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Presidente assinou novo acordo de cessar-fogo com as Forças Democráticas Sírias

O Presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, assinou hoje um novo acordo de cessar-fogo com as Forças Democráticas Sírias (FDS), lideradas pelos curdos, no qual os curdos sírios entregarão ao Governo a administração de três províncias que controlavam no país.

Lusa /

O primeiro ponto do acordo assinado por al-Sharaa e pelo líder das FDS, Comandante Mazlum Abdi, é um "cessar-fogo total e imediato em todas as frentes entre as forças sírias e as FDS, em paralelo com a retirada de todas as formações militares das FDS para a zona a leste do rio Eufrates como etapa preparatória para o seu reposicionamento",

O anúncio do acordo surge depois de al-Sharaa se ter reunido hoje com o enviado especial dos EUA para a Síria, Thomas Barrack, em Damasco.

No encontro, o Presidente sírio insistiu na soberania da Síria sobre todo o país, de acordo com um comunicado da presidência.

Al-Sharaa "afirmou a unidade da Síria e a sua soberania sobre todo o seu território, bem como a importância do diálogo, nesta fase, e da reconstrução da Síria com a participação de todos os sírios", de acordo com o comunicado.

Por seu lado, o Thomas Barrack saudou este acordo de trégua anunciado hoje entre o Presidente sírio e o líder curdo Mazloum Abdi.

"Este acordo e este cessar-fogo representam um ponto de viragem decisivo, com antigos adversários a privilegiarem a parceria em vez da divisão", afirmou Barrack na rede social X.

O enviado norte-americano reuniu-se hoje com al-Sharaa em Damasco e com Abdi na véspera em Erbil, no Iraque.

Damasco e os curdos sírios assinaram um acordo a 10 de março de 2025 para procurar uma solução para as autoproclamadas zonas autónomas no nordeste da Síria, que estão sob administração liderada pelos curdos.

Este processo, iniciado após a queda de Bashar al-Assad há um ano, ainda não se concretizou.

A assinatura surge no meio da escalada de violência entre os dois lados na província de Alepo, no noroeste do país, onde, esta semana, as forças governamentais lançaram uma onda de ataques contra a cidade de Deir Hafir e outras zonas controladas pelos curdos sírios, bem como contra o avanço do Exército sírio em Raqqa e Deir ez-Zor.

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