Português que lidera escolas de Los Angeles nega irregularidades e pede reintegração
O português Alberto Carvalho, que foi suspenso do cargo de superintendente do distrito escolar de Los Angeles após um mandado de busca do FBI, negou ter cometido qualquer irregularidade e pediu a reintegração.
O comunicado quebra o silêncio de Alberto Carvalho desde que aconteceram as buscas, a 25 de fevereiro, e foi emitido pela firma de advogados que o representa, Holland & Knight, citado inicialmente pelo jornal LA Times.
Carvalho "respeita o estado de Direito e o processo de investigação e sempre agiu no melhor interesse dos alunos e dentro dos limites da lei", lê-se no comunicado.
"Embora a investigação do governo esteja em curso, nenhuma prova foi apresentada pelos procuradores que sustente qualquer alegação de que o senhor Carvalho violou a lei federal", disse a firma de advogados .
O caso está ligado a uma `startup` de inteligência artificial, AllHere Education, que conseguiu um contrato no valor de seis milhões de dólares (5,16 milhões de euros) para desenvolver um `bot` de conversação para as escolas de Los Angeles, mas colapsou perante acusações de fraude.
Carvalho "continua confiante de que as provas demonstrarão, em última análise, que agiu de forma apropriada e no melhor interesse dos alunos", lê-se no texto.
"Esperamos que o conselho escolar o reintegre rapidamente no seu cargo de superintendente", acrescentou a firma de advogados .
O português não foi alvo de qualquer acusação ligada ao caso, sendo que o fundamento do mandado de busca está sob sigilo. Alberto Carvalho é amigo de Debra Kerr, consultora da AllHere cuja casa na Florida também foi alvo de buscas.
Carvalho lidera o distrito escolar unificado de Los Angeles desde 2022 e foi suspenso com uma licença administrativa paga enquanto decorre a investigação, por decisão unânime do conselho de educação.
O português "cooperou totalmente com os investigadores e continuará a fazê-lo", garante o comunicado.
"Aguarda com expectativa a oportunidade de regressar às suas funções e continuar a servir os alunos, famílias e funcionários do distrito escolar unificado de Los Angeles", referiu a firma de advogados.
O comunicado descreve-o como um funcionário público dedicado e empenhado em ajudar os alunos e famílias do distrito.
O conselho de educação de Los Angeles não reagiu, por enquanto, às afirmações de Carvalho. Enquanto o português está suspenso, as funções de superintendente estão a ser asseguradas por Andres Chait.