Seis aeroportos já estão operacionais no Irão
A agência informou que os voos dos aeroportos de Kerman (Ayatollah Hashemi Rafsanjani), Yazd e Birjand vão começar na “próxima fase”, citando um relatório da Companhia Iraniana de Aeroportos e Navegação Aérea.
A IRNA afirmou que “a garantia de condições seguras no espaço aéreo do país aumentará gradualmente para voos domésticos e internacionais, e o espaço aéreo oriental do país também verá voos a sobrevoar o espaço aéreo iraniano”.
Irão informo-nos que está em “Estado de colapso”
Israel está a usar água como arma de guerra em Gaza
Em Gaza, os Médicos Sem Fronteiras acusam as forças israelitas de usar o acesso à água como arma de guerra. Benjamin Netanyahu prossegue a ofensiva também no Líbano. Diz que Israel tem liberdade para atacar alvos do Hezbollah.
Sete embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas
A guerra contra o Irão começou há dois meses. Está em vigor um cessar-fogo, mas o Estreito de Ormuz continua bloqueado, agora por decisão dos Estados Unidos.
O bloqueio à passagem de navios continua a condicionar a economia mundial.
Suécia emite alerta devido ao risco de escassez de combustível para aviões na Europa
O Governo sueco que emitiu hoje um alerta devido ao risco de escassez de combustível para a aviação na Europa, em consequência do conflito no Médio Oriente e do bloqueio do Estreito de Ormuz.
"Alertamos atempadamente para o risco de não haver combustível suficiente para a aviação", afirmou a ministra da Energia, Ebba Busch, numa conferência de imprensa.
O Governo sueco recomenda a quem viajar de avião, especialmente para fora da Europa, que se mantenha informado sobre a situação no país e sobre a possível cobertura dos seguros de viagem.
O alerta baseia-se numa análise da Agência Sueca de Energia, que não considera, no entanto, que haja risco de racionamento a curto prazo.
"No pior dos cenários, poder-se-ia pensar em racionamentos, mas é algo que está longe, não se fala do aqui e agora", afirmou na mesma conferência a diretora desta agência, Caroline Asserup.
A responsável esclareceu que o acesso à gasolina e ao gasóleo na Suécia não está ameaçado, nem a curto nem a longo prazo.
"A Suécia e os países nórdicos têm uma ampla capacidade de refinação e utilizamos, acima de tudo, petróleo do Mar do Norte", afirmou Asserup, que classificou como "baixo" o risco de racionamento de gasolina e gasóleo.
Ebba Busch salientou que, mesmo que fosse assinado um acordo de paz agora, levaria tempo a restabelecer a oferta de petróleo e gás a nível global, e citou como exemplo das consequências da falta de combustível em Itália, onde em alguns aeroportos já foi necessário dar prioridade a determinados voos.
O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, afirmou na conferência de imprensa que, embora a crise do gás e do petróleo seja global, a Europa é menos afetada e a Suécia, "muito menos do que a maioria dos países europeus".
O Governo sueco tinha alertado na semana passada que não descarta medidas para reduzir o consumo energético ou racionar o uso de combustível se a guerra no Irão se prolongar, embora tenha excluído que seja algo que considere a curto prazo.
Israel não tem "qualquer intenção territorial" sobre o Líbano
"Israel não tem qualquer intenção territorial sobre o Líbano. A nossa presença nas zonas ao longo da nossa fronteira norte tem apenas um objetivo: proteger os nossos cidadãos", insistiu Saar numa conferência de imprensa ao lado do seu homólogo sérvio, Marko Djuric.
O que é a OPEP?
De acordo com a declaração de missão da OPEP, os países membros garantem a “estabilização dos mercados petrolíferos de forma a assegurar um fornecimento eficiente, económico e regular de petróleo aos consumidores, um rendimento estável para os produtores e um retorno justo do capital para aqueles que investem na indústria petrolífera”.
O grupo, criado em 1960, inclui a Argélia, a República do Congo, a Guiné Equatorial, o Gabão, a Líbia, a Nigéria, o Irão, o Iraque, o Kuwait, a Arábia Saudita e a Venezuela.
Os membros reúnem-se regularmente para definir metas de produção de petróleo e coordenar a produção para gerir os preços globais do petróleo. Juntos, produzem cerca de 35% do petróleo bruto mundial e representam cerca de 50% de todo o petróleo comercializado a nível global.
Em 2016, devido à queda dos preços do petróleo, a OPEP assinou um acordo com outros 10 países produtores de petróleo, incluindo a Rússia, para criar o que é hoje conhecido como OPEP+.
Emirados Árabes Unidos anunciam a sua saída da OPEP a partir de maio
"Mantemos o nosso compromisso com a segurança energética, garantindo um fornecimento fiável, responsável e com baixas emissões de carbono, ao mesmo tempo que apoiamos a estabilidade dos mercados globais", acrescentou.
A OPEP é um grupo de grandes países produtores de petróleo que coordena as políticas de produção para influenciar a oferta e os preços globais do petróleo.
Irão sem internet há dois meses
Há dois meses, as autoridades iranianas “cortaram o acesso à internet global”, afirmou o NetBlocks numa publicação no X.
O governo já tinha imposto um bloqueio generalizado das telecomunicações no início deste ano, ao mesmo tempo que desencadeou a repressão mais letal contra o seu próprio povo nos 47 anos de história da República Islâmica. Na altura, os defensores dos direitos humanos condenaram as autoridades por tentarem impedir que as pessoas dentro do país revelassem a escala e a ferocidade das atrocidades ao mundo exterior.
Agora, com o agravamento da pressão económica resultante da guerra entre os EUA e Israel contra Teerão e dos ataques de retaliação, os iranianos, enfrentando um desemprego crescente, afirmam que o bloqueio da internet cortou mais uma possível fonte de sustento.
Israel congratula-se com "operações secretas revolucionárias"
“Adquirimos informações estratégicas e táticas no seio dos segredos do inimigo”, afirmou David Barnea, citado hoje num comunicado do Governo relativo à cerimónia anual de entrega de distinções da agência de informações externas.
Barnea considerou que as operações r permitiram à organização “superar os limites no Líbano e no Irão”.
O Instituto de Inteligência e Operações Especiais de Israel, conhecido como Mossad, “demonstrou novas capacidades operacionais revolucionárias nos países visados”, afirmou.
Barnea disse que uma estreita colaboração com as Forças de Defesa de Israel (IDF, a sigla em inglês das forças armadas) esteve no centro das operações, incluindo ataques para a “neutralização de altos responsáveis no coração de Teerão”.
Uma das operações incluiu, segundo o comunicado, métodos de atuação que envolveram “agentes no terreno (...) permitindo uma infiltração clandestina em profundidade no coração de Teerão”.
Irão proíbe exportações de aço
Brent supera 111 dólares com negociações estagnadas e Ormuz bloqueado
O barril de petróleo Brent continuava hoje a subir e, cerca das 12:20 em Lisboa, avançava 2,97% para 111,44 dólares, enquanto as negociações entre Washington e Teerão continuam estagnadas e o estreito de Ormuz bloqueado.
Cerca das 12:20 em Lisboa, e segundo dados da Bloomberg recolhidos pela Lusa, o Brent, petróleo de referência da Europa, para entrega em junho subia 2,97%, para 111,44 dólares.
O barril West Texas Intermediate (WTI), a referência nos EUA, também para entrega em junho, também acentuava a subida e à mesma hora aumentava 3,89% para 100,12 dólares.
O Brent e WTI mantêm hoje a tendência de alta da semana passada, devido à falta de avanços nas negociações entre os Estados Unidos e o Irão e à manutenção do bloqueio do estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou no sábado que o Irão apresentou uma nova oferta de negociação, embora tenha advertido que não tem pressa para alcançar um novo acordo.
O Irão denunciou que os EUA estão a agir como "piratas" e "terroristas" com o bloqueio naval ordenado por Trump.
Além disso, criticou que Washington tem promovido um bloqueio marítimo e "realizado ações ilegais", incluindo a apreensão de navios mercantes iranianos em águas internacionais e a detenção da tripulação.
Este fim de semana, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abás Araqchí, deixou o Paquistão sem mostrar intenção de negociar com Washington, que cancelou por sua vez a viagem a Islamabad dos enviados especiais de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner.
Para Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe, "com a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão a entrar no seu terceiro mês, a disrupção nos mercados globais de petróleo continua a dominar o sentimento dos investidores". "Quanto mais tempo o conflito se prolongar e o bloqueio do estreito se mantiver, mais severo será o impacto deste choque energético na economia global, criando margem para novas subidas dos preços do petróleo", adianta.
Evangelista considera que "para já, o potencial de subida permanece limitado pela esperança de que as negociações em curso possam levar à normalização do tráfego marítimo na região".
"Um impasse prolongado deverá impulsionar os preços em alta, enquanto quaisquer desenvolvimentos positivos poderão desencadear uma correção em baixa", conclui.
Cinco condenados a prisão perpétua no Bahrein por planearem atos terroristas com o Irão
"O crime de conluio com entidades estrangeiras hostis ao Reino do Bahrein constitui um dos crimes mais graves contra a segurança nacional", afirmou a Procuradoria-Geral em comunicado de imprensa.
Irão detém indivíduos acusados de espionagem com recurso a dispositivos Starlink
Em Yusefabad, Teerão, o Centro de Informações do Comando da Polícia Metropolitana de Teerão afirmou que os suspeitos alugaram um apartamento que era “utilizado como base para atividades de espionagem” e que utilizavam “equipamento de comunicação avançado, incluindo internet por satélite Starlink” para enviar “informações e notícias para serviços de inteligência e redes hostis no estrangeiro”.
Uma outra detenção foi efetuada pela polícia de Sarvestan, a cerca de 80 quilómetros a sudeste de Shiraz, de um indivíduo que, segundo as autoridades, “colaborava com redes hostis enviando mensagens, imagens e vídeos de locais importantes e sensíveis”.
Israel ordena evacuação de mais de uma dúzia de cidades no sul do Líbano
O alerta afirmava que a ação era necessária devido à violação, por parte da milícia Hezbollah, de um acordo de cessar-fogo com Israel.
Ataque aéreo israelita mata criança de nove anos em Gaza
A criança foi identificada como Adel Lafi al-Najjar.
Uma mulher ficou também ferida por disparos no norte de Gaza, quando bombardeamentos e ataques de artilharia israelitas atingiram várias áreas, incluindo Beit Lahiya e o campo de refugiados de Jabalia, bem como o leste de Khan Younis, esta manhã.
O número de palestinianos mortos desde o cessar-fogo, em outubro, subiu para 818.
Estrangulamento digital. Como é que a guerra com o Irão ameaça os cabos submarinos?
O Irão alertou na semana passada que os cabos submarinos no Estreito de Ormuz representam um ponto vulnerável para a economia digital da região, aumentando as preocupações com possíveis ataques a infraestruturas críticas.
A importância dos cabos submarinosOs cabos submarinos são cabos de fibra ótica ou elétricos instalados no fundo do mar para transmitir dados e energia. Transportam cerca de 99 por cento do tráfego mundial de internet, segundo a UIT, a agência especializada das Nações Unidas para as tecnologias digitais.
Também transportam telecomunicações e eletricidade entre países e são essenciais para os serviços de cloud e comunicações online."Cabos danificados significam internet mais lenta ou interrupções, problemas no comércio eletrónico, atrasos nas transações financeiras, e consequências económicas de todas estas interrupções", disse a analista geopolítica e energética Masha Kotkin à agência Reuters.
Os países do Golfo, particularmente os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, têm investido milhares de milhões de dólares em inteligência artificial e infraestruturas digitais para diversificar as suas economias e reduzir a dependência do petróleo.
Os dois países estabeleceram empresas nacionais de Inteligência Artificial que servem clientes em toda a região — todas dependentes de cabos submarinos para transmitir dados a alta velocidade.
Os principais cabos que atravessam o Estreito de Ormuz incluem o AAE-1 (Ásia-África-Europa 1), que liga o Sudeste Asiático à Europa através do Egito, com pontos de ligação nos Emirados Árabes Unidos, Omã, Qatar e Arábia Saudita. E a rede FALCON, que liga a Índia e o Sri Lanka aos países do Golfo, Sudão e Egito; e o Sistema Internacional de Cabos da Ponte do Golfo, que interliga todos os países do Golfo, incluindo o Irão.
Estão em construção outras redes, incluindo um sistema liderado pela Ooredoo, do Catar.
Quais são os riscos?
Embora o comprimento total dos cabos submarinos tenha crescido consideravelmente entre 2014 e 2025, as falhas permaneceram estáveis, cerca de 150 a 200 incidentes por ano, de acordo com o Comité Internacional de Proteção de Cabos (ICPC).
A sabotagem patrocinada pelos Estados continua a ser um risco, mas 70 a 80 por cento das falhas são causadas por atividades humanas acidentais — principalmente pesca e âncoras de navios, segundo o ICPC e especialistas.
Outros riscos incluem correntes submarinas, sismos, vulcões submarinos e tufões, afirmou Alan Mauldin, diretor de investigação da empresa de investigação de telecomunicações TeleGeography.
No entanto, existe um risco indireto de as embarcações danificadas atingirem inadvertidamente os cabos ao arrastarem as suas âncoras.
"Numa situação de operações militares ativas, o risco de danos não intencionais aumenta e, quanto mais tempo durar este conflito, maior será a probabilidade de danos não intencionais", disse Kotkin.
Um incidente semelhante ocorreu em 2024, quando uma embarcação comercial atacada pelos houthis, alinhados com o Irão, derivou no Mar Vermelho e cortou cabos com a sua âncora. O grau em que os danos nos cabos podem afetar a conectividade nos países do Golfo depende, em grande parte, de quanto cada operador de rede depende deles e de quais as alternativas que possui, de acordo com a TeleGeography.
Reparação é desafio à segurança
A reparação de cabos danificados em zonas de conflito representa um desafio adicional à sua segurança. Embora a reparação física em si não seja excessivamente complicada, as decisões dos proprietários de embarcações de reparação e das seguradoras também podem ser afetadas pelo risco de danos causados pelos combates ou pela presença de minas, afirmam os especialistas.
"Frequentemente, um dos maiores problemas para realizar reparações é obter permissões para entrar nas águas onde ocorreram os danos. Isto pode levar muito tempo e ser a maior fonte de problemas", acrescentou Mauldin nas declarações à Reuters.
Assim que o conflito terminar, os intervenientes do sector enfrentarão também o desafio de reavaliar o fundo do mar para determinar posições seguras para os cabos e evitar navios ou objetos que possam ter afundado durante as hostilidades, alertou.
Satélites não são alternativa
Embora os possíveis danos nos cabos submarinos não causem uma perda total de conectividade — devido às ligações terrestres —, os especialistas concordam que os sistemas de satélite não são uma alternativa viável, uma vez que não conseguem lidar com o mesmo volume de tráfego e são mais caros.
"Não é como se pudesse simplesmente mudar para satélite. Isso não é uma alternativa", esclareceu Mauldin, referindo que os satélites dependem de ligações a redes terrestres e são mais adequados para coisas em movimento, como aviões e navios.
Petroleiro com bandeira do Panamá tenta atravessar o Estreito de Ormuz
O petroleiro VLCC é gerido pela Idemitsu Tanker Co., uma unidade do grupo de refinarias japonês Idemitsu Kosan, de acordo com os dados de rastreio de navios da LSEG. A Idemitsu Kosan recusou comentar navios específicos.
Teerão afirma que os EUA já não têm o direito de "ditar as suas políticas" a outros países
"Os Estados Unidos já não têm o direito de ditar as suas políticas a nações independentes", afirmou o porta-voz do Ministério iraniano da Defesa, Reza Talaei-Nik, segundo a televisão estatal. Washington deve abandonar as suas "exigências ilegais e irracionais", acrescentou.
Austrália afirma que o encerramento do Estreito de Ormuz impacta desproporcionalmente a região da Ásia-Pacífico
Wong fez estas declarações durante uma visita a Tóquio para se encontrar com o seu homólogo, Toshimitsu Motegi. A governante elogiou as cadeias de abastecimento "estreitamente interligadas" que permitem à Austrália receber importações de combustível do Japão e enalteceu a relação económica entre os dois países "é cada vez mais importante à medida que navegamos por esta crise global".
"Espero continuar a coordenar convosco a nossa resposta após o encerramento efetivo do Estreito de Ormuz e o impacto desproporcional na nossa região."
Dois brasileiros mortos em ataque de Israel no Líbano
O Governo do Brasil anunciou a morte de dois brasileiros no Líbano, devido a um ataque israelita, que descreveu como "mais um exemplo" das "reiteradas e inaceitáveis" violações do cessar-fogo de 16 de abril.
De acordo com um comunicado divulgado no início da noite de segunda-feira em Brasília, o Ministério das Relações Exteriores disse ter tomado conhecimento, "com consternação e pesar", das mortes, na segunda-feira, de uma criança de 11 anos, da mãe - ambos brasileiros -, e do pai, libanês, "vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel".
Outro filho do casal, igualmente brasileiro, encontra-se hospitalizado, refere-se no comunicado, onde se lê ainda que a família se encontrava em casa, no distrito de Bint Jeil, no sul do Líbano, no momento do bombardeamento.
"Esse ataque constitui mais um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril, as quais já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, assim como de uma jornalista e de dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL)", lê-se na nota.
Ao expressar "sinceras condolências" aos familiares das vítimas, o Brasil reiterou a "mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo", tanto pelas forças israelitas como pelo grupo xiita libanês pró-Irão Hezbollah.
O ministério condenou ainda as "demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano", nas últimas semanas, "pelas forças israelitas, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses".
O Brasil pediu às partes o "cumprimento integral" da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabeleceu os termos do cessar-fogo que encerrou a guerra de 2006, e a "imediata cessação das hostilidades", com a retirada completa das forças de Israel de território libanês.
No comunicado lê-se ainda que a Embaixada do Brasil em Beirute, capital do Líbano, está em contacto com a família, para prestar assistência consular, incluindo ajuda ao filho que se encontra hospitalizado.
Israel afirma ter destruído mais de mil "infraestruturas" do Hezbollah no Líbano
Afirma ainda ter confiscado “centenas de armas, incluindo: metralhadoras, espingardas tipo Kalashnikov, granadas, minas, pistolas, mísseis antitanque, munições, foguetes RPG e bombas de morteiro”.
O exército disse que esta operação foi levada a cabo pela Brigada Bislamach, que já tinha combatido anteriormente em Gaza.
Irão disposto a partilhar capacidades defensivas com parceiros asiáticos
Teerão revê balanço de ataque contra escola de Minab para 155 mortos
No final de março, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, declarou perante a ONU que "mais de 175 alunos e professores foram massacrados a sangue frio" na escola localizada no sul do Irão.
Mas, de acordo com um novo balanço publicado pela televisão estatal Irib e pelos meios de comunicação locais, que citam um responsável do poder judicial iraniano, "73 rapazes, 47 raparigas, 26 professores, sete pais, um motorista de autocarro escolar e um farmacêutico da clínica próxima da escola morreram como mártires no ataque à escola de Minab".
O bombardeamento do estabelecimento ocorreu em 28 de fevereiro, no primeiro dia da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, que respondeu atacando Israel e alvos norte-americanos na região.
Teerão elogia laços com Moscovo
A Rússia ofereceu-se para mediar e tentar ajudar a restaurar a calma no Médio Oriente após os ataques dos EUA e de Israel contra o Irão, que Moscovo condenou veementemente.
Navio dos Emirados Árabes Unidos atravessou Estreito de Ormuz
O navio-tanque de 136.357 metros cúbicos, gerido pela Adnoc Logistics & Services e visto pela última vez no Golfo Pérsico a 30 de março, reapareceu na costa oeste da Índia, sugerindo que atravessou o Estreito de Ormuz após várias semanas sem sinal, de acordo com dados da ICIS LNG Edge, Marine Traffic e LSEG.
Conselho de Cooperação do Golfo realiza cimeira extraordinária em Jeddah
O príncipe herdeiro do Kuwait participará na cimeira, acrescentou a agência.
Líbano. Israel mantém ofensiva contra o Hezbollah
Israel não tenciona travar as operações militares.
No terreno, a violência intensifica-se. As últimas incursões israelitas no Líbano resultaram na morte de quatro pessoas.
António Guterres faz apelo urgente para reabertura do Estreito de Ormuz
O cenário no Médio Oriente é cada vez mais crítico e António Guterres volta a elevar o tom.
Guterres sublinha que a passagem deve ser garantida a todos, sem 'portagens' políticas ou atos de discriminação.
Israel utiliza acesso a água como arma contra palestinianos acusa MSF
Um relatório divulgado hoje pelos Médicos Sem Fronteiras (MSF) acusa Israel de utilizar o acesso à água como arma contra a população de Gaza, privando-a do recurso essencial no âmbito de uma "campanha punitiva coletiva".
Entre a destruição de infraestruturas e os obstáculos ao abastecimento, "a privação deliberada de água infligida aos palestinianos faz parte integrante do genocídio perpetrado por Israel", afirmou a MSF, num comunicado publicado juntamente com o relatório "A água como arma: a destruição e a privação de água e saneamento por parte de Israel em Gaza".
Israel têm veementemente rejeitadas acusações de genocídio em Gaza, que se multiplicaram ao longo da guerra.
O relatório, que se baseia em dados da MSF e em testemunhos recolhidos pelo pessoal da organização, entre 2024 e 2025, defende que "a instrumentalização repetida da água" pelas autoridades israelitas se insere "num padrão recorrente, sistemático e cumulativo".
"Isto vem somar-se aos assassínios diretos de civis, à destruição de estruturas de saúde e à demolição de habitações, provocando deslocamentos massivos da população. Em conjunto, estes elementos revelam uma vontade de impor condições de vida destrutivas e desumanas aos palestinianos de Gaza", alertou a organização não-governamental (ONG).
"As autoridades israelitas sabem que sem água a vida acaba. No entanto, destruíram sistemática e deliberadamente as infraestruturas hidráulicas em Gaza, ao mesmo tempo que bloqueiam constantemente a entrada de equipamentos relacionados com a água", afirmou a responsável pelas emergências na MSF, Claire San Filippo, citada no comunicado.
Apesar de um cessar-fogo que entrou em vigor em outubro, dois anos após o início da guerra desencadeada pelo ataque do Hamas a Israel a 07 de outubro de 2023, a Faixa de Gaza continua a ser palco de violência, com Israel e o movimento islamita palestiniano a acusarem-se mutuamente de violar a trégua.
De acordo com dados da ONU, da União Europeia e do Banco Mundial, Israel destruiu ou danificou cerca de 90% das infraestruturas de água e saneamento em Gaza, nomeadamente estações de dessalinização, poços, condutas e redes de esgotos.
As equipas da MSF documentaram disparos do exército israelita contra camiões-cisterna "claramente identificados", bem como a destruição de poços "que constituíam uma fonte vital para dezenas de milhares de pessoas".
"Palestinianos foram feridos e mortos quando tentavam simplesmente aceder à água", referiu San Filippo.
A escassez "é tal que é simplesmente impossível fornecer quantidades suficientes à população", sustentam ainda a MSF, que se apresentam como o principal produtor e distribuidor de água potável em Gaza, a seguir às autoridades locais.
Em março de 2026, a MSF fornecia mais de 5,3 milhões de litros de água por dia, o equivalente às necessidades mínimas de mais de 407 mil pessoas, ou seja, cerca de um em cada cinco habitantes.
"Mas as ordens de deslocamento impostas pelo exército israelita impediram as equipas da MSF de aceder a zonas onde forneciam água a centenas de milhares de pessoas", protestou a ONG, condenando também os obstáculos à entrada de material essencial relacionado com água e o saneamento em Gaza desde outubro de 2023.
Um terço dos pedidos da ONG para introduzir unidades de dessalinização, bombas, cloro e outros produtos de tratamento de água, reservatórios, repelentes de insetos ou latrinas "foram recusados ou ficaram sem resposta".
As consequências são "consideráveis para a saúde, a higiene e a dignidade das populações, em particular para as mulheres e as pessoas com deficiência", alertou MSF.
"Na falta de casas de banho, as populações são obrigadas a cavar buracos na areia, que transbordam e contaminam o ambiente e os lençóis freáticos". continua.
A falta de acesso à água e à higiene, combinada com condições de vida indignas - tendas superlotadas, abrigos improvisados - favorece a propagação de doenças, nomeadamente infeções respiratórias, doenças de pele e doenças diarreicas.
A MSF apelou às autoridades israelitas para que restabeleçam imediatamente o acesso à água "em níveis suficientes" para os habitantes de Gaza e exortou os aliados israelitas a "exercerem pressão para que os obstáculos à ajuda humanitária sejam eliminados".
Teerão disponível para reabrir estreito se EUA levantarem bloqueio e guerra acabar
O Irão ofereceu-se para pôr fim ao bloqueio ao Estreito de Ormuz se os EUA levantarem o bloqueio ao país e terminarem a guerra, numa proposta que adiaria as discussões sobre o programa nuclear da República Islâmica.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, parece relutante em aceitar a oferta, que foi passada aos norte-americanos pelo Paquistão e deixaria por resolver as divergências que levaram os EUA e Israel à guerra a 28 de fevereiro.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, referiu que a equipa de segurança nacional de Trump se reuniu hoje e discutiu a proposta iraniana.
Leavitt não adiantou detalhes sobre a discussão ou sobre a forma como a proposta foi recebida, apontando que Trump se pronunciaria sobre o assunto mais tarde.
Com um cessar-fogo frágil em vigor, os EUA e o Irão estão num impasse sobre o estreito, por onde passa um quinto do petróleo e gás comercializado no mundo em tempo de paz.
O bloqueio dos EUA visa impedir o Irão de vender o seu petróleo, privando-o de receitas cruciais e criando potencialmente uma situação em que Teerão tenha de interromper a produção por não ter onde armazenar o petróleo.
O encerramento do estreito, por sua vez, pressionou Trump, uma vez que os preços do petróleo e da gasolina dispararam na véspera das eleições intercalares, cruciais para a economia, e também pressionou os seus aliados do Golfo, que utilizam a via navegável para exportar petróleo e gás.
A frustração entre muitas nações está a aumentar, com novas exigências feitas hoje para o fim do bloqueio, que teve efeitos abrangentes em toda a economia mundial, incluindo o aumento do preço dos fertilizantes, alimentos e outros bens básicos.
A proposta iraniana adiaria as negociações sobre o programa nuclear do país. Trump afirmou que uma das principais razões para ter entrado em guerra foi impedir o Irão de desenvolver armas nucleares.
As duas fontes ligadas ao processo falaram à AP sob anonimato, depois de a proposta do Irão ter sido inicialmente divulgada pelo portal de notícias Axios.
A oferta surgiu durante a visita do ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano à Rússia, país que é há muito um importante aliado de Teerão.