastado das suas funções na Polícia Federal para exercer o mandato parlamentar, mas a Câmara dos Deputados declarou a perda do seu mandato por ter faltado a mais de um terço das sessões.

A resolução, assinada pelo diretor interino de Gestão de Pessoas da Polícia Federal, Licínio Nunes de Moraes Netto, estabelece a "cessação da licença para o exercício de mandato eletivo, a partir de 19 de dezembro de 2025", e determina o "retorno imediato ao exercício do cargo efetivo no local de colocação de origem".

De acordo com o documento, a ordem de regresso ao Brasil do filho de Jair Bolsonaro tem fins "exclusivamente declaratórios e de regularização da situação funcional".

"A ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis", ressalta no documento.

Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal em 2010 como escrivão e afastou-se do cargo enquanto exercia o mandato na Câmara dos Deputados.

Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde março do ano passado, quando pediu uma licença, alegando perseguição política e judicial no Brasil.

No dia 18 de dezembro de 2025, a presidência da Câmara dos Deputados declarou a perda do seu mandato, por ter ultrapassado o limite de faltas não justificadas permitido pela Constituição.

O filho do ex-Presidente acumulou 59 ausências sem justificação desde que viajou para os Estados Unidos com o objetivo de convencer o Governo norte-americano a aplicar sanções contra o Brasil, em benefício do seu pai.

Esta postura fez com que fosse acusado no Supremo Tribunal Federal por tentativa de coação à Justiça, no âmbito de uma investigação paralela à do julgamento de golpe de Estado, pelo qual Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão.

O Governo de Donald Trump impôs uma tarifa de 50% sobre grande parte das importações brasileiras, com a justificação de que o Brasil liderava uma perseguição judicial e política contra o ex-Presidente brasileiro, aliado político do chefe de Estado norte-americano.

No entanto, o Governo dos Estados Unidos revogou recentemente a maioria das tarifas e sanções que tinha imposto a alguns membros do Supremo Tribunal Federal.

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