Trump pondera ocupar a Ilha de Kharg para forçar o Irão a reabrir o Estreito de Ormuz
“Ele quer o Estreito de Ormuz aberto. Se precisar de tomar a ilha de Kharg para isso, ele tomará. Se decidir fazer uma invasão costeira, ele também o fará. Mas essa decisão ainda não foi tomada”, disse um alto funcionário do governo ao Axios.
“Sempre tivemos tropas em terra em conflitos sob todos os presidentes, incluindo Trump. Sei que esta é uma obsessão dos órgão de comunicação social, e compreendo a política envolvida, mas o presidente fará o que é certo”, disse um segundo alto funcionário. Ainda não foi tomada nenhuma decisão, afirmou o funcionário.
Kharg, uma ilha de coral com oito quilómetros de comprimento no Golfo Pérsico, a cerca de 26 quilómetros do continente, é um importante centro de processamento do Irão, por onde passam normalmente 90% das exportações de petróleo do país. A ilha manteve-se praticamente intacta durante os ataques israelitas e americanos nas duas primeiras semanas da guerra.
Pentágono envia 2.200 marines para o Médio Oriente
As autoridades militares não informaram quais as missões que os marines enviados para o Médio Oriente deverão executar.
Exército israelita anuncia ataque à região de Nour, no Mar Cáspio
Em comunicado, o exército anunciou que "começou a atacar alvos do regime terrorista iraniano na região de Nour".
Produtores de leite penalizados por subida de custos e falta de apoios
Os produtores de leite afirmam estar a enfrentar um agravamento das condições económicas marcado pela descida do preço pago à produção, pelo aumento dos custos e pela rejeição de apoios ao investimento, revelou hoje um comunicado divulgado pela APROLEP.
De acordo com a Associação dos produtores de leite de Portugal (APROLEP), o preço do leite ao produtor caiu cerca de três cêntimos por litro no início de 2026, mantendo-se a ameaça de novas descidas, num contexto já pressionado pela subida dos custos de produção, nomeadamente devido à guerra no Irão.
A APROLEP alertou que o gasóleo agrícola aumentou cerca de 40 cêntimos por litro e antecipa novas subidas nos preços dos fertilizantes e das rações, o que agrava a sustentabilidade económica das explorações.
Paralelamente, a associação criticou os resultados provisórios do concurso no âmbito do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC 2023-2027), na medida "Investimento produtivo agrícola -- Modernização", indicando que, das 2.544 candidaturas apresentadas, 1.814 foram recusadas por falta de dotação orçamental, com apenas 730 a transitarem para fases seguintes.
Segundo a APROLEP, a divulgação do "projeto de lista de hierarquização" apanhou de surpresa muitos produtores, que tinham sido incentivados a candidatar-se, num processo cujo prazo foi sucessivamente alargado até janeiro deste ano.
A associação sublinhou que desde 2022 não existiam concursos abertos para investimentos gerais no setor agrícola, o que reforçou as expectativas dos produtores, incluindo jovens agricultores que já tinham visto projetos anteriormente recusados.
"Os produtores investiram tempo e recursos significativos na preparação das candidaturas, pedindo orçamentos, recorrendo a serviços técnicos especializados e assumiram encargos financeiros, confiando na existência de apoios que agora se revelam insuficientes", referiu o comunicado, apontando para um sentimento generalizado de desânimo e revolta no setor.
A APROLEP recordou ainda que a produção de leite exige investimentos elevados e com retorno a longo prazo, tendo sido afetada por sucessivas crises de preços baixos nas últimas décadas, o que limitou a capacidade de investimento das explorações.
Neste contexto, a associação defende o reforço urgente do Governo na dotação financeira dos apoios ao investimento e a criação de medidas específicas para o setor, nomeadamente nas áreas do bem-estar animal, modernização tecnológica e proteção ambiental.
A direção da APROLEP considerou também "imprescindível" que o preço pago ao produtor pelas cooperativas e pela indústria seja ajustado rapidamente, de forma a refletir o aumento dos custos de produção e garantir a viabilidade das explorações leiteiras.
Escalada de preços. Gasóleo pode aumentar 15 cêntimos e gasolina nove
Os preços dos combustíveis voltam a subir já na próxima semana. Os revendedores estimam que o litro de gasóleo suba mais 15 cêntimos e o de gasolina nove cêntimos.
As estimativas dos revendedores apontam para mais 15 cêntimos por litro de gasóleo nove cêntimos por litro de gasolina. Cálculos que podem ainda sofrer alterações, uma vez que o valor final só será apurado após o fecho das negociações desta sexta-feira.
Além disso, é expectável que o Governo volte a aplicar o desconto sobre o Imposto sobre Produtos Petrolíferos. Apesar de tudo, o preço do petróleo recuou esta sexta-feira cerca de dois por cento.Ao início da manhã, o barril de Brent estava a ser negociado a 106 dólares. Na quinta-feira já tinha subido quase até aos 120 dólares.
A queda nos preços do barril de brent está a ser associada às declarações do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que disse que o Irão está prestes a ser "dizimado" e que a guerra terminará mais cedo do que se imaginava.
O preço do gás também caiu mais de três por cento. Estava a ser negociado abaixo dos 60 euros por megawatt-hora.
Presidente da Síria quer manter o país longe do conflito
“É importante recordar que a Síria sempre foi palco de conflitos e lutas nos últimos 15 anos e antes disso, mas hoje está em harmonia com todos os países vizinhos, a nível regional e internacional”, afirmou num discurso proferido após a oração do Eid al-Fitr no palácio presidencial em Damasco.
Segundo o presidente sírio, “o que está a acontecer agora é um acontecimento histórico importante e raro, que não assistimos desde a Segunda Guerra Mundial. Estamos a calcular cuidadosamente os nossos passos e a trabalhar para manter a Síria longe de qualquer conflito, para que possa manter o seu caminho de desenvolvimento e reconstrução”.
Israel bloqueia orações do Eid na mesquita de Al-Aqsa
Os fiéis reuniram-se nos pontos mais próximos que conseguiram alcançar, particularmente em redor do Portão de Damasco, na Jerusalém Oriental ocupada, depois de os soldados israelitas terem bloqueado a entrada nos pátios da mesquita.
O governo de Jerusalém condenou o encerramento como uma escalada perigosa e um ataque direto à liberdade religiosa.
“Estas medidas visam impor novas realidades judaizantes e isolar a mesquita do seu meio palestiniano e islâmico”, afirmou num comunicado divulgado pela Wafa.
A Mesquita de Al-Aqsa está encerrada há 21 dias consecutivos.
Reservista israelita detido por suspeita de espionagem para o Irão
"Raz Cohen, de 26 anos e residente em Jerusalém, foi recentemente detido por suspeita de cometer crimes de segurança envolvendo o contacto com agentes dos serviços de informação iranianos para realizar missões de segurança sob as suas ordens", explicou o comunicado.
O reservista, que prestava serviço no sistema Domo de Ferro (sistema de defesa antimíssil), "mantinha contacto com agentes dos serviços de informação iranianos e, sob as suas instruções, estava encarregado de realizar diversas missões de segurança, incluindo a transmissão de informações de segurança sensíveis a que tinha acesso no exercício das suas funções".
A investigação apurou ainda que o suspeito sabia que estava "em contacto com entidades iranianas" e que recebia dinheiro em troca.
A polícia israelita e o serviço de segurança interna (Shin Bet) emitem alertas regularmente, através das redes sociais, sobre tentativas de recrutamento e infiltração de iranianos em Israel.
Refinaria de petróleo israelita atingida por míssil iraniano
A Israel Oil Refineries afirmou que o ataque atingiu os sistemas de energia que abastecem uma unidade de serviços, afetando infraestruturas externas pertencentes a terceiros e cruciais para as operações.
Apesar dos danos, a maioria das unidades de produção mantém-se operacional, enquanto outras estão a ser reativadas, afirmou a empresa, acrescentando que as operações completas serão retomadas dentro de alguns dias.
Presidente do Irão alerta para consequências do "terrorismo de Estado" de Israel
"O regime sionista é caracterizado pelo terrorismo de Estado. No entanto, a agressão dos Estados Unidos contra o Irão e o assassinato do líder mártir estabelecem um precedente em disputas internacionais que destruirá as normas jurídicas globais", afirmou o presidente iraniano Pezeshkian, referindo-se ao assassinato do líder supremo do regime, Ali Khamenei, no início da ofensiva israelo-americana.
"Se o mundo não se mantiver firme, as consequências serão devastadoras", acentuou.
Preço do gás natural caiu mais de 3% e está abaixo dos 60 dólares
O preço do gás natural para entrega no prazo de um mês no mercado TTF dos Países Baixos, referência na Europa, caiu hoje mais de 3% e estava a ser negociado abaixo dos 60 euros por megawatt-hora (MWh).
De acordo com dados de mercado recolhidos pela agência EFE, na abertura do mercado holandês, o gás natural descia 3,33 %, para 59,7 euros por megawatt-hora (MWh).
Na quinta-feira, o gás natural fechou com uma subida de 11 %, embora durante a sessão tenha chegado a disparar cerca de 30 %, para mais de 70 euros.
O preço do gás, tal como o do petróleo - que hoje caiu ligeiramente 0,29 %, para 108,5 dólares - disparou após o ataque de Israel ao campo de gás natural South Pars, no Golfo Pérsico, e a resposta do Irão com ataques no Qatar e nos Emirados Árabes Unidos.
Neste contexto, a Agência Internacional da Energia (AIE) anunciou que tinha começado a colocar no mercado os "primeiros volumes" das reservas estratégicas de petróleo, que foram revistas em alta, passando dos 400 milhões de barris inicialmente previstos para 426 milhões.
Exército israelita afirma ter atacado infraestruturas militares no sul da Síria
O exército disse que os ataques foram uma resposta ao que chamou de ataques contra civis drusos por parte das autoridades sírias na área de As-Suwayda na quinta-feira.
A agência de notícias estatal síria SANA e o Governo sírio ainda não reconheceram o ataque israelita.
Teerão acusa Reino Unido de cumplicidade na guerra
A acusação de Araghchi foi reportada à homóloga britânica, Yvette Cooper, durante uma conversa telefónica realizada no passado sábado.
Segundo uma nota agora divulgada por Teerão, o chefe da diplomacia iraniana afirmou que as ações do Governo de Londres vão ser "certamente consideradas participação na agressão" e ficar "gravadas na história".
O Governo de Keir Starmer aprovou, no início deste mês, a utilização estritamente defensiva de bases na região do Médio Oriente, depois de ter sido fortemente criticado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, pela negativa inicial.
Ataques aéreos israelitas atingem várias cidades no sul do Líbano
"Aviões de guerra inimigos israelitas atacaram ao amanhecer" cidades nos distritos de Tiro e Bint Jbeil, informou a agência, acrescentando que as forças israelitas também atingiram outras cinco cidades no sul do país.
Agência de Energia faz recomendações para reduzir procura de petróleo
A Agência Internacional de Energia (AIE) recomendou hoje mais três dias de teletrabalho, menos 40% de voos comerciais e a gratuitidade dos transportes públicos para reduzir a procura de petróleo face à guerra no Médio Oriente.
Num relatório, aquela instituição apresentou 10 medidas "de urgência", sobretudo para combater o recurso a viaturas privadas, as quais podem poupar até cerca de seis milhões de barris por dia, compensando em parte a escassez global de crude.
"O conflito no Médio Oriente provocou a maior interrupção de fornecimento da história do mercado internacional de petróleo devido à paragem quase total do trânsito naval pelo estreito de Ormuz", lê-se.
Segundo a AIE, cerca de 15 milhões de barris de crude e outros cinco milhões de produtos petrolíferos passavam diariamente naquela via marítima, cerca de 20% do consumo mundial daquelas matérias, mas as quantidades ficaram reduzidas a "conta-gotas".
O texto defende ser essencial trabalhar do lado da procura, já que os preços do crude já ultrapassaram a barreira dos 100 dólares/barril, apesar do esforço de libertação das reservas por parte de muitos países (426 mil barris).
"Há uma crescente preocupação com o impacto da alta de preços sobre as famílias, as empresas e a economia em geral", alertou a AIE.
Entre as restantes medidas propostas está a redução do limite de velocidade nas estradas em, pelo menos, 10 km/h, para baixar o consumo de combustível "entre 5% e 10% por veículo".
A partilha de veículos e a restrição de circulação nas grandes áreas metropolitanas, através do rateio de matrículas (pares/ímpares, por exemplo), também constam do plano.
O diretor-executivo da AIE, o turco Fatih Birol, reconheceu porém que medidas de austeridade, por si só, não vão ser suficientes.
"Retomar a navegação pelo estreito de Ormuz é a ação mais importante para restaurar a estabilidade dos fluxos de petróleo e de gás e reduzir a pressão sobre os mercados e os preços", declarou.
Segundo Birol, a atual situação causada à ofensiva militar de Israel e Estados Unidos contra o Irão e consequentes retaliações na região do golfo Pérsico, é diferente da verificada aquando da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro de 2022.
"Como vimos em 2022, os governos podem intervir com medidas para ajudar os consumidores com suas contas de energia durante picos de preços. No entanto, os recursos fiscais são limitados e é vital que essas medidas sejam direcionadas àqueles que mais precisam", concluiu.
Irão insiste que a produção de mísseis "continua" apesar da guerra
"A nossa indústria de mísseis balísticos merece a nota máxima. (...) Não há motivo para preocupação, porque mesmo em tempo de guerra, continuamos a fabricar mísseis", disse o porta-voz do IRGC, Ali-Mohammad Naini, citado pela agência de notícias Fars.
Na quinta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Irão já não tem capacidade para produzir mísseis balísticos ou enriquecer urânio.
Líder Supremo pediu retaliação pela morte do ministro das informações
O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, afirmou hoje através de um comunicado que os inimigos da República Islâmica não devem viver em segurança, sublinhando a retaliação pela morte do ministro dos serviços de informações.
O ayatollah Mojtaba Khamenei fez as declarações num comunicado enviado ao Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, depois de Israel ter morto o ministro dos Serviços de Informações, Esmail Khatib.
Khamenei não é visto em público desde que foi nomeado líder supremo, sucedendo ao pai, o ayatollah Ali Khamenei, de 86 anos, que foi morto num ataque aéreo israelita no primeiro dia da guerra, a 28 de fevereiro.
As autoridades norte-americanas e israelitas sugeriram que Mojtaba Khamenei tinha ficado ferido na sequência de um bombardeamento.
Espanha vai reduzir IVA sobre combustíveis de 21% para 10%
Madrid planeia também suspender o imposto especial de consumo sobre os hidrocarbonetos, o que levaria a uma redução imediata do preço do gasóleo e da gasolina entre 0,30 e 0,40 euros.
Sri Lanka declara neutralidade na guerra contra o Irão
“Eles queriam trazer dois aviões de guerra armados com oito mísseis anti navio de uma base no Djibuti para o Aeroporto Internacional de Mattala, de 4 a 8 de março, e nós dissemos ‘não’”, afirmou Dissanayake, citado pela agência noticiosa AFP.
No discurso no parlamento após uma reunião com Sergio Gor, embaixador dos EUA na Índia, Dissanayake abordou as críticas sobre as decisões recentes.
“Alguns grupos estão a dizer que assinámos acordos de defesa com os EUA e que por isso atrasámos a receção do navio iraniano”, disse.
“Estão a dizer que somos parciais”, acrescentou, afirmando que, na verdade, “somos imparciais”.
Segundo Dissanayake, tanto o Irão como os EUA solicitaram aos seus respetivos militares que fizessem visitas militares ao país nas últimas semanas, acrescentando: “Como nação neutra, dissemos não a ambos os pedidos. Isto é imparcialidade”.
O Sri Lanka, uma nação insular do Oceano Índico, a mais de 3.200 quilómetros do Golfo Pérsico, adotou uma política de não alinhamento desde a sua independência, em 1948.
Mas o país viu-se no fogo cruzado diplomático da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, depois de um ataque de um submarino norte-americano ter afundado um navio de guerra iraniano na costa sul do Sri Lanka, no início de março, matando pelo menos 87 marinheiros iranianos.
Guarda Revolucionária anuncia a morte do porta-voz em ataques aéreos
Pequim apela a fornecimento de petróleo estável e sem entraves
No entanto, o porta-voz do ministério, Lin Jian, não especificou nenhum país.
Preço do petróleo recua quase 2% após declarações de Netanyahu sobre a guerra
O preço do petróleo recuou hoje cerca de 2%, depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter dito que o Irão está prestes a ser "dizimado" e que a guerra terminará mais cedo do que se imaginava.
O barril de Brent, referência internacional, recuava 1,71% para 106,79 dólares por volta das 06:15 (hora de Lisboa). Na quinta-feira, tinha subido quase até aos 120 dólares.
O seu equivalente americano, o barril de WTI, recuava hoje 2,15% para 93,50 dólares.
"As declarações de Netanyahu acalmaram os mercados", escreveu numa nota o analista da SPI Asset Management Stephen Innes.
Na quinta-feira, Benjamin Netanyahu disse, numa conferência de imprensa, que o Irão estava "a ser dizimado" e que Israel estava "a ganhar a guerra".
O Irão já não tem "capacidade para enriquecer urânio" nem "para produzir mísseis balísticos", acrescentou.
"Componente terrestre" da guerra na mente de Netanyahu
- Os iranianos assinalam esta sexta-feira o Nowruz, ou o ano novo persa. Sem direito a trégua. A máquina de guerra israelita retomou, nas últimas horas, os bombardeamentos aéreos sobre Teerão. Estes ataques acontecem um dia depois de Telavive se ter comprometido a travar os bombardeamentos contra o campo de gás iraniano de Pars Sul a pedido de Washington, o que levou o regime a intensificar os ataques a infraestruturas energéticas de diferentes países do Golfo;
- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, nega ter "arrastado" para a guerra o presidente norte-americano, Donald Trump. O chefe do Governo do Estado hebraico clama que o regime dos ayatollahs está a ser "dizimado" e já não dispões de capacidade para enriquecer urânio ou produzir mísseis balísticos. Em simultâneo e sem mais detalhes, sugeriu que uma "revolução" em Teerão pode requerer uma "componente terrestre";
- Os bombardeamentos do Irão conra a Cidade Industrial de Ras Laffan, no Catar, reduziram em 17 por cento a capacidade de exportação de gás natural liquefeito deste país, segundo a estatal QatarEnergy. As reparações poderão levar "até cinco anos", adiantou o ministro da Energia do Catar e CEO da empresa energética, Saad al-Kaabi;
- Desde o início da ofensiva israelo-americana, batizada de Fúria Épica, terão morrido no Irão mais de três mil pessoas, incluindo as 175 crianças e professores de uma escola da cidade de Minab, no sudeste do país. O Pentágono aponta para 15 mil alvos atingidos nas duas primeiras semanas da guerra;
- A refinaria de Mina Al-Ahmadi, no Kuwat, foi atingida por múltiplos ataques com drones ao início do dia, que causam incêndios em várias unidades do complexo;
- O Comando Central dos Estados Unidos afirma ter destruído a fábrica de mísseis terra-terra do Irão em Karaj. Este complexo estaria, de acordo com as forças da superpotência, a ser usado para "montar mísseis balísticos que ameaçavam americanos, países vizinhos e navegação comercial";
- O general Ali Mohammad Naeini, porta-voz da Guarda Revolucionária, garante, todavia, que o Irão continua a construir mísseis. "O score da nossa indústria de mísseis é 20 e não há preocupações neste sentido, porque estamos a produzir mísseis até em condições de guerra, o que é espantoso, e não há qualquer problema particular no armazenamento", afiançou o responsável;
- Em Portugal, o Governo decidiu aumentar o apoio na compra de botijas de gás para famílias mais vulneráveis. O valor sobe dos 15 para os 25 euros. Esta medida estará em vigor durante os próximos três meses;
- Foram também aprovados novos apoios para fazer frente à subida dos combustíveis. No gasóleo profissional, a ajuda é de dez cêntimos por litro para as empresas de passageiros e mercadorias A medida é aplicada até aos 15 mil litros e vai estar em vigor por três meses. Este mecanismo extraordinário abrange o sector dos táxis e as associações de bombeiros;
- O cabaz de bens essenciais atingiu esta semana o valor mais alto de sempre. Sessenta e três produtos custam agora 254,32 euros. A lista monitorizada pela DECO desde 2022 é composta por carne, congelados, frutas e legumes, lacticínios, mercearia e peixe. Nos últimos dias, a maior subida foi nos cereais e pão de forma.
Israel alega que "ameaça nuclear" do Irão "está neutralizada"
Benjamin Netanyahu cedeu ao pedido de Donald Trump e travou a ofensiva contra as infraestruturas energéticas do Irão.
Foto: Ronen Zvulun - Reuters
Numa nota de otimismo sobre o conflito, Netanyahu antecipa o fim das hostilidades para breve e ensaia um diagnóstico: o regime iraniano perdeu a capacidade de enriquecer urânio.
Trump compara ofensiva no Irão ao ataque a Pearl Harbor
Houve mais um momento de profundo desconforto na Sala Oval da Casa Branca.
Foto: Aaron Schwartz - EPA
O presidente norte-americano justificou o silêncio com a necessidade de um elemento-surpresa e, perante a comitiva japonesa, traçou um paralelo inesperado com o ataque a Pearl Harbor.
Trump comparou a atual estratégia militar ao bombardeamento que, na Segunda Guerra Mundial, vitimou mais de dois mil norte-americanos, deixando um rasto de incómodo na diplomacia de Tóquio.
Líderes da UE pedem moratória aos ataques contra infraestruturas energéticas no Médio Oriente
Os líderes dos 27 países da União Europeia apelaram, esta quinta-feira, a uma suspensão temporária dos ataques a infraestruturas energéticas e hídricas, no meio de crescentes preocupações sobre o impacto da guerra com o Irão na economia global.
"O Conselho Europeu apela à desescalada e à máxima contenção, à proteção de civis e infraestruturas civis e ao pleno respeito pelo direito internacional por todas as partes", disseram os líderes em conclusões escritas após as suas conversações.
Os chefes de Estado e de Governo "condenam todos os atos que ameacem a navegação ou impeçam a entrada e saída de navios do estreito de Ormuz", no Golfo Pérsico.
"O Conselho Europeu congratula-se também com os esforços intensificados anunciados pelos Estados-membros, incluindo a coordenação reforçada com os parceiros na região, para garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz quando as condições o permitirem", acrescentam.
Líderes da UE pedem vigilândia para fluxos migratórios
Os líderes da UE afirmam ainda que a guerra no Irão não provocou fluxos migratórios imediatos para a União Europeia, mas apelaram a que se aprendam as lições da crise migratória de 2015, de forma a evitar uma situação semelhante.
No que se refere ao conflito no Líbano, pedem a Telavive para se "abster de novas escaladas através de operações aéreas ou terrestres e a respeitar a soberania e a integridade territorial do Líbano" e condenam veementemente "a decisão do Hezbollah de atacar Israel em apoio ao Irão", instando o movimento xiita a "parar imediatamente".
Relativamente à Palestina, os líderes da UE manifestam "preocupação séria" com a "deterioração da situação em Gaza e na Cisjordânia", reiterando a defesa da solução dos dois Estados e pedindo que se implemente o cessar-fogo na Faixa de Gaza.
c/agências
"Pequeno preço a pagar". EUA pedem 200 mil milhões de dólares para financiar guerra no Irão
O Pentágono está a pedir 200 mil milhões de dólares para financiar a guerra no Irão. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse esta quinta-feira que os EUA precisam de mais financiamento "por várias razões" e que este é "um pequeno preço a pagar" para travar esta guerra.
"Voltaremos ao Congresso e aos nossos representantes para garantir que temos financiamento adequado", afirmou Hegseth, acrescentando ser "preciso dinheiro para matar os bandidos".
Donald Trump confirmou a notícia, classificando o valor como “um pequeno preço a pagar” para garantir que as Forças Armadas têm tudo o que precisam para travar uma guerra contra o Irão.
"Queremos estar na melhor forma possível, a melhor forma em que já estivemos", disse o presidente norte-americano aos jornalistas na Sala Oval, ao lado da primeira-ministra do Japão. "É um pequeno preço a pagar para garantir que nos mantemos no topo", acrescentou.
Trump não especificou para que necessitaria o Pentágono dos recursos, dizendo apenas que deseja garantir que as Forças Armadas têm "grandes quantidades de munições". Ainda assim, negou que os EUA estejam com falta de armamento, argumentando que o Governo está a ser "criterioso" com os seus gastos.
"Estamos a pedir por vários motivos, que vão além até do que estamos a discutir sobre o Irão", disse Trump. "Munições em particular, no que diz respeito ao armamento de alta qualidade, temos bastantes, mas estamos a preservá-las”, disse.
Resistência garantida no Congresso
O pedido terá ainda de passar pelo Congresso, onde irá certamente encontrar resistência por parte de alguns deputados que são contra o conflito.
Alguns republicanos moderados, que seriam fundamentais para a aprovação deste orçamento, já expressaram ceticismo em relação ao pedido.
"É consideravelmente maior do que eu imaginava, mas não sei como está discriminado", disse a senadora Susan Collins, republicana do Maine e presidente da Comissão de Orçamento da Câmara, citada pelo New York Times.
A senadora Lisa Murkowski, republicana do Alasca, disse que a Administração Trump teria de fazer um esforço mais concertado para dialogar com o Congresso sobre a guerra antes que tal pedido pudesse ser aprovado.
"Não se pode simplesmente chegar aqui com uma fatura e dizer «paguem isto» e esperar ter uma grande cooperação daqui para a frente", disse Murkowski aos jornalistas na quarta-feira.
O montante avançado representa um aumento significativo face ao orçamento anual do Departamento de Defesa, que ronda os 900 mil milhões de dólares (cerca de 780 mil milhões de euros), o mais elevado de sempre. De acordo com estimativas do Pentágono partilhadas com o Congresso e citadas pelo diário norte-americano The New York Times, os Estados Unidos gastaram mais de 11,3 mil milhões de dólares (cerca de 10 mil milhões de euros) nos primeiros seis dias da guerra contra o Irão.
O pedido de mais verbas para a guerra faz questionar por quanto tempo se irá prolongar o conflito.
O secretário da Defesa norte-americano disse que os Estados Unidos não têm um "cronograma definido" nem um "prazo final" para o fim das operações militares norte-americanas no Irão, que começaram há quase três semanas.
"Não queremos estabelecer um calendário específico para isto", indicou Pete Hegseth durante uma conferência de imprensa, ao mesmo tempo que garantiu que a operação estava "completamente dentro do calendário" para cumprir os objetivos definidos pelo presidente.
Presidente do Conselho Europeu quer produção própria para travar preços da energia
António Costa coloca a crise energética no topo das prioridades de Bruxelas.
Foto: Olivier Hoslet - EPA
Como solução, Costa aponta para a autossuficiência. O caminho, defende, passa por investir em fontes de energia próprias e acelerar a descarbonização, reduzindo assim a perigosa dependência de mercados externos.
António Costa reafirma UE como "parceiro fiável" da ONU na defesa do direito internacional
Numa altura de forte tensão global, o Presidente do Conselho Europeu reafirma a aliança histórica entre Bruxelas e a ONU.
Sobre o conflito no Leste, a mensagem é de exigência, a paz na Ucrânia continua a ser uma prioridade, mas apenas se estiver assente nos princípios fundamentais da soberania e da integridade territorial previstos pela ONU.