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Polónia. Parlamento chumba Mateusz Morawiecki em favor de Donald Tusk
Uma maioria de 266 deputados em 460, da câmara baixa do parlamento da Polónia (Sejm), rejeitou um novo governo conservador, abrindo caminho ao regresso do ex-primeiro-ministro e ex-presidente do conselho europeu, Donald Tusk.
Uma aliança de partidos da oposição, liderada pela Plataforma Cívica (PO) de Tusk, liberal e europeísta, tinha já garantido o chumbo da moção de confiança a Mateusz Morawiecki, cujo partido, o Lei e Justiça (PiS), venceu sem maioria as eleições de 15 de outubro, com 35,4 por cento.
O presidente da República, Andrzej Duda, aceitara dar a oportunidade a Morawiecki, sob proposta do PiS, de formar novo executivo, após oito anos no poder.
Ao fim de dois meses, apenas 190 deputados polacos votaram hoje a favor de Morawiecki, com a oposição a juntar-se em peso aos 248 votos já anteriormente garantidos pela aliança de governação de Tusk.
Espera-se que Tusk apresente a sua proposta de governo já esta terça-feira, iniciando um novo ciclo político após oito anos de governação contestatária a Bruxelas e nacionalista.
O seu futuro não se apresenta fácil, com o PO a ter de gerir a aliança com os parceiros da Terceira Via (democratas-cristãos) e da Nova Esquerda. Pelo caminho terá ainda de enfrentar eleições locais e europeias, em 2024, e presidenciais, em 2025.
Tusk terá ainda de enfrentar um PiS na oposição, cujo maior trunfo será o próprio presidente, eleito pelos conservadores. Andrzej Duda manteve o seu poder de veto, uma vez que a nova maioria parlamentar ficou aquém dos 60 por cento necessários para reverter decisões presidenciais.
O chumbo abriu caminho à segunda etapa constitucional, na qual um grupo
de pelo menos 46 deputados pode apresentar um novo candidato a
primeiro-ministro. Donald Tusk foi de imediato indigitado para o cargo.
Ao fim de dois meses, apenas 190 deputados polacos votaram hoje a favor de Morawiecki, com a oposição a juntar-se em peso aos 248 votos já anteriormente garantidos pela aliança de governação de Tusk.
Espera-se que Tusk apresente a sua proposta de governo já esta terça-feira, iniciando um novo ciclo político após oito anos de governação contestatária a Bruxelas e nacionalista.
O seu futuro não se apresenta fácil, com o PO a ter de gerir a aliança com os parceiros da Terceira Via (democratas-cristãos) e da Nova Esquerda. Pelo caminho terá ainda de enfrentar eleições locais e europeias, em 2024, e presidenciais, em 2025.
Tusk terá ainda de enfrentar um PiS na oposição, cujo maior trunfo será o próprio presidente, eleito pelos conservadores. Andrzej Duda manteve o seu poder de veto, uma vez que a nova maioria parlamentar ficou aquém dos 60 por cento necessários para reverter decisões presidenciais.
Duda poderá ainda aproveitar para assumir a liderança da direita polaca.
Numa nova complicação, o Tribunal Constitucional da Polónia considerou inconstitucional uma reforma judicial necessária para o país ter acesso a fundos europeus.
Bruxelas reteve milhares de milhões de euros em fundos de recuperação da pandemia de Covid-19, por discordar da legislação polaca, exigindo reformas, quanto à garantia de independência judicial e à energia verde.
A decisão do TC polaco vai dificultar a aproximação a Bruxelas pretendida por Tusk.
com agências