António José Seguro é o candidato mais votado com 2718 freguesias apuradas
André Ventura é o segundo candidato mais votado, com 25,59%, e João Cotrim de Figueiredo é o terceiro, com 14,02%, segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna - Administração Eleitoral.
Alberto João Jardim critica "incompetência da direção do PSD" na escolha de Mendes
Alberto João Jardim responsabilizou hoje a liderança social democrata pela possibilidade de a Presidência da República vir a ser ocupada por Seguro ou André Ventura, criticando a "incompetência da direção do PSD" pela escolha de Marques Mendes.
Numa primeira reação às projeções eleitorais na CMTV, o antigo presidente do Governo Regional da Madeira e apoiante de Henrique Gouveia e Melo, disse que a primeira conclusão que se retira das eleições de hoje "é a incompetência da direção nacional do PSD" na escolha do candidato apoiado pelos sociais-democratas, Luís Marques Mendes.
"O líder do PSD, em vez de ter procurado um consenso na área democrática, avançou sem tentar esse consenso e corre-se agora o risco de voltar a entregar a Presidência da República aos socialistas ou ter a extrema-direita do outro lado", afirmou, dizendo que há uma responsável por essa possibilidade.
"Esse responsável chama-se `direção nacional do Partido Social Democrata`, que mostrou, mais uma vez, a sua incompetência", criticou.
Alberto João Jardim reagia na CMTV aos resultados das projeções eleitorais das televisões, que apontam António José Seguro como o candidato mais votado e colocam a possibilidade de uma segunda volta ser disputada com André Ventura ou com João Cotrim Figueiredo.
Questionado se há uma derrota pessoal do primeiro-ministro, Luís Montenegro, o ex-presidente do Governo Regional da Madeira respondeu que não, porque o PSD "não é um partido de um homem só", dizendo foi a geração a seguir à sua que "fez este disparate".
Alberto João Jardim antevê uma segunda consequência destas eleições, o resultado de Henrique Gouveia e Melo, em cujo apoio disse ter "muito orgulho".
"Pela primeira vez conseguiu-se organizar um consenso e um movimento contra o sistema político errado que está montado em Portugal. Sei que o almirante não quer fazer nenhum partido a partir daqui, nem é razão para isso. Mas está criado neste momento o movimento, que, para já, junta mais a classe média contra o sistema", afirmou.
Para Alberto João Jardim, criaram-se "as raízes" para "se contestar este mesmo sistema político numa base democrática, que não é o caso da extrema direita".
"Sou o novo líder da direita". Ventura quer "agregar" para a segunda volta
Numa primeira reação às projeções das eleições presidenciais, o líder do Chega quis assumir-se como "o novo líder da direita em Portugal".
Jorge Pinto afirma que vota em António José Seguro na segunda volta
Apesar das projeções, Jorge Pinto afirma que não vai sair "da arena política". Na segunda volta, o candidato irá votar em António José Seguro.
"A República somos todos nós. Somos aqueles que amanhã estarão na rua a defendê-la".
Contrariamente ao que disse no início da campanha, Jorge Pinto afirmou que por ele António José Seguro "será presidente".
"Eu irei votar António José Seguro na segunda volta".
Seguro "muito feliz" com participação evita comentar projeções
"Teremos oportunidade de falar quando houver resultados oficiais", sintetizou António José Seguro, quando questionado sobre as projeções, que o colocam na segunda volta à frente de André Ventura ou Cotrim Figueiredo.
Foto: José Coelho - Lusa
"Tudo indica que Ventura irá à segunda volta". Pedro Pinto acredita em meta
Em reação às primeiras projeções, Pedro Pinto, do Chega, congratulou a derrota da "extrema-esquerda" e a possibilidade de André Ventura ir à segunda volta.
"O nosso objetivo erra esse. Será certamente alcançado", disse ainda, acrescentando que "há resultados parecidos".
Para o deputado do Chega, as primeiras projeções revelam a "grande derrota que a extrema-esquerda teve, que todos os candidatos da extrema-esquerda".
António José Seguro é o candidato mais votado com 30,69%, com 1.150 freguesias apuradas
António José Seguro é o candidato mais votado com 30,69% nas eleições presidenciais de hoje, quando estão apurados os resultados provisórios em 1.150 das 3.259 freguesias e 47 de 109 consulados.
André Ventura é o segundo candidato mais votado, com 26,97%, e Luís Marques Mendes é o terceiro, com 14,82%, segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna - Administração Eleitoral às 20:00.
É o seguinte o quadro completo dos resultados globais às 20:00 horas, de acordo com os resultados provisórios divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna -- Administração Eleitoral:
Fontes: Agência Lusa, SGMAI-AE - Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna - Administração Eleitoral
Projeção da Católica coloca Seguro e Ventura ou Cotrim na segunda volta
Luís Marques Mendes aparece em quinto lugar nesta projeção (arrecadando entre oito a 11 por cento dos votos).
Seguem-se António Filipe e Catarina Martins (ambos com um a três por cento), Manuel João Vieira (um a dois por cento), Jorge Pinto, André Pestana e Humberto Correia (todos com entre zero a um por cento).
José Luís Carneiro diz que "democracia está viva" perante participação elevada
O secretário-geral do PS considerou hoje que a elevada participação nas eleições presidenciais prova que os portugueses "quando sentem que os seus valores podem estar ameaçados se mobilizam" e enalteceu que a democracia está viva.
"O que me deixa ficar como democrata muito satisfeito é ver esta participação eleitoral. Uma participação que bateu todos os recordes desde 2016, cá no território nacional, mas também no estrangeiro. Isso é a prova de que os portugueses, quando sentem que os seus valores podem estar ameaçados, se mobilizam para participar no ato eleitoral", declarou José Luís Carneiro, à chegada à sede socialista, em Lisboa.
O líder do PS falou aos jornalistas pouco antes de serem conhecidas as projeções da abstenção nas eleições presidenciais de hoje, que, de acordo com as televisões, deverá situar-se entre os 35,6% e os 43%.
"Eu diria que, de forma sintética, a democracia continua a viver no coração das portuguesas e dos portugueses", acrescentou.
José Luís Carneiro deixou ainda um agradecimento "à administração eleitoral, aos serviços consulares e diplomáticos, aos milhares de pessoas que por todo o país contribuíram para assegurar um ato eleitoral que cumpriu todos os deveres de transparência, de pluralidade, de respeito pelas diferentes opiniões".
Mais de 11 milhões de eleitores foram hoje chamados à 11.ª eleição do Presidente da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, votando no sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos.
A esta eleição, que de acordo com Carneiro decorreu "com toda a normalidade democrática", concorreram 11 candidatos, incluindo António José Seguro, apoiado pelo PS.
"O mais importante é lembrar isto: a democracia está viva", concluiu o secretário-geral socialista.
Gouveia e Melo "muito contente com afluência" e com espírito positivo
O candidato presidencial disse estar "muito contente com a afluência", afirmando que "a democracia ganha sempre quando há uma abstenção reduzida".
Questionado sobre se está confiante que terá um bom resultado nesta primeira volta das eleições presidenciais, o almirante disse apenas que o seu estado de espírito "é positivo".
"Farei o que os portugueses quiserem. Tenho dois planos: Um, continuar, naturalmente; e o outro, que é dedicar-me à vida privada", declarou.
Assembleias de voto fecharam em Portugal Continental e na Madeira
As assembleias de voto para as eleições presidenciais encerraram às 19:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira, fechando uma hora depois nos Açores, devido à diferença horária.
Mais de 11 milhões de eleitores foram hoje chamados à 11.ª eleição do Presidente da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, votando no sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos.
Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio.
No boletim de voto, constavam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.
Assim, os 11 candidatos apareciam no boletim de voto pela seguinte ordem: o sindicalista André Pestana ocupava a segunda linha, Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, a terceira, e o músico Manuel João Vieira a quinta.
Catarina Martins (apoiada pelo Bloco de Esquerda) surgia em sétimo lugar no boletim, João Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal) em oitavo, o pintor Humberto Correia em nono e o socialista António José Seguro em 10.º.
O candidato apoiado pelos partidos do Governo (PSD e CDS-PP), Luís Marques Mendes, estava na 11.ª linha, André Ventura, o líder do Chega, na seguinte, com António Filipe (apoiado pelo PCP) e Henrique Gouveia e Melo, respetivamente, na 13.ª e 14.ª posição.
Para o sufrágio de hoje estavam inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.
Marques Mendes vai aguardar resultados "com toda a tranquilidade"
À chegada ao hotel onde vai acompanhar a noite eleitoral, Luís Marques Mendes disse ter-se apercebido, ao longo do dia, que a abstenção seria mais baixa do que em eleições anteriores.
Foto: Miguel A. Lopes - RTP
Projeção da abstenção aponta para 37% a 43%
A taxa de abstenção das eleições presidenciais deste domingo poderá situar-se entre os 37% e os 43%, de acordo com a projeção da Universidade Católica para a RTP.
Emissão especial para o acompanhamento da noite eleitoral a partir das 18h00
Esta será uma operação com notícias atualizadas ao minuto, vários pontos de direto pelo país e painéis de comentadores para a análise dos resultados e das reações das 11 candidaturas presidenciais.Ao início da tarde, haviam já votado todos os candidatos à sucessão de Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém.
O apelo à participação foi transversal aos candidatos, mas também a governantes e outras figuras da vida política portuguesa. O candidato Luís Marques Mendes manifestou-se "muito confiante" e apelou a uma "grande participação" eleitoral, num quadro em que "a situação internacional é muito difícil".Até às 12h00, a afluência às urnas foi de 21,18 por cento, segundo os números da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. 16h00 era de 45,51 por cento.
"Aquilo que eu desejo e o apelo que eu faria, era para uma grande participação nesta eleição. E, portanto, fazendo com que as pessoas vão votar e fazendo com que a abstenção possa baixar", afirmou em Caxias. Já o candidato António José Seguro, que votou nas Caldas da Rainha, afirmou fazê-lo com "muita emoção e muita esperança", mostrando-se confiante no "bom senso dos portugueses".
"Eu hoje votei com muita emoção e votei com muita esperança no futuro de Portugal. É isso que neste momento está a acontecer. Cada portuguesa e cada português estão a decidir o futuro do nosso país. Eu acredito no bom senso dos portugueses", declarou.Acompanhámos aqui, ao longo da manhã e da tarde deste domingo, a jornada eleitoral das Presidenciais.
O candidato presidencial e líder do Chega André Ventura considerou, ao votar em Lisboa, que a campanha poderia ter sido mais esclarecedora. Ainda assim, apelou à mobilização do eleitorado.
"Houve de facto falhas significativas em temas que interessam às pessoas. Uns mais do que outros não ajudaram a que conseguíssemos debater esses assuntos", avaliou.
Na ótica do candidato Henrique Gouveia e Melo, estas eleições "podem ser marcantes".
"Eu julgo que estas eleições podem ser marcantes e, portanto, estou convencido de que os portugueses vão exercer o seu voto e vão exercer a sua cidadania, que é o que é normal", afirmou o almirande, depois de votar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, em Lisboa.
António Filipe, o candidato apoiado pelo PCP, exortou os portugueses a honrarem o direito de voto.
"Que os portugueses participem, que honrem o seu direito de voto, o direito de voto que custou muito a conquistar aos portugueses, o exercício do direito de voto em liberdade, em consciência, por convicção e, portanto, espero que os portugueses participem em grande número e honrem este direito", clamou em Loures.
Catarina Martins, que votou no Porto, apelou igualmente à participação, deixou um agradecimento a quem esteve nas mesas de voto e lembrou Maria de Lurdes Pintassilgo, a primeira mulher a candidatar-se à Presidência da República, em 1986.
"Queria começar por agradecer a todas as pessoas que, em todo o país, estão nas mesas de voto a permitir que este dia aconteça. A democracia é participada por toda a gente e tanta gente que dá este seu dia para que seja possível estarmos a votar", disse a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda. João Cotrim Figueiredo falou aos jornalistas à saída da Escola Básica Marquesa de Alorna, em Lisboa, onde votou.
"Venham votar, não desperdicem, não deixem os outros escolherem por vós. Façam deste dia das eleições o dia da festa da democracia e mostrem que é possível mudar Portugal", apelou.
Em Olhão, o candidato presidencial Humberto Correia afirmou que o seu voto "é histórico", para si, para os seus antepassados e futuras gerações.
O candidato Jorge Pinto manifestou "muita tranquilidade, felicidade e consciência tranquila", ao votar em Amarante, e apelou aos portugueses para que votem "massivamente".
"Com tantos desafios internos e externos é importante que os portugueses votem, votem massivamente, votem em consciência. Da minha parte, muita tranquilidade, muita felicidade, sentimento de dever cumprido e de consciência tranquila por ter conseguido ou ter tentado elevar o debate, marcar a agenda com debates que interessam aos portugueses", sutentou.
O candidato André Pestana considerou, em Coimbra, que o importante é a participação dos portugueses nestas eleições, independentemente das suas escolhas: "Acho que é importante que os portugueses participem neste ato cívico, que é crucial, e peço, em particular, à juventude, aos trabalhadores, aos reformados que estão fartos de um país a duas velocidades".
A haver segunda volta, cenário consubstanciado pelas sondagens das últimas semanas, as assembleias de voto voltam a ser abertas a 8 de fevereiro.
c/ Lusa