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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Prazo termina hoje. Embaixador iraniano no Líbano não vai acatar ordem de expulsão

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Prazo termina hoje. Embaixador iraniano no Líbano não vai acatar ordem de expulsão

O embaixador iraniano no Líbano não vai acatar a ordem de expulsão das autoridades libanesas e "não deixará o Líbano, de acordo com os desejos do presidente [do parlamento] Nabih Berri e do Hezbollah". O Líbano revogou a acreditação do embaixador iraniano recentemente nomeado em Beirute e deu-lhe até este domingo para sair do país. Acompanhamos aqui, ao minuto, todos os desenvolvimentos.

Inês Moreira Santos, Joana Raposo Santos - RTP /

Amr Abdallah Dalsh - Reuters

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RTP /

Pedro Sánchez denuncia "ataque injustificado à liberdade religiosa" em Jerusalém

Impedir o Patriarca Latino de Jerusalém de entrar na Igreja do Santo Sepulcro para celebrar a Missa do Domingo de Ramos "sem razão nem justificação" é "um ataque injustificado à liberdade religiosa", denunciou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

 "O governo espanhol condena este ataque injustificado à liberdade religiosa e exige que Israel respeite a diversidade de crenças e o direito internacional. Porque sem tolerância, a coexistência é impossível".


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RTP /

Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito discutem fim permanente da guerra com Irão

O Paquistão, a Arábia Saudita, a Turquia e o Egito discutiram "possíveis formas de pôr fim, de forma rápida e permanente, à guerra" no Médio Oriente este domingo, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar. As quatro nações realizaram conversações conjuntas em Islamabad para procurar uma redução da escalada na guerra entre os EUA e o Irão.
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RTP /

Dez soldados kuwaitianos feridos em ataque iraniano contra um acampamento militar

Dez militares kuwaitianos ficaram feridos num ataque com míssil iraniano contra um acampamento militar no país do Golfo, informou o exército do Kuwait este domingo, sem especificar a localização. O acampamento sofreu danos materiais, disse o exército em comunicado, acrescentando que o Kuwait lidou com 14 mísseis balísticos e 12 drones nas últimas 24 horas.
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RTP /

"Sem intenção maliciosa" de Netanyahu no bloqueio do acesso à Igreja do Santo Sepulcro

A decisão da polícia israelita de impedir o Patriarca Latino de Jerusalém de participar na missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro foi motivada pela "segurança" e não teve qualquer "intenção maliciosa", segundo o próprio primeiro-ministro israelita.

"Hoje, por particular preocupação com a sua segurança, a polícia de Jerusalém impediu o Patriarca Latino, Cardeal Pizzaballa, de celebrar a missa na Igreja do Santo Sepulcro. Não houve absolutamente nenhuma intenção maliciosa, apenas a preocupação em garantir a sua segurança", escreveu o gabinete do primeiro-ministro no X.

"No entanto, dado que a Semana Santa está a começar para os cristãos de todo o mundo, as forças de segurança israelitas estão a elaborar um plano para permitir que os líderes religiosos rezem (na Igreja do Santo Sepulcro) nos próximos dias", acrescentou.
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RTP /

Fábrica da ADAMA no sul de Israel atingida por míssil iraniano ou destroços

A ADAMA, fabricante israelita de ingredientes ativos e produtos para proteção das culturas, informou que a fábrica em Makhteshim, no sul de Israel, foi atingida por um míssil iraniano ou por destroços de um míssil, mas não houve registo de feridos. A ADAMA, parte do Grupo Syngenta, propriedade chinesa, disse que os danos na fábrica ainda não eram conhecidos.
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RTP /

Netanyahu ordena ocupação de mais território no sul do Líbano

O primeiro-ministro israelita afirmou ter ordenado "a expansão da zona de segurança existente" no sul do Líbano, o que levará a uma maior ocupação militar israelita do país vizinho.

"Decidi alargar ainda mais a zona de segurança existente para, finalmente, frustrar a ameaça de invasão e impedir o lançamento de mísseis antitanque na nossa fronteira", acrescentou Netanyahu, que prometeu "mudar radicalmente" a situação no norte do país, região fronteiriça com o Líbano.

Segundo o chefe do governo de Israel, o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, ainda conserva "uma capacidade residual de lançar `rockets`".

Netanyahu indicou outras áreas ocupadas pelo exército israelita como exemplos de como "a face do Médio Oriente" e a segurança de Israel mudaram.

"Estamos a tomar a iniciativa, estamos a atacar e criámos três cinturões de segurança em território inimigo. Na Síria, desde o topo do Monte Hermon até Yarmouk. Em Gaza, em mais de metade da Faixa", referindo-se ao destacamento de tropas ao longo da Linha Amarela, medida que devia ser temporária no âmbito do acordo de cessar-fogo em vigor.

"O Irão já não é o mesmo Irão, o Hezbollah já não é o mesmo e o Hamas já não é o mesmo Hamas. Já não são exércitos terroristas que ameaçam a nossa existência; são inimigos derrotados que lutam pela sua sobrevivência", salientou Netanyahu, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.
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RTP /

Governo português condena Israel por impedir patriarca de celebrar missa no Santo Sepulcro

O Ministério dos Negócios Estrangeiros condenou este domingo a polícia israelita que impediu o Patriarca Latino de Jerusalém de celebrar a missa de Domingo de Ramos no Santo Sepulcro.

Ammar Awad - Reuters

"O impedimento do acesso do Cardeal Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, à igreja do Santo Sepulcro para as celebrações do Domingo de Ramos, que seriam apenas retransmitidas, merece a mais firme reprovação", escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X (antigo Twitter).

O ministério de Paulo Rangel exortou ainda as autoridades israelitas a "garantirem e praticarem a liberdade de religião e de culto".

 


 

Em Jerusalém, a polícia israelita impediu o Patriarca católico de celebrar a missa de domingo de ramos na Basílica do Santo Sepulcro.

Além de Pierbattista Pizzaballa, foi também barrada a entrada de um outro sacerdote, o guardião da igreja. Ambos acabaram detidos e obrigados a sair da zona.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Melloni, mostrou-se indignada e o Governo já convocou o embaixador de Israel em Roma. Também o presidente francês, Emmanuel Macron, considerou preocupante que a liberdade religiosa tenha sido condicionada.

O patriarcado latino garante que é uma ação sem precedentes em vários séculos de história falam numa medida desrespeitosa, irracional e desproporcional.

Jerusálem é historicamente uma cidade onde diversas religiões convivem de forma pacifica e está a iniciar-se a semana mais importante para os católicos, em todo o mundo. Contudo, Israel decidiu encerrar todos os locais sagrados da Cidade Velha, alegando razões de segurança.

Quanto ao cardeal barrado, Pizaballa acabou por celebrar uma missa mas noutra igreja.

Para as autoridades religiosas, este impedimento "constitui um grave precedente" e "demonstra uma falta de consideração pela sensibilidade de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo que, nesta semana, voltam o olhar para Jerusalém".

O Governo israelita explicou que a decisão foi tomada por motivos de segurança, devido às restrições impostas pelo exército como medida de precaução face a possíveis ataques iranianos.

O acontecimento está a ser contestado por vários países.

A Jordânia também rejeitou o ocorrido, que classificou como "uma violação flagrante do direito internacional, do direito internacional humanitário (...) e uma violação da liberdade de acesso irrestrito aos locais de culto".

Também o Brasil repudiou o impedimento.

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, considerou igualmente hoje um "lamentável abuso de poder" que a polícia israelita tenha impedido o Patriarca Latino de Jerusalém de entrar no local sagrado para celebrar a missa do Domingo de Ramos.

Citado pela agência EFE, o presidente de Israel, Isaac Herzog, contactou o chefe da Igreja Católica na Terra Santa, Pierbattista Pizzaballa, para lhe transmitir o seu "profundo pesar".

Em comunicado, Herzog reafirmou o "compromisso do Estado de Israel com a liberdade religiosa para todas as confissões".

 

C/Lusa

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RTP /

Embaixador iraniano no Líbano não vai acatar ordem de expulsão

A informação foi avançada por uma fonte diplomática, citada pela AFP: o embaixador iraniano no Líbano não vai acatar a ordem de expulsão das autoridades libanesas.

Mohammad Reza Raeuf Sheibani "não deixará o Líbano, de acordo com os desejos do presidente [do parlamento] Nabih Berri e do Hezbollah", precisou a fonte, que pediu para permanecer anónima.

O movimento xiita pró-iraniano Hezbollah apelou a Beirute a rever a decisão de expulsar o embaixador, acusado de ingerência no território libanês. O Líbano, por sua vez, revogou a acreditação do embaixador iraniano recentemente nomeado em Beirute e deu-lhe até domingo para sair do país.

Esta medida surge depois de Beirute ter acusado a Guarda Revolucionária do Irão de dirigir operações do grupo xiita Hezbollah contra Israel a partir do Líbano e de ter anunciado a proibição das suas atividades em território libanês.

O ministério afirmou que convocou o encarregado de negócios iraniano e informou-o da decisão das autoridades de "considerar o embaixador Mohammad Reza Raeuf Sheibani, nomeado para o cargo em fevereiro, como 'persona non grata'".

A declaração, que indica que uma pessoa não é bem-vinda num país, obriga à sua retirada da missão diplomática, resultando na perda de imunidades e privilégio.


C/Lusa
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RTP /

Presidente moçambicano alerta para subida de combustíveis caso a guerra continue

O Presidente moçambicano alertou hoje para a subida dos preços de combustíveis nos próximos meses no país caso a guerra no Médio Oriente continue, mas tranquilizou aos cidadãos garantindo reservas para aguentar pelo menos um mês.
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RTP /

Ataque aéreo atinge universidade iraniana de Isfahan e provoca quatro feridos

A Universidade de Tecnologia de Isfahan foi atingida, pela segunda vez, por um ataque aéreo conjunto dos Estados Unidos e de Israel, com o registo de quatro feridos.

"A Universidade de Tecnologia de Isfahan foi alvo, pela segunda vez, de um brutal ataque aéreo", anunciou, em comunicado, a instituição.

O ataque atingiu um dos institutos de investigação da universidade e danificou outros edifícios, tendo ficado feridos quatro funcionários.

C/Lusa
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RTP /

Impacto de destroços de míssil iraniano provoca fuga de materiais perigosos no sul de Israel

O impacto de destroços de um míssil iraniano numa zona de indústrias químicas no sul de Israel provocou hoje fuga de materiais perigosos, anunciaram os Bombeiros de Israel num comunicado citado pela agência de notícias EFE.
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RTP /

Líder Supremo do Irão agradece ao povo e à liderança religiosa do Iraque pelo apoio

O Líder Supremo do Irão, Aiatolá Mojtaba Khamenei, agradeceu ao povo e à liderança religiosa do Iraque pelo apoio a Teerão "diante da agressão".
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RTP /

Macron condena polícia por impedir patriarca de celebrar missa no Santo Sepulcro

O Presidente francês, Emmanuel Macron, condenou hoje a decisão da polícia israelita de impedir o Patriarca Latino de Jerusalém de celebrar a missa de Domingo de Ramos.

"Condeno esta decisão da polícia israelita, que se soma ao preocupante aumento das violações do estatuto dos lugares santos em Jerusalém", escreveu Macron na rede social X.

A polícia israelita impediu o Patriarca Latino de Jerusalém e o padre da Igreja do Santo Sepulcro de entrarem no local sagrado para celebrar a missa do Domingo de Ramos, "pela primeira vez em séculos", afirmou o Patriarcado Latino.

"Ambos foram detidos no caminho, enquanto se deslocavam a título privado (...), e foram obrigados a voltar para trás", indicou o Patriarcado Latino de Jerusalém e da Custódia da Terra Santa, liderado por Pierbattista Pizzabala, num comunicado conjunto.

"Consequentemente, e pela primeira vez em séculos, os líderes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro", acrescentaram, numa altura em que Israel encerrou todos os locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém Oriental, invocando razões de segurança.

Para as autoridades religiosas, este impedimento "constitui um grave precedente" e "demonstra uma falta de consideração pela sensibilidade de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo que, nesta semana, voltam o olhar para Jerusalém".
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RTP /

Israel diz estar a dias de atingir os objetivos contra o sistema de produção iraniano

As forças armadas israelitas afirmaram hoje estar a dias de concluir os seus objetivos no que diz respeito à destruição das capacidades de produção de armas do Irão, embora tenham reiterado que ainda restam alvos noutras áreas da sua ofensiva no país.

"Dentro de alguns dias, poderemos concluir o trabalho contra os alvos prioritários na área da produção", afirmou o porta-voz do Exército israelita, Nadav Shoshani, citado pela agência EFE.

O militar salientou que isso não significa que Israel esteja a concluir a sua missão no Irão, uma vez que outras categorias de alvos (como as capacidades nucleares iranianas, o seu arsenal de mísseis balísticos ou os seus centros de comando) continuam a existir.

"Israel está prestes a ter destruído 90% das infraestruturas para o desenvolvimento de armas que ameaçam Israel", noticiou no sábado o jornal The Times of Israel.

Oficiais israelitas afirmaram que o Exército lançou mais de 8.500 ataques no Irão desde o início da guerra, dirigidos contra mais de 3.000 alvos, entre centros de comando, a indústria de armamento e, com maior frequência nos últimos dias, as capacidades nucleares.

No entanto, desde que os Estados Unidos e o Irão encetaram conversações para abordar um possível cessar-fogo, Israel tem focado os seus ataques em alvos militares em detrimento dos políticos.

Quanto ao Líbano, o militar assegurou que as tropas israelitas continuam mobilizadas principalmente em torno da fronteira, enquanto parte das forças avança para o interior do país vizinho através de rusgas e operações "seletivas".

Evitou pronunciar-se sobre se os soldados terão avançado mais de oito quilómetros nas suas manobras no sul do Líbano.

O porta-voz militar recusou-se também a comentar o assassinato dos jornalistas Fatima e Mohamed Fatuni num ataque israelita no sul do Líbano, no qual as forças armadas afirmaram ter matado o também jornalista Ali Shaib, acusando-o de pertencer ao grupo xiita libanês Hezbollah, sem o provar.

Negou ainda que o Exército israelita esteja disposto a apresentar provas da sua ligação ao Hezbollah.

No sábado, oficiais militares apresentaram como provas da sua filiação a publicação de uma mensagem na rede social X em 2024 e os seus contactos com membros da organização, embora se tenham recusado a partilhar detalhes sobre essas conversas.
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RTP /

Cardeal Patriarca de Jerusalém foi detido pelas autoridades israelitas

O cardeal Pizzaballa foi impedido de entrar no Santo Sepulcro e detido pelos israelitas antes de poder realizar missa.

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Lusa /

Liga Árabe apela para "ação conjunta" face a ataques de Teerão no Golfo e à guerra

A Liga Árabe apelou hoje para uma "ação árabe conjunta" dos seus 22 Estados-membros face aos "atrozes" ataques do Irão contra infraestruturas dos países do Golfo e à guerra conduzida pelos EUA e Israel contra a nação persa.

"Estamos a viver um momento excecional na história da região e na história da ação árabe conjunta, um momento que exige uma voz unificada e coletiva, e mensagens claras que não admitam interpretações erradas nem ambiguidades", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdelatif bin Rashid, vincando a divisão política historicamente existente entre os diferentes Estados Membros.

O chefe da diplomacia do Bahrein, que preside à 165.ª sessão ordinária do Conselho da Liga Árabe a nível ministerial, fez estas declarações no início da cimeira, reiterando a necessidade de unidade face aos "ataques iranianos" contra a "soberania" dos países do Golfo Pérsico.

Bin Rashid criticou também o facto de que os pretextos do Irão para realizar estes ataques foram "deliberadamente fabricados para turvar a situação" e simular que "parecem uma forma de confrontação com Israel".

"Outros já seguiram este caminho, e vimos como acabaram por destruir os seus próprios países, sem oferecer qualquer apoio tangível ou genuíno à causa palestiniana", acrescentou bin Rashid, referindo-se ao grupo xiita libanês Hezbollah e aos rebeldes huthis do Iémen, cujos ataques contra Israel foram respondidos com severidade.

Por este motivo, Bin Rashid exigiu "o cessar imediato dos ataques iranianos", bem como o fim do bloqueio do estreito de Ormuz, que está a colocar em dificuldades as economias árabes do Golfo, fortemente dependentes dos rendimentos da exportação de petróleo e gás natural.

"Respeitamos o direito dos Estados atacados de se defenderem, individual ou coletivamente", afirmou, apesar de, após um mês de ataques iranianos, nenhum país do Golfo ter feito qualquer intervenção militar contra o Irão, numa tentativa de não agravar ainda mais as tensões no Médio Oriente.

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RTP /

Pentágono estará a preparar operação terrestre no Irão

A luz verde cabe a Donald Trump, mas a imprensa norte-americana dá já detalhes das ações que estão a ser planeadas. No Paquistão, os esforços diplomáticos avançam com conversações entre Egito, Turquia e Arábia Saudita.

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Lusa /

Domingo de Ramos. Leão XIV rejeita alegações de que Deus justifica a guerra

O Papa Leão XIV rejeitou hoje na missa de Domingo de Ramos, perante dezenas de milhares de pessoas, na Praça de São Pedro, no Vaticano, em Roma, as alegações de que Deus justifica a guerra.

Foto: Remo Casilli - Reuters

Com a guerra dos EUA e de Israel contra o Irão a entrar no seu segundo mês e a campanha russa em curso na Ucrânia, Leão XIV dedicou a sua homilia do Domingo de Ramos a insistir que Deus é o "rei da paz", que "rejeita a violência e conforta os oprimidos".

"Irmãos e irmãs, este é o nosso Deus: Jesus, Rei da Paz, que rejeita a guerra, a quem ninguém pode usar para justificar a guerra (...) Ele não escuta as orações daqueles que travam a guerra, rejeita-as", disse o Papa, citado pela agência Associated Press (AP).

Os líderes de todos os lados da guerra contra o Irão têm usado a religião para justificar as suas ações. Autoridades norte-americanas, especialmente o secretário da Defesa Pete Hegseth, invocaram a sua fé cristã para apresentar a guerra como uma nação cristã a tentar derrotar os seus inimigos com poder militar. 

A Igreja Ortodoxa Russa também justificou a invasão da Ucrânia pela Rússia como uma "guerra santa" contra um mundo ocidental que considera ter caído no mal.

O Domingo de Ramos assinala a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém no período que antecedeu a sua crucificação, que os cristãos comemoram na Sexta-Feira Santa, e a ressurreição no Domingo de Páscoa.

A celebração de hoje começou com uma procissão de cardeais, bispos, padres e leigos a entrar na praça carregando ramos de oliveira e folhas de palmeira, alguns intricadamente trançados. Pararam junto ao obelisco central, onde Leão XIV proferiu uma oração de abertura, e depois seguiram em procissão em direção ao altar para dar início à missa.

De acordo com a AP, no início desta Semana Santa relembra-se também o sofrimento do Papa Francisco.

Quando a Semana Santa teve início em 2025, o Papa Francisco ainda recuperava no Vaticano após uma internação hospitalar de cinco semanas devido a uma pneumonia dupla. Tinha delegado as celebrações litúrgicas, mas recuperou forças no Domingo de Páscoa para saudar os fiéis da janela da Praça de São Pedro. Fez então o que viria a ser a sua última volta de papamóvel pela praça.

Francisco faleceu na manhã seguinte, na segunda-feira de Páscoa, após sofrer um AVC. O seu enfermeiro, Massimiliano Strappetti, contou mais tarde à `Vatican Media` que Francisco lhe tinha dito: "Obrigado por me trazer de volta à praça para a saudação final."

Leão deverá presidir aos compromissos litúrgicos desta semana recuperando a tradição da cerimónia do lava-pés da Quinta-feira Santa, que comemora a Última Ceia de Jesus com os seus discípulos.

Durante o seu pontificado de 12 anos, Francisco celebrou o ritual da Quinta-feira Santa, deslocando-se a prisões e centros de refugiados na área de Roma para lavar os pés das pessoas mais marginalizadas pela sociedade.

O seu objetivo era incutir a mensagem de serviço e humildade do ritual, e frequentemente refletia durante as suas homilias da Quinta-feira Santa: "Porquê eles e não eu?".

O gesto de Francisco foi elogiado como uma prova tangível da sua convicção de que a Igreja deve ir às periferias para encontrar aqueles que mais precisam do amor e da misericórdia de Deus, mas alguns críticos ficaram indignados com as visitas anuais, especialmente porque Francisco também lavava os pés de muçulmanos e de pessoas de outras religiões.

Leão XIV, o primeiro papa nascido nos Estados Unidos da história, está a restabelecer a tradição do lava-pés da Quinta-feira Santa na Basílica de São João de Latrão, onde os papas a realizaram durante décadas.

O Vaticano ainda não revelou quem irá participar, embora os papas Bento XVI e João Paulo II costumassem lavar os pés a 12 sacerdotes.

O Papa deverá presidir à procissão da Sexta-Feira Santa no Coliseu de Roma, em comemoração da Paixão e crucificação de Cristo.

O sábado traz a Vigília Pascal, que se realiza à noite, durante a qual Leão XIV batizará novos católicos, seguindo-se, algumas horas mais tarde, o Domingo de Páscoa, quando os cristãos comemoram a ressurreição de Jesus.

O Papa Leão celebrará a missa do Domingo de Páscoa na Praça de São Pedro e, em seguida, dará a sua bênção pascal a partir da loggia (janela) da basílica.

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RTP /

Irão ameaça atacar porta-aviões USS Abraham Lincoln caso este se aproxime do seu alcance de tiro

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RTP /

Escritório de emissora de televisão do Catar em Teerão danificado

A emissora de notícias do Catar, Al Araby, anunciou que um míssil israelita atingiu o edifício onde se encontra o seu escritório em Teerão, causando danos.

"Um míssil israelita atingiu o edifício da emissora Al Araby na capital, Teerão. Danos significativos e interrupção das transmissões ao vivo", declarou a emissora numa mensagem publicada na rede social X.
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RTP /

Dois navios-tanque de GPL com destino à Índia atravessam Estreito de Ormuz

Dois navios-tanque de gás de petróleo liquefeito (GPL) com destino à Índia, transportando cerca de 94.000 toneladas métricas deste gás, atravessaram em segurança o Estreito de Ormuz e dirigem-se para a Índia, informou o Governo indiano este domingo.
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RTP /

Emirados Árabes Unidos defendem reparações por parte do Irão

?Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, defendeu este domingo ?que qualquer solução política ?para os ataques iranianos aos Estados do Golfo ?deveria incluir reparações por parte do Irão por terem como alvo instalações vitais, assim como civis.
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Paris defende que jornalistas "nunca devem ser alvo de ataques"

O chefe da diplomacia francesa afirmou este domingo que os jornalistas "nunca devem ser alvo de ataques nos teatros de guerra, mesmo quando têm ligações com as partes em conflito".

"Se se confirmar que os jornalistas em questão foram deliberadamente visados pelo Exército israelita, então trata-se de um facto extremamente grave e de uma violação flagrante do direito internacional", declarou Jean-Noël Barrot no canal público France 3, na sequência da morte de três jornalistas libaneses, entre os quais um correspondente do canal al-Manar, do grupo xiita pró-iraniano Hezbollah.
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Irão garante que Washington está a planear ataque terrestre "em segredo"

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou este domingo que Washington está a preparar um ataque terrestre, apesar dos esforços diplomáticos que demonstra.

"O inimigo envia publicamente mensagens de negociação e diálogo, enquanto planeia em segredo uma ofensiva terrestre", assegurou, citado pela imprensa estatal iraniana.

Ghalibaf avançou ainda que as Forças Armadas do Irão "estão à espera da chegada das forças terrestres dos EUA" e vão "castigar os parceiros regionais" de Washington no Médio Oriente.
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Em Beirute, voluntários arriscam a vida para salvar animais

Um grupo de voluntários de Beirute, a capital libanesa diariamente bombardeada por Israel, tem como missão resgatar cães e gatos que os donos deixaram para trás ao fugirem da guerra.

A agência France-Presse acompanhou esta pequena equipa de voluntários da ONG Animals Lebanon enquanto procurava animais presos nos escombros de edifícios destruídos pelos ataques israelitas.

"São seres vivos, não são responsáveis pelas guerras", disse um dos voluntários. "Para além da nossa compaixão por eles, pensamos também nos seus donos, que não podem ir buscá-los: nós podemos e queremos ajudar".

A Animals Lebanon disse já ter resgatado 241 animais no sul do Líbano desde 2 de março. Para além das missões de resgate, a ONG alimenta gatos e cães vadios e distribui alimentos e medicamentos para animais às famílias deslocadas.
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Síria diz ter repelido ataque com drones do Iraque contra base norte-americana

O vice-ministro da Defesa sírio anunciou que as forças do seu país repeliram hoje um ataque com drones proveniente do Iraque, que tinha como alvo uma base norte-americana no nordeste da Síria.

A base norte-americana de Qasrak, na província de Hassaké, "foi atacada por quatro drones lançados a partir do território iraquiano", declarou o responsável sírio, Sipan Hamo, na rede social X, acrescentando que "os drones foram abatidos sem causar vítimas".

"Consideramos o Iraque responsável e apelamos a que impeça a repetição de ataques que ameaçam a nossa estabilidade", acrescentou o vice-ministro.

c/ Lusa
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Teerão reivindica ataques contra grandes instalações industriais no Golfo

O Irão reivindicou hoje ataques contra duas das maiores fundições de alumínio do mundo, no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos, reacendendo receios de perturbações significativas para a economia mundial após um mês de guerra no Médio Oriente.

Num conflito que não dá sinais de diminuir de intensidade, o Irão e Israel continuam a bombardear-se mutuamente e vários países do Golfo voltaram a relatar ataques iranianos. No sábado, os rebeldes huthis do Iémen, apoiados por Teerão, abriram uma nova frente na guerra ao lançarem dois ataques contra Israel.

Os Guardas da Revolução, o exército ideológico do Irão, reivindicaram ataques com mísseis e drones que danificaram no sábado as fábricas da Aluminium Bahrain (Alba) e da Emirates Global Aluminium (EGA).

A fundição da Alba, uma das maiores do mundo, já tinha anunciado em 15 deste mês o encerramento de 19% da sua capacidade de produção para fazer face às perturbações no abastecimento provocadas pelo bloqueio, por parte do Irão, do estratégico estreito de Ormuz.

A empresa confirmou no domingo que dois dos seus trabalhadores ficaram ligeiramente feridos no ataque iraniano e afirmou estar a avaliar a extensão dos danos nas suas instalações.

No sábado, a EGA tinha anunciado que a sua fábrica de Al Taweelah, em Abu Dhabi, um dos seus dois locais nos Emirados, tinha sofrido "danos significativos" num ataque que provocou seis feridos.

As duas empresas, "graças aos investimentos e participações de sociedades norte-americanas, desempenham um papel importante no fornecimento às indústrias militares do exército dos Estados Unidos", afirmaram os Guardas da Revolução.

Segundo a mesma fonte, os ataques foram realizados em represália por ações norte-americanas e israelitas contra infraestruturas industriais no Irão.

c/ Lusa
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RTP /

Teerão condena Israel pela morte de três jornalistas libaneses

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, condenou hoje o ataque israelita que, na véspera, causou a morte de três jornalistas libaneses.

As mortes constituem um "assassínio seletivo" e uma "violação flagrante do direito internacional", afirmou Araghchi no canal oficial do Telegram.

O ataque israelita que matou três jornalistas libaneses, entre eles uma correspondente da al-Mayadeen, afiliado do Hezbollah, e um da al-Manar, pró-Irão, anunciou fonte militar.

"A jornalista da al-Mayadeen, Fatima Ftouni, e o correspondente da al-Manar, Ali Shouaib, foram mortos num ataque aéreo israelita contra o carro em que seguiam, na região de Jezzine", disse fonte militar, citada pela Agência France Presse (AFP).

O irmão de Fatima Ftouni, operador de câmara, também foi morto no ataque.

O exército israelita defendeu que Ali Shaib pertencia à força de elite al-Radwan do movimento xiita Hezbollah.

Na rede social Telegram, a al-Mayadeen já confirmou a morte de Fatima Ftouni.

A al-Manar também já anunciou a morte do seu correspondente de guerra e um dos jornalistas mais antigos do canal.

c/ Lusa
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Lusa /

Israel afirma ter atacado centros de comando móveis e fábricas de armas em Teerão

Israel concluiu uma nova onda de ataques contra "centros de comando móveis" do Governo iraniano e fábricas de produção de armas em Teerão durante a noite passada, segundo informou hoje o exército israelita.

Por seu lado, o Irão designou como alvos militares as universidades israelitas e norte-americanas no Médio Oriente, em resposta aos ataques de Washington e Telavive contra as suas instituições de ensino, e os rebeldes Huthis do Iémen lançaram, pelo segundo dia consecutivo, mísseis contra o sul do território israelita.

Em comunicado, o exército israelita afirma que, nos últimos dias, "o regime iraniano tinha começado a transferir os seus centros de comando para unidades móveis, depois de a maioria deles ter sido atacada pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) durante o último mês".

Segundo refere, os caças israelitas terão destruído vários destes centros de comando temporários, "incluindo os comandantes que neles operavam", durante esta última onda de bombardeamentos.

O exército israelita acrescenta que os seus ataques também tiveram como alvo infraestruturas pertencentes à indústria de produção de armas iraniana, tendo atingido, segundo afirma, "dezenas de depósitos e fábricas de armamento".

Por seu lado, a agência iraniana Fars indicou que "foram ouvidas várias explosões" na capital persa, sem fornecer mais detalhes.

Num comunicado divulgado pela agência iraniana Tasnim, ligada ao corpo de elite da República Islâmica, a Guarda Revolucionária assegurou que "todas as universidades do regime de ocupação [em referência a Israel] e dos Estados Unidos são alvos legítimos até que duas universidades sejam atacadas em resposta às iranianas que foram destruídas".

A Guarda Revolucionária advertiu "todos os trabalhadores, professores e estudantes das universidades americanas na região e residentes nas suas imediações" para se manterem a uma distância de um quilómetro das instituições.

Na madrugada de sábado, os EUA e Israel bombardearam a Universidade de Ciência e Tecnologia em Teerão e, na quinta-feira passada, atacaram a Universidade Tecnológica de Isfahan, no centro do país, sem que se registassem vítimas mortais em nenhum dos dois casos.

Entretanto, os rebeldes xiitas Huthis do Iémen, aliados do Irão, levaram a cabo "a segunda operação militar" com um bombardeamento de mísseis de cruzeiro e drones dirigidos contra vários alvos militares no sul de Israel, indicou num comunicado o porta-voz militar do grupo, Yahya Sarea.

As Forças de Defesa de Israel garantiram que um dos drones, que fez disparar os alarmes às 20:00, hora local, em Eilat, foi abatido e um míssil foi intercetado antes de atingir a fronteira israelita, segundo informa o Times of Israel.

O porta-voz huti afirmou que o grupo continuaria os seus ataques "nos próximos dias" até que Israel suspendesse as suas operações militares, que classificou de "crimes contra o povo e os países da região".

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Restaurantes libaneses em Lisboa apoiam afetados pela guerra no Líbano

"Caram", em árabe, significa "generosidade", e em Portugal é o nome de uma associação de libaneses, que juntou oito restaurantes para apoiar a ajuda humanitária no Líbano, que contabiliza mais de um milhão de deslocados.

Até 17 de abril, oito restaurantes libaneses em Lisboa vão doar parte dos lucros para apoiar os esforços humanitários no Líbano, na iniciativa "Jante e Doe para o Líbano". Participam os restaurantes Mesa, Bal, Touta, Sumaya, Falafoliva, The Happy Salad, Maída e Taza.

A iniciativa pretende "reunir a comunidade libanesa em Portugal e promover os restaurantes libaneses em Lisboa", ao mesmo tempo que os restaurantes direcionam parte dos lucros para a associação Caram Portugal, que os remete depois para organizações parceiras no terreno.

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) alertou na sexta-feira para a situação "extremamente preocupante" no Líbano, onde existe um "risco real" de uma catástrofe humanitária, com mais de um milhão de pessoas, um quinto da população, deslocadas no país, devido aos ataques israelitas.

"A situação está muito difícil neste momento. A economia já estava mal no Líbano e agora está ainda pior. Temos uma situação humanitária muito, muito catastrófica", relatou à Lusa Antoine Kassis, presidente da Caram Portugal.

"Não expressamos opinião sobre política ou religiosa, o que nos interessa é o lado humanitário. E quando se vê crianças e famílias a dormir em tendas e a não comer todos os dias, isto vai além de qualquer discussão política ou religiosa, esta é a prioridade", disse o responsável da associação.

Antoine Kassis destacou a resiliência do povo libanês.

"O que salva o Líbano é que o povo é muito resiliente, mas, por vezes, o ponto negativo é que conseguem aceitar e passar por muito", referiu, lamentando: "Por trás desta resiliência, esquecemos o trauma das crianças, os problemas psicológicos das pessoas, até dos adultos, porque as pessoas só precisam de sobreviver e comer".

A chefe de cozinha Cynthia Bitar, do Touta, um dos restaurantes participantes, descreveu à Lusa que "é muito frustrante" estar longe da família e amigos.

"É uma altura muito difícil para estar longe, mas continuamos a procurar formas de ajudar, da melhor forma possível", disse a chef, que relatou uma "situação muito, muito complicada" no seu país.

"Há milhares de famílias nas ruas, sem casa e com acesso muito limitado a comida. Por isso, estamos a tentar colaborar tanto quanto possível para fornecer o máximo de ajuda possível ao nosso povo no Líbano", afirmou.

No dia 01 de abril, a chef vai preparar um menu pensado especialmente para este evento, propondo uma combinação entre sabores do Médio Oriente, como `hommos` com pinhões e azeite com `sujuk`, e portugueses, como lula dos Açores ou porco preto alentejano.

"Gostamos de prestar homenagem a ambas as culturas", comentou a chef, que definiu a sua cozinha como "maioritariamente libanesa, com produtos sazonais portugueses".

A associação Caram Portugal, que conta atualmente com 200 associados, incluindo portugueses, foi criada em 2022 para aproximar a comunidade libanesa e promover um maior conhecimento sobre o país do Médio Oriente em Portugal, mas também se envolve em ações de solidariedade em Portugal, nomeadamente nas inundações que atingiram o país ou colaborando com uma casa de acolhimento em Lisboa.

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"Os sistemas de defesa aérea dos Emirados Árabes Unidos estão a intervir ativamente contra as ameaças relacionadas com mísseis e drones", escreveu o Ministério da Defesa do país na rede social X.

Também o exército do Kuwait deu conta de ataques com "mísseis e drones hostis".

"As defesas aéreas do Kuwait estão atualmente a repelir ataques levados a cabo por mísseis e drones hostis", escreveu o Estado-Maior do Kuwait na X, precisando que "as explosões ouvidas são o resultado da interceção de ataques hostis pelos sistemas de defesa aérea".

c/ Lusa
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O Irão concordou em permitir que mais 20 embarcações com bandeira paquistanesa passem pelo estreito de Ormuz, com permissão para dois navios transitarem diariamente, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar.
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