Pathé Duarte: "Portugal não está na linha da frente mas nunca deixou de ser alvo" do Estado Islâmico

por João Fernando Ramos

Portugal surge nas listas de alvos para o terrorismo jihadista. No Jornal 2, Felipe Pathé Duarte, do Observatório de Segurança, Terrorismo e Crime Organizado, lembra que o país "não está na linha da frente mas nunca deixou de ser um alvo do Daesh que quer reinstalar o Al Andaluz". Este é um território do qual Portugal faz parte.

Quanto às ações no terreno, sobretudo na Síria, onde a ofensiva governamental está a fazer o Estado Islâmico perder território, o comentador faz questão de lembrar que os extremistas "estão de facto a recuar, o que não quer dizer que estejam derrotados".

Depois de retomado o controlo de Palmira, as forças sírias preparam o assalto à região petrolífera de Deir Ezzor, no leste do país. Damasco também já olha para Raqqa, a cidade que já foi considerada a "capital" do Estado Islâmico.

Felipe Pathé Duarte comenta ainda a dimensão líbia deste problema: as Nações Unidas procuram patrocinar um governo que coloque termo a um Estado falhado onde o autoproclamado Estado Islâmico já controla quase um quarto do território.
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