Berlim acusa Rússia de ajudar Irão a identificar alvos para ataques
Em declarações aos jornalistas numa reunião do G7 em França, Wadephul avançou ainda que falou com o secretário de Estado norte-americano, Marcio Rubio, para delinear a posição da Alemanha, que está disposta a desempenhar um papel no Estreito de Ormuz após o fim das hostilidades.
"Putin espera cinicamente que a escalada no Médio Oriente desvie a nossa atenção dos seus crimes na Ucrânia", afirmou Wadephul. "Este plano não pode ter sucesso. Vemos muito claramente como os dois conflitos estão intimamente interligados. A Rússia está evidentemente a apoiar o Irão com informações sobre alvos potenciais".
Mais de 1.900 mortos no Irão desde o início da guerra
Esta entidade lembrou que o Crescente Vermelho Iraniano continua a ser a única organização humanitária a nível nacional a operar em todo o país.
Israel vai "intensificar" ataques contra o Irão para pôr fim aos disparos de mísseis
Não há refúgio da guerra em Beirute, afirma UNICEF
Um responsável do ACNUR alertou, por sua vez, que cerca de 150.000 pessoas ficaram isoladas no Líbano após a destruição de pontes.
Mais de 370.000 crianças deslocadas no Líbano e 121 mortas
Preço dos combustíveis deverá descer na próxima semana
Guarda Revolucionária frisa que transporte marítimo de e para portos de aliados dos EUA e de Israel é proibido
Acrescentou ainda que o Estreito de Ormuz está fechado e que qualquer trânsito pela via navegável enfrentará "medidas severas".
De acordo com a imprensa iraniana, três navios porta-contentores de várias nacionalidades foram mandados voltar para trás no Estreito de Ormuz após avisos da marinha da Guarda Revolucionária.
Autoridade reguladora da aviação da UE prolonga aviso às companhias aéreas para evitarem espaço aéreo do Golfo
A recomendação era anteriormente válida até 27 de março.
Irão apela a civis para que abandonem zonas próximas das forças americanas na região
As "cobardes" forças americano-israelitas "tentam usar locais civis e inocentes como escudos humanos", alertou a Guarda no seu site Sepah News, depois de o Irão ter ameaçado atacar hotéis no Golfo.
"Recomendamos que abandonem com urgência os locais onde estão estacionadas as tropas americanas, para que nenhum mal vos seja feito", acrescentam.
Ucrânia e Arábia Saudita assinam acordo de cooperação na área da defesa
Zelensky, que se encontra de visita à Arábia Saudita, afirmou que o acordo foi assinado antes de uma reunião com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman.
"Estamos prontos para partilhar a nossa experiência e os nossos sistemas com a Arábia Saudita e para trabalhar em conjunto no sentido de reforçar a proteção de vidas", afirmou Zelensky na aplicação Telegram.
ONU pede responsabilidades aos EUA pelo ataque contra uma escola no Irão
O Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou hoje veementemente o bombardeamento norte-americano contra uma escola iraniana no dia 28 de fevereiro pedindo responsabilidades.
O ataque que atingiu a escola iraniana fez 165 mortos e ocorreu no primeiro dia da campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.
"O bombardeamento contra a Escola Primária Shajareh Tayyebeh em Minab causou um profundo horror", disse Volker Turk perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Volker Turk sublinhou que é obrigação dos autores do ataque conduzir uma investigação rápida, imparcial, transparente e completa.
O alto-comissário recordou que a Administração dos Estados Unidos afirmou que o bombardeamento está a ser investigado e apelou para que as conclusões sejam tornadas públicas.
"A justiça deve ser feita pelos terríveis danos causados", acrescentou Volker Turk.
Hoje, o Conselho de Direitos Humanos da ONU vai realizar uma nova reunião sobre a segurança das crianças no conflito do Médio Oriente na sequência do bombardeamento contra a escola da região iraniana de Minab.
A reunião foi pedida pelo Irão, República Popular da China e Cuba e vai concentrar-se na "proteção das crianças e das instituições de ensino em conflitos armados internacionais".
O Governo iraniano acusou os militares norte-americanos de terem atacado a escola.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, negou inicialmente qualquer envolvimento dos Estados Unidos no bombardeamento que atingiu a escola de Minab e culpou o Irão, antes de indicar que "aceitaria" o resultado de uma investigação.
Reino Unido e aliados do G7 "profundamente preocupados" com ligações entre Rússia e Irão
"Estamos profundamente preocupados com as ligações entre a Rússia e o Irão, que são de longa data em termos de capacidades partilhadas", afirmou Cooper antes do segundo dia de reunião do G7, em França.
Secretário de Estado norte-americano chegou à reunião do G7 em França
Na sua primeira visita ao estrangeiro desde a ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, o chefe da diplomacia norte-americana será pressionado pelos seus homólogos a esclarecer a estratégia da Casa Branca sobre este conflito que já dura há quase um mês.
Marco Rubio deverá pedir aos ministros alemão, britânico, canadiano, francês, italiano e japonês que ajudem Washington na reabertura do estreito de Ormuz.
Israel lança nova vaga de ataques antes de negociações de paz na ONU
Israel lançou uma vaga de ataques contra o Irão na madrugada de hoje, antes de uma reunião planeada do Conselho de Segurança da ONU para discutir os bombardeamentos de infraestruturas civis iranianas.
A ofensiva visou locais "no coração de Teerão" utilizados para produzir mísseis balísticos e outras armas, assim como lançadores de mísseis e locais de armazenamento no oeste do Irão, afirmaram os militares israelitas.
Fumo foi também avistado sobre Beirute, embora Israel não tenha reportado de imediato ataques contra a capital libanesa. Sirenes de ataque aéreo soaram em Israel, com os militares a afirmar que estavam a trabalhar para intercetar mísseis iranianos.
O Irão continuou a disparar mísseis e drones contra os vizinhos árabes do Golfo, com sirenes a alertar para ataques no Bahrein, Qatar e Emirados Árabes Unidos.
O Kuwait afirmou que o porto de Shuwaikh, na Cidade do Kuwait, sofreu "danos materiais" num ataque, mas que ninguém ficou ferido.
O Conselho de Segurança da ONU agendou consultas à porta fechada sobre o Irão para hoje em Nova Iorque, de acordo com dois diplomatas da ONU que pediram para não ser identificados por a reunião não ser pública.
As mesmas fontes acrescentaram que a Rússia solicitou a reunião sobre os ataques israelo-americanos contra infraestruturas civis no Irão, com os Estados Unidos (EUA), que detêm a presidência do Conselho de Segurança, a agendar a reunião.
Os EUA pressionaram o Irão a iniciar conversações tendo como base uma proposta de cessar-fogo de 15 pontos, mas, ao mesmo tempo ordenaram o envio de mais tropas para a região, no que se suspeita serem preparações para uma tentativa militar de retirar o estreito de Ormuz do controlo apertado do Irão.
O enviado do Presidente norte-americano Donald Trump, Steve Witkoff, afirmou que Washington entregou uma proposta para um possível cessar-fogo utilizando o Paquistão como intermediário. A lista inclui restrições ao programa nuclear do Irão e a reabertura do estreito de Ormuz.
O Irão rejeitou a oferta dos EUA e apresentou a sua própria proposta de cinco pontos, que inclui reparações e o reconhecimento da sua soberania sobre o estreito de Ormuz.
Depois de Wall Street ter registado o pior dia desde o início da guerra, as ações asiáticas tiveram quedas consideráveis hoje devido às crescentes dúvidas sobre as hipóteses de um conflito prolongado.
Os preços do petróleo voltaram a subir com o Brent, o padrão internacional, fixou-se em 107 dólares por barril hoje de manhã, uma subida de mais de 45% desde que Israel e os EUA atacaram o Irão a 28 de fevereiro e iniciaram a guerra.
O controlo do Irão sobre a navegação através do estreito de Ormuz causou crescentes preocupações de uma crise energética global e parece fazer parte de uma estratégia para forçar os EUA a recuar, perturbando a economia mundial.
O bloco árabe do Golfo afirmou na quinta-feira que o Irão está agora a cobrar portagens aos navios para garantir a sua passagem segura pela via navegável.
À medida que os esforços diplomáticos prosseguiam, um grupo de navios dos EUA aproximou-se da região com cerca de 2.500 fuzileiros navais. Pelo menos mil paraquedistas da 82.ª Divisão Aerotransportada --- treinados para aterrar em território hostil para garantir território estratégico e aeródromos --- receberam ordens de mobilização para a região.
O secretário-geral do Conselho Norueguês para os Refugiados, Jan Egeland, afirmou que os trabalhadores da organização humanitária no Irão lhe comunicaram que "inúmeras casas, hospitais e escolas foram danificados ou destruídos" e que quase todos os bairros de Teerão sofreram danos.
"Os civis estão a pagar o preço mais elevado por esta guerra --- ela tem de acabar", afirmou num comunicado.
Principal porto do Kuwait atingido por ataque de drones
c/ Lusa
Pentágono pondera envio de mais dez mil operacionais para o Médio Oriente
- O Irão anunciou o lançamento de uma nova vaga de bombardeamentos sobre Israel e alvos norte-americanos em países do Golfo Pérsico. Foram também ouvidas explosões no sul de Beirute e em Teerão, consequência de contínuos bombardeamentos das Forças de Defesa de Israel;
- O Pentágono está a ponderar o envio de mais dez mil operacionais para o Médio Oriente, incluindo tropas terrestres. A notícia foi avançada pelo jornal The Wall Street Journal, que cita fontes não identificadas do Departamento de Defesa. Este potencial destacamento inntegraria infantaria e veículos blindados;
- O presidente dos Estados Unidos alargou a moratória aos planos para atacar infraestruturas energéticas do Irão por dez dias, até 6 de abril. Donald Trump alega que o pedido para este novo adiamento partiu do Irão e insiste na ideia de que as conversações com Teerão estão a correr "muito bem";
- O preço do barril de petróleo Brent, referência para a Europa, caiu após o anúncio de Donald Trump. Esta semana, a escalada fixou um novo máximo de 108 dólares por barril;
- Depois de Teerão ter batido com a porta ao plano de 15 pontos dos Estados Unidos para um cessar-fogo, considerando-o "unilateral e injusto", o presidente norte-americano reiterou também que os iranianos estariam a "implorar por um acordo";
- Trump afirmou ainda que o Irão está a permitir que alguns petroleiros cruzem Ormuz com suposto sinal de boa-fé;
- Os Houthis do Iémen desvalorizam a noticiada intenção norte-americana de ocupar a Ilha de Kharg, no Estreito de Ormuz. Não há razões para preocupação, reagem os rebeldes conotados com o regime iraniano;
- O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel avisou que o Tsahal corre o risco de "colapsar sobre si mesmo", à medida que enfrenta exigências crescentes em múltiplas frentes. Em causa, segundo a imprensa israelita, está a falta de efetivo;
- Dois navios da transportadora chinesa COSCO Shipping começaram a atravessar o Estreito de Ormuz, dois dias depois de a empresa ter retomado as reservas de contentores com destino a vários países da região;
- O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, avisou que atacar instalações nucleares no Médio Oriente "teria consequências incalculáveis" e mergulharia a região na miséria. Palavras deixadas durante uma reunião com o diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica, Rafael Grossi.
Donald Trump alarga ultimato ao Irão até 6 de abril
O presidente norte-americano deu na tarde desta quinta-feira uma conferência de imprensa com os seus adjuntos durante a qual deixou vários recados a Teerão.
Israel mobiliza reservistas e Teerão redobra ataques contra Israel
Os enviados especiais da RTP Paulo Jerónimo e José Pinto Dias acompanham no terreno, a partir de Israel, os desenvolvimentos da guerra no Irão.
EUA, Israel e Irão prosseguem bombardeamentos
Mesmo com as negociações de paz em curso, Israel e Estados Unidos continuam a bombarder o Irão.
Foto: Majid Asgaripour - WANA via Reuters
Ucrânia e Arábia Saudita assinam acordo de cooperação de defesa
O acordo visa uma "protecção dos céus" e foi assinado durante uma visita Volodymyr Zelensky a Riade.
Foto: António Mateus - RTP
Estreito de Ormuz domina agenda do G7
O Estreito de Ormuz poderia reabrir de imediato, se o Irão assim o permitisse. Esta é a convicção de Marco Rubio, que coloca a segurança da via marítima no topo da agenda do G7.
Foto: Brendan Smialowski - Pool via Reuters