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Prabowo Subianto vai contestar resultados das presidenciais na Indonésia

Prabowo Subianto vai contestar resultados das presidenciais na Indonésia

Jacarta, 23 jul (Lusa) -- O candidato à presidência da Indonésia Prabowo Subianto vai contestar os resultados eleitorais junto do Tribunal Constitucional, disse hoje um porta-voz, depois de a sua equipa ter acusado o vencedor Joko Widodo de "fraudes maciças".

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"Estamos no processo de preparação da nossa contestação junto do Tribunal Constitucional", disse Tantowi Yahya, um porta-voz da candidatura do ex-general Prabowo Subianto.

A iniciativa foi vista com surpresa depois de Prabowo ter anunciado a sua retirada da corrida presidencial na terça-feira, horas antes de o resultado ter sido anunciado, e de membros da sua campanha terem indicado que o ex-general não iria avançar para uma batalha legal, escreve a AFP.

A contestação dos resultados vai prolongar a incerteza política durante algumas semanas, uma vez que o tribunal não deverá emitir uma decisão até ao final de agosto.

Resultados oficiais indicam que Widodo, conhecido pela alcunha de Jokowi, ganhou as eleições de 09 de julho com 53% dos votos contra 47% de Prabowo.

Joko Widodo, de 53 anos, é considerado pelos apoiantes como o candidato que vai prosseguir as reformas democráticas da era pós-Suharto (1967-1998). Este antigo vendedor de móveis é o primeiro candidato presidencial sem ligações à ditadura do passado.

Prabowo Subianto, de 62 anos, é um antigo genro de Suharto, que reconheceu ter ordenado o sequestro de militantes pró-democracia no final da era Suharto e algumas ONG acusam-o de ter cometido violações dos direitos humanos em Timor-Leste, durante a luta pela independência do território, duramente reprimida pelas forças especiais que comandava.

Depois da queda de Suharto, Prabowo deixou o exército e exilou-se durante alguns anos na Jordânia, onde se tornou num empresário de sucesso. Regressou à política em 2009.

O vencedor do escrutínio sucede ao Presidente Susilo Bambang Yudhoyono, impedido pela Constituição de se voltar a candidatar depois de ter cumprido dois mandatos de cinco anos.

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