Carneiro desafia Governo a reduzir em 10% o custo do gás
No entanto, José Luís Carneiro quis vincar que as medidas que o Governo adotou para o imposto sobre produtos petrolíferos “não cobrem o aumento dos combustíveis” em resultado da guerra no Médio Oriente.
O socialista vincou que o apoio para o gás de botija apenas servirá 105 mil famílias, quando há “dois milhões e meios de famílias que são afetadas pelos custos com o gás”.
“Está ou não está disponível para apoiar o conjunto das famílias com uma redução de pelo menos dez por cento sobre o custo com o gás?”, perguntou ao primeiro-ministro.
Luís Montenegro respondeu que tem de se fazer uma avaliação ponderada da crise, lembrando que “não sabemos quanto tempo vai durar esta crise e qual vai ser a magnitude que ela vai trazer”.
“Sem equilíbrio financeiro, aumenta o juro da República, aumenta a incapacidade de irmos aos mercados, o custo de irmos aos mercados e, portanto, a disponibilidade reduz-se substancialmente”, frisou o chefe de Governo.
Petróleo Brent sobe 6% para cerca de 110 dólares e WTI 3% para 98 dólares
O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, subiu 6% hoje para cerca de 110 dólares por barril, na sequência da denúncia do Irão de ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel.
Pelas 15:15 (hora de Lisboa), o Brent subia 6% para cerca de 110 dólares, enquanto o barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subiu quase 3%, ultrapassando os 98 dólares por barril.
O Irão ameaçou uma "guerra económica total" depois de os EUA e Israel terem lançado ataques contra o campo de gás de South Pars, o que terá provocado incêndios em vários pontos das instalações na região costeira de Asaluyé, segundo informações dos meios de comunicação iranianos.
A Agência Internacional de Energia (AIE) decidiu na semana passada libertar 400 milhões de barris de reservas estratégicas, a maior quantidade da história, para reduzir os preços do petróleo no mercado.
Os preços do petróleo mantêm, desde o início da ofensiva no Médio Oriente, um comportamento muito volátil: o Brent atingiu os 119 dólares na semana passada, um preço que contrasta com os 72 dólares por barril registados antes dos bombardeamentos sobre o Irão, que provocaram a quase paralisação do tráfego marítimo na rota petrolífera do Estreito de Ormuz.
O Estreito de Ormuz é um enclave estratégico por onde circulava cerca de um quinto do comércio marítimo mundial de petróleo, bem como um volume significativo de gás natural liquefeito e fertilizantes.
Os navios deixaram de transitar pelas suas águas devido às ameaças de bombardeamentos do país, que causaram danos a mais de uma dezena de embarcações até ao momento.
A duração do conflito e os elevados preços da energia poderão fazer subir os preços e provocar consequências nas economias mundiais, numa semana em que os mercados também estão atentos às decisões da Reserva Federal dos EUA (Fed) e do Banco Central Europeu, que anunciarão os seus próximos passos em matéria monetária, embora sem alterações previstas por enquanto.
Por sua vez, o Conselho da Organização Marítima Internacional (OMI) realizará hoje e na quinta-feira uma sessão "extraordinária" para abordar as repercussões que o bloqueio no Estreito de Ormuz e a instabilidade na região, devido aos ataques do Irão contra os países do Golfo em resposta à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel em território iraniano, têm para o transporte marítimo.
Número de mortos no Líbano sobe para 968
Os ataques aéreos israelitas no Líbano mataram 968 pessoas, incluindo 116 crianças, desde o início da guerra entre Israel e o Hezbollah, anunciou o Ministério da Saúde esta quarta-feira.
Serviços de informação dos EUA concluem que o Irão não reiniciou o seu programa de enriquecimento nuclear
Os serviços de informação norte-americanos concluíram esta quarta-feira que o Irão não tentou reiniciar as suas atividades de enriquecimento nuclear, destruídas nos ataques conjuntos dos EUA e Israel em junho de 2025, contradizendo os objetivos declarados de Donald Trump para a guerra em curso contra Teerão.
"As entradas das instalações subterrâneas que foram bombardeadas foram cobertas com terra e seladas com cimento", acrescentou.
Em junho, os Estados Unidos juntaram-se a Israel no bombardeamento de instalações militares iranianas e do seu programa nuclear, tendo Donald Trump afirmado na altura que o programa tinha sido "aniquilado".
Chega acusa Governo de "lucrar milhões" com a guerra
O presidente do Chega acusou o Estado de “lucrar milhões” com a guerra no Médio Oriente graças a esta subida dos preços dos combustíveis e perguntou ao primeiro-ministro se está disponível a avançar com o IVA Zero no cabaz alimentar e a suspender a taxa de carbono.
“Não faz sentido nenhum, num momento em que as pessoas pagam uma brutalidade de impostos sobre os combustíveis, estar a pagar uma taxa de carbono porque Bruxelas quer”, defendeu.
Luís Montenegro respondeu que André Ventura “espalha mentiras nas redes sociais”, já que chegou a escrever que “era escandaloso” que Portugal fosse o primeiro país da Europa com maior aumento dos preços dos combustíveis e agora, no debate, referiu que seria o 11.º.
Relativamente ao mecanismo extraordinário para o gasóleo profissional, o primeiro-ministro avançou que o Governo vai integrar “as associações humanitárias de bombeiros como podendo usufruir deste desconto adicional”.
Aeroporto israelita Ben Gurion atingido por destroços de míssil iraniano
O aeroporto Ben Gurion foi atingido por "destroços" de um míssil iraniano, anunciou o exército israelita.
Governo vai aumentar comparticipação para 25 euros na botija de gás solidária
O Executivo decidiu ainda introduzir “um mecanismo extraordinário para o gasóleo profissional para as empresas de passageiros e mercadorias que corresponderá a um desconto adicional sob forma de reembolso de dez cêntimos por litro”.
Trump flexibiliza leis e sanções para aumentar oferta petrolífera
A Casa Branca (presidência) informou que a decisão de Donald Trump visa mitigar "interrupções de curto prazo no mercado petrolífero", numa altura em que o conflito no Médio Oriente e o bloqueio do Estreito de Ormuz estão a pressionar os preços.
A suspensão temporária da chamada "Lei Jones" permitirá o transporte de combustível entre portos dos Estados Unidos em navios não norte-americanos, alterando uma regra em vigor desde a década de 1920 e frequentemente apontada como fator de encarecimento dos combustíveis.
Em paralelo, o Departamento do Tesouro norte-americano (equivalente ao Ministério das Finanças) autorizou, com limitações, a retoma de transações com a petrolífera estatal venezuelana PDVSA, permitindo a venda de petróleo a empresas norte-americanas e nos mercados globais.
Aliados da NATO discutem a "melhor forma" de reabrir o Estreito de Ormuz
"Todos concordamos, claro, que o estreito precisa de ser reaberto. E o que sei é que os aliados estão a trabalhar em conjunto e a discutir como proceder, a melhor forma de alcançar este objetivo", disse Mark Rutte, que estava no norte da Noruega para o exercício Cold Response.
Presidente do Irão confirma a morte do ministro dos Serviços de Informações
“O assassinato cobarde dos meus queridos colegas Esmail Khatib, Ali Larijani e Aziz Nasirzadeh, juntamente com alguns dos seus familiares e pessoal, deixou-nos de coração partido”, disse Pezeshkian numa publicação no X, mencionando o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão e o ministro da Defesa, que foram mortos em ataques israelitas anteriores.
Centrais elétricas iraquianas ficaram sem gás iraniano
"O fornecimento de gás iraniano foi completamente interrompido há uma hora", disse o porta-voz do ministério, Ahmad Moussa, citado pela agência de notícias estatal INA.
UNICEF investiga acusações de contrabando em ajuda humanitária à Palestina
A UNICEF “foi informada pelas autoridades israelitas de que foram encontradas embalagens de tabaco e nicotina num carregamento de ‘kits’ de higiene que estava a ser transportado para Gaza por uma transportadora comercial”, avançou a agência da ONU dedicada à defesa e promoção dos direitos das crianças, em comunicado.
A organização “iniciou imediatamente uma investigação interna completa sobre o assunto”, garantiu.
“Apesar das medidas preventivas que implementámos, as tentativas de contrabando destes artigos em carregamentos de organizações humanitárias acontecem ocasionalmente”, admitiu a agência, afirmando que mantém uma “política de tolerância zero” em relação ao contrabando.
As autoridades israelitas anunciaram na terça-feira que frustraram uma tentativa de contrabando de tabaco e nicotina na passagem de Kerem Shalom, entre Israel e a Faixa de Gaza, onde a ajuda humanitária proveniente do Egito é inspecionada e transportada para território palestiniano.
O COGAT, órgão do Ministério da Defesa responsável pelos assuntos civis nos territórios palestinianos ocupados, anunciou então a suspensão dos envios de ajuda humanitária do Egito coordenados pela UNICEF.
Esta suspensão manter-se-á em vigor “até que a agência forneça as conclusões de uma investigação completa, bem como uma resposta oficial sobre o assunto”, acrescentou o COGAT.
Kerem Shalom é atualmente o único ponto de passagem da ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, onde a situação humanitária “continua desesperante”, segundo a ONU, mais de cinco meses depois de o cessar-fogo entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas ter entrado em vigor, a 10 de outubro de 2025.
Irão anuncia detenções e afirma que EUA e Israel sofreram "derrotas"
O Ministério dos Serviços de Informações afirmou em comunicado que 111 “células pró-monarquia” em 26 das 31 províncias do Irão foram impedidas, entre a noite de domingo e a madrugada de quarta-feira, de realizar atos de oposição ao regime teocrático do país, que derrubou a monarquia apoiada pelos EUA na Revolução Islâmica de 1979.
O Ministério alegou que foram também encontradas várias armas com os indivíduos detidos e reiterou o seu apelo para que a população denuncie qualquer atividade suspeita.
Enquanto o Irão impõe um bloqueio total da internet a mais de 92 milhões de pessoas pela terceira semana consecutiva, o Ministério informou que 21 pessoas foram detidas especificamente por enviarem vídeos para veículos de comunicação social “terroristas” fora do país. Acrescentou ainda que dois carregamentos contendo 350 terminais de internet por satélite Starlink foram confiscados durante a sua entrada clandestina no Irão.
O Ministério informou ainda que a agência de notícias estatal Fars afirmou que alguns dos dezenas de detidos na cidade de Karaj, perto de Teerão, "queimaram imagens e insultaram o líder supremo mártir", o ayatollah Ali Khamenei, que foi morto no início da guerra, a 28 de fevereiro.
Irão ameaça atacar instalações energéticas no Golfo Pérsico
"Planeamos atacar as infraestruturas de combustíveis, energia e gás" dos países de onde os ataques foram lançados, afirmou o Centro de Comando Conjunto, Khatam Al-Anbiya, em comunicado. Teerão acusa os países do Golfo de permitirem que as forças norte-americanas utilizem o seu território para o atacar.
A televisão estatal iraniana publicou uma lista de potenciais alvos, incluindo instalações de petróleo e gás na Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, afirmando que "se tornaram alvos diretos e legítimos e serão alvejadas nas próximas horas".
Explosões sentidas em Telavive após alerta de míssil no centro de Israel
Os serviços de emergência não reportaram feridos. Imagens da AFP feitas em Ramat Gan, perto de Telavive, logo após as explosões, mostraram um grande contingente de equipas de emergência numa zona residencial.
O exército tinha anunciado pouco antes que "identificou mísseis disparados do Irão em direção ao território do Estado de Israel", acrescentando que as defesas aéreas tinham sido acionadas para os intercetar.
Ataques do Irão a Israel em retaliação pela morte de Larijani
Os ataques iranianos em Ramat Gan, local onde houve mortes israelitas esta madrugada, foram em retaliação pela morte do líder do Irão, Ali Larijani.
As forças iranianas utilizaram mísseis de fragmentação, que explodem e libertam fragmentos que atingem tudo o que estiver em redor.
Bombardeamento paquistanês faz centenas de mortos no Afeganistão
Pelo menos 400 pessoas morreram e 250 ficaram feridas num ataque aéreo do Paquistão ao Afeganistão.
Catar condena ataque a instalações de gás natural
“O ataque de infraestruturas energéticas representa uma ameaça à segurança energética global, bem como aos povos da região e ao seu ambiente”, alertou.
“Reiteramos, como já sublinhámos várias vezes, a necessidade de evitar ataques a instalações vitais. Apelamos a todas as partes para que exerçam moderação, respeitem o direito internacional e trabalhem para a desescalada de forma a preservar a segurança e a estabilidade da região”, concluiu al-Ansari.
AIEA desconhece o estado da nova instalação de enriquecimento iraniana em Isfahan
"É subterrânea, mas ainda não a visitámos", disse Grossi, que está em Washington para uma conferência e para conversar com responsáveis da administração Trump.
O Irão informou a agência de vigilância nuclear da ONU sobre a nova instalação em junho, e Grossi disse que os seus inspetores estiveram em Isfahan no final desse mês para a ver, mas tiveram de cancelar a visita quando o complexo nuclear foi atingido no início da guerra de 12 dias com Israel.
Grossi acrescentou que, como os inspetores tiveram de cancelar a visita, a agência não sabe "se é simplesmente um barracão vazio" ou se alberga bases de betão à espera da instalação de centrifugadoras — as máquinas que enriquecem urânio para centrais nucleares e armas nucleares — ou mesmo se já foram instaladas algumas centrifugadoras.
"Há muitas perguntas que só poderemos esclarecer quando pudermos regressar", realçou.
Rússia condena ataque perto da central nuclear iraniana de Bushehr
O Ministério apelou ainda aos Estados Unidos e a Israel para que cessem os ataques às instalações nucleares da República Islâmica.
A Rússia construiu a central de Bushehr e auxilia o Irão na sua operação.
Cidadão sueco executado no Irão
"Esta convocatória decorreu hoje. O Ministério dos Negócios Estrangeiros condena veementemente a aplicação da pena de morte, bem como o julgamento injusto que a originou. A pena de morte é uma punição desumana, cruel e irreversível. A Suécia, tal como a restante União Europeia, condena a sua aplicação em todas as circunstâncias", afirmou o ministério em comunicado.
Trump quer "acabar com o que resta" do Irão
Teerão fechou o Estreito de Ormuz a 1 de março, obrigando Trump a instar os aliados dos EUA, bem como a China, a ajudar a reabrir a via navegável estratégica.
Donald Trump publicou uma breve declaração na aplicação Truth Social, aparentemente refletindo sobre o que aconteceria ao Estreito de Ormuz se os EUA “acabassem com” o que restava do Irão. Sugeriu que isso faria com que os “aliados inconscientes”, presumivelmente da NATO, “se mexessem e depressa”.
Teerão confirma ataque a instalação de gás iraniana no Golfo
"Há alguns instantes, partes das instalações de gás" da estratégica refinaria de South Pars, localizada na cidade portuária de Kangan, "foram atingidas por projéteis do inimigo israelo-americano", informou a emissora, citando o vice-governador da província de Bushehr, no sul do país.
Rússia alerta que crise no Médio Oriente ameaça segurança energética global
Arábia Saudita vai receber ministros árabes e islâmicos para discutir guerra no Médio Oriente
Uma fonte diplomática turca afirmou separadamente que representantes do Azerbaijão, Bahrein, Egito, Jordânia, Kuwait, Paquistão, Catar, Síria, Turquia e Emirados Árabes Unidos participarão na reunião.
Há poucos sinais de desescalada quase três semanas após o início da guerra entre os Estados Unidos e Israel com o Irão, que envolveu a região e provocou uma interrupção sem precedentes no fornecimento global de energia.
O ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Hakan Fidan, que pretende visitar outros países após Riade, irá enfatizar a necessidade de um fim negociado e pacífico para o conflito.
A Turquia, membro da NATO e vizinha do Irão, procurou mediar o conflito entre o Irão e os Estados Unidos antes do início da guerra.
O país condenou os ataques dos EUA e de Israel contra o Irão como uma violação do direito internacional e também criticou os ataques iranianos contra os países do Golfo como inaceitáveis.
Instalações da indústria petrolífera atacadas no sul do Irão
A Tasnim disse que as instalações petroquímicas em South Pars foram alvos dos ataques.
Emirados Árabes Unidos foram alvo de 13 mísseis e 27 drones
Acrescentou ainda que, desde o início dos ataques, o país já enfrentou 327 mísseis balísticos, 15 mísseis de cruzeiro e 1.699 drones.
Seleção feminina de futebol do Irão atravessou a fronteira turco-iraniana
Entre elas estavam quatro jogadoras — incluindo a capitã da equipa, Zahra Ghanbari — e uma membro da equipa técnica que tinham retirado os seus pedidos de asilo e decidido regressar ao Irão.
Israel anuncia ataques a travessias no rio Litani
Num comunicado divulgado na X, o porta-voz das FDI, Avichai Adraee, afirmou que a medida se deve às "atividades do Hezbollah e à transferência de elementos terroristas para o sul do Líbano sob a proteção da população civil".
Disse ainda que os militares atacarão as travessias "para impedir a transferência de reforços e armas" e ordenou aos residentes que "continuem a deslocar-se para a zona a norte do rio Zahrani e evitem qualquer movimento para sul que possa colocar as suas vidas em risco".
Anteriormente, as FDI renovaram a ordem de evacuação para os residentes a sul do rio Zahrani, a cerca de 40 quilómetros da fronteira.
Europa e G7 devem "guardar munições" de petróleo
Roland Lescure foi entrevistado pelo canal americano CNBC Europe sobre a possibilidade de uma perturbação de longa duração no transporte de hidrocarbonetos importados do Médio Oriente.
"O que temos de garantir é que nos preparamos para estes cenários. Estamos a acompanhá-los, a monitorizá-los e a assegurar que reagimos de forma adequada, nem demasiado depressa, nem com demasiada força, pois, como sabem, temos de guardar munições para fazer face a outros potenciais choques", respondeu.
Quanto à possibilidade de uma guerra que fosse "intensa, mas efémera", "esse cenário provavelmente já se esfumou", referiu o ministro.
Questionado sobre a possibilidade de uma nova utilização das reservas estratégicas, tal como decidido pelo G7 em 11 de março, Lescure respondeu que ainda não chegaram a esse ponto.
"Sabemos que a única forma de libertar o mercado do petróleo é garantir que o estreito de Ormuz deixe passar petróleo. Não se pode substituir os fluxos por reservas. Trata-se de uma medida pontual", sublinhou o ministro.
Roland Lescure garantiu ainda que não há falta de petróleo na Europa, nem na América do Norte, "mas a pressão que isto impôs levou o petróleo a rondar os 100 dólares (cerca de 86,70 euros por barril", constatou.
Ataque israelita a Beirute mata responsável de canal televisivo ligado ao Hezbollah
O prédio onde Mohammed Cherri vivia com a família no bairro de Zokak al-Blatt foi atingido, informou a TV al-Manar em comunicado.
"Foi morto juntamente com a sua mulher, e os seus filhos e netos ficaram feridos", acrescentou o comunicado.
Mohammed Cherri, membro do conselho administrativo da al-Manar, apresentava programas políticos no canal afiliado do Hezbollah.
Quem é Esmail Khatib?
Estudou jurisprudência islâmica com diversos clérigos de alto nível, incluindo o falecido Líder Supremo do Irão, o Ayatollah Ali Khamenei.
Ocupou cargos importantes no Ministério dos Serviços de Informações e no Gabinete do Líder Supremo.
Em 2022, foi alvo de sanções por parte do Departamento do Tesouro dos EUA pelo seu papel como chefe do Ministério da Inteligência do Irão, por "envolvimento em atividades cibernéticas contra os Estados Unidos e os seus aliados".
Há relatos de que Khatib se juntou à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em 1980, logo após a Revolução Islâmica de 1979.
Israel avança que "eliminou" ministro iraniano dos Serviços de Informação
"O ministro iraniano dos Serviços de Informações, Khatib, também foi eliminado ontem à noite", declarou o ministro.
Teerão ainda não confirmou a morte de mais um responsável iraniano.
Central nuclear iraniana atingida por projétil sem danos graves
A agência da ONU, com sede em Viena, na Áustria, "foi informada pelo Irão de que um projétil atingiu as instalações da central nuclear de Bushehr na noite de terça-feira. Não foram registados danos na central nem feridos entre os funcionários".
O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, reiterou o apelo “para a máxima contenção durante o conflito para evitar o risco de um acidente nuclear”.
A central de Bushehr não tinha sido, até agora, alvo de ataques, ao contrário das centrais de enriquecimento de urânio de Natanz e Isfahan, onde a AIEA não detetou qualquer fuga radioativa.
A central de Bushehr, a única central nuclear em funcionamento no Irão, tem uma capacidade de geração de 1.000 megawatts, o que representa apenas uma fração das necessidades de eletricidade do país.
Inteligência iraniana detém espiões dos EUA e desmantela células pró-monarquia
O Ministério anunciou que 111 indivíduos foram identificados e detidos em 26 províncias durante a noite, acrescentando que um número "significativo" de armas foi apreendido.
"Além disso, quatro espiões do regime norte-americano e dos seus serviços paramilitares foram identificados e detidos nas províncias de Hamedan e do Azerbaijão Ocidental", acrescentou.
"Estes espiões traidores estavam a reportar ao inimigo a localização de quartéis-generais, equipamento e o posicionamento das forças de segurança".
Novo sistema de defesa aérea Patriot foi implementado pela NATO no sul da Turquia.
A Turquia, que possui o segundo maior exército da NATO e faz fronteira com o Irão, afirmou na semana passada que a aliança tinha implantado um sistema Patriot na sua província de Malatya, no sudeste do país, perto de uma base de radar da NATO, no âmbito das medidas para reforçar as defesas aéreas contra ameaças de mísseis decorrentes da guerra com o Irão.
Adana alberga a Base Aérea de Incirlik, onde estão destacados militares dos Estados Unidos, Catar, Espanha e Polónia, bem como tropas turcas.
"Para além das medidas nacionais tomadas para garantir a segurança do nosso espaço aéreo e dos nossos cidadãos, um outro sistema Patriot, encomendado pelo Comando Aéreo Aliado em Ramstein, na Alemanha, está a ser implementado em Adana, somando-se ao sistema Patriot espanhol já existente na cidade", afirmou o ministério numa conferência de imprensa semanal.
A Turquia, líder emergente na indústria global de defesa, não possui um sistema de defesa aérea próprio e completo, apesar dos esforços de desenvolvimento, e tem dependido das defesas aéreas da NATO, posicionadas no leste do Mar Mediterrâneo, para intercetar três mísseis que, segundo o país, foram disparados do Irão desde o início da guerra.
Ataques israelitas no coração de Beirute
Três bairros densamente povoados da capital foram alvejados, de acordo com as equipas da AFP. No distrito de Bachoura, alvo dos ataques após um alerta israelita, um edifício atingido não passa agora de um monte de escombros, e a rua está repleta de destroços.
O exército israelita também realizou ataques sem aviso prévio em dois bairros operários vizinhos.
Um desses ataques teve como alvo, novamente no distrito de Zokak al-Blatt, um edifício que alberga uma filial da empresa financeira Al-Qard Al-Hassan, ligada ao grupo pró-Irão Hezbollah, que já tinha sido alvo de um ataque na semana anterior.
MNE iraniano quer novas regras em Ormuz e diz para o mundo se preparar para as consequências da guerra
Abbas Araghchi, ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros responsabiliza os Estados Unidos pela guerra e garante que o regime iraniano está firme e foi desenhado para resistir.
Homem condenado por espionagem executado no Irão
"A sentença de morte de um espião que trabalhava para o regime sionista, que forneceu imagens e informações sobre locais sensíveis do país a agentes da Mossad, foi executada esta manhã", noticiou o Mizan Online, um site ligado ao poder judicial iraniano.
Segundo o Mizan, o homem, Kourosh Keyvani, foi detido durante a guerra de 12 dias entre o Irão e Israel, em junho, período em que os Estados Unidos atacaram instalações nucleares iranianas.
Esta é a primeira execução anunciada pelo Irão desde o início da guerra contra Israel e os Estados Unidos, a 28 de fevereiro.
Novo ataque israelita sem aviso prévio atinge o centro de Beirute
Uma explosão foi ouvida em toda a capital, e a transmissão em direto da AFP TV mostrou colunas de fumo a subir da área, enquanto a guerra entre o Hezbollah e Israel continua.
Este é o segundo ataque contra este bairro operário desde a madrugada de quarta-feira, sem aviso prévio.
Arábia Saudita afirma ter intercetado dois drones que tinham como alvo o bairro diplomático de Riade
Dois drones foram abatidos quando tentavam "aproximar-se do distrito das embaixadas" em Riade, afirmou o Ministério da Defesa na agência X.
As autoridades tinham anteriormente relatado a interceção de vários drones na Província Oriental, bem como de um míssil balístico perto da Base Aérea de Príncipe Sultan, a sudeste de Riade.
Ataque aéreo israelita atinge carro em Sidon
O ataque ocorreu perto de um centro da Defesa Civil e junto ao passeio marítimo, onde pessoas deslocadas dormiam nos seus carros, segundo um correspondente da AFP no local.
Quatro explosões ouvidas em Erbil, na Região Autónoma do Curdistão
Não ficou imediatamente claro qual era o alvo deste último ataque.
Enquanto as defesas aéreas intercetavam os projéteis sobre Erbil, os jornalistas da AFP viram uma coluna de fumo a subir dos arredores da cidade, onde se encontra um consulado norte-americano e tropas da coligação internacional anti-jihadista liderada pelos EUA, estacionadas no aeroporto.
Os grupos iraquianos pró-Irão reivindicam diariamente a responsabilidade por ataques contra militares norte-americanos ou instalações petrolíferas, enquanto essas mesmas fações armadas são alvos de ataques atribuídos a Washington ou a Israel.
Ataques iranianos atingem base aérea australiana nos Emirados Árabes Unidos
Um projétil iraniano atingiu uma estrada nos arredores da base de Al Minhad, que alberga mais de 100 militares australianos.
Albanese confirmou que nenhum militar australiano ficou ferido.
Não ficou claro se o projétil era um míssil ou um ataque de drone, mas Albanese disse que iniciou um incêndio que causou "danos menores" a um bloco de alojamentos e a uma instalação médica.
Albanese não conseguiu confirmar se o Irão tinha como alvo direto a base de Al Minhad, embora tenha reiterado que a Austrália não está em guerra.
"O regime iraniano está a realizar ataques aleatórios em toda a região. Sabemos disso", disse.
Esta é a segunda vez que a base é alvo de ataques nas últimas semanas, tendo sido atingida por um drone iraniano nos primeiros dias do conflito.
Israel afirma que disparos de tanques atingiram base da ONU no Líbano
Em comunicado à Reuters, os militares israelitas reconheceram que as suas tropas estiveram por trás do incidente, mas afirmaram que responderam a disparos de mísseis antitanque do Hezbollah, que feriram moderadamente dois dos seus soldados.
"Uma investigação abrangente concluída nos últimos dias determinou que o fogo que atingiu o pessoal da UNIFIL foi realizado por engano pelas tropas das Forças de Defesa de Israel (IDF), que identificaram erradamente as tropas da UNIFIL como a origem do fogo antitanque momentos antes", referiu o comunicado.
"As FDI lamentam o incidente e transmitiram as suas desculpas, através dos canais apropriados, ao Gana e às Nações Unidas. As conclusões das investigações foram divulgadas internamente nas FDI para evitar a recorrência de incidentes semelhantes".
Impactos da guerra voltam a São Bento. Montenegro enfrenta debate quinzenal
A guerra no Médio Oriente e a consequente crise energética são temas que estarão no centro do debate quinzenal. Espera-se que as alterações à lei laboral também sejam abordadas pela oposição na Assembleia da República.
No último debate, há duas semanas, poucos dias após o início do conflito, o primeiro-ministro anunciou que o Governo estava a preparae um mecaninsmo de desconto nos combustívies quando o aumento ultrapasse os dez cêntimos. Desconto que os líderes do PS e do Chega consideraram insuficiente. Já PCP e BE edem a regulação e fixação dos preços dos combustíveis e dos bens essenciais para proteger os consumidores.
Na altura, Luís Monenegro revelou que "antes do ataque inicial dos EUA ao Irão não houve nenhuma informação adicional a Portugal", quando questionado sobre a utilização da Base das Lajes.
A IL marcou para quinta-feira um debate de urgência no Parlamento sobre os efeitos da guerra no Irão e da "sobrecarga fiscal no dia-a-dia dos portugueses" e o PCP agendou para dia 25 um debate com o Governo sobre "política geral", centrado na "escalada de preços".
Esta tarde, o primeiro-ministro vai manter-se no hemiciclo depois da Assembleia da República para o debate preparatório do Conselho Europeu. Esta semana os líderes europeus devem aprovar medidas temporárias para fazer face ao aumento dos custos da energia. Inês Ameixa - Antena 1
As negociações com os parceiros sociais sobre a proposta do Governo de revisão da lei laboral e o novo adiamento das eleições dos órgãos externos da Assembleia da República serão outros dos temas que marcaram a agenda política nos últimos dias e que poderão passar pela discussão parlamentar de hoje.
Preço de petróleo Brent cai mais de 2% após acordo entre Curdistão e Iraque
O preço do petróleo Brent para entrega em maio caiu hoje mais de 2%, embora se tenha mantido em torno dos 100 dólares por barril, após o acordo entre o Curdistão e o Iraque para retomar fluxo de petróleo.
Às 07:30 de hoje (06:30 hora de Lisboa), o petróleo Brent estava a cair 2,41%, cotando nos 100,93 dólares por barril, segundo dados da Bloomberg.
Da mesma forma, o crude West Texas Intermediate (WTI) estava a cair 3,73% àquela hora, cotado a 92,62 dólares.
No dia anterior, os preços do crude voltaram a subir devido ao contínuo bloqueio do tráfego no Estreito de Ormuz e à recusa de vários aliados da NATO em intervir na passagem, apesar de um pedido do presidente dos EUA, Donald Trump.
O Iraque anunciou nas últimas horas que vai retomar parte das suas exportações de petróleo, totalizando 250 mil barris por dia, transportados por oleoduto até um porto turco, após um acordo com as autoridades do Curdistão iraquiano.
Com a guerra no Médio Oriente desencadeada a 28 de fevereiro pela ofensiva israelo-americana contra o Irão, o Iraque tinha interrompido por completo as suas exportações e as autoridades procuravam alternativas ao Estreito de Ormuz.
O Ministério dos Recursos Naturais do Curdistão confirmou em comunicado que as operações começaram às 06:30 locais (03:30 hora de Lisboa) para a exportação de petróleo "através do oleoduto do Curdistão até ao porto turco de Ceyhan".
Os ataques do Irão contra petroleiros e outras infraestruturas petrolíferas, em retaliação pelo ataque israelo-americano lançado a 28 de fevereiro, praticamente paralisaram a navegação pelo estreito, impedindo países produtores como o Iraque de escoarem a sua produção.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.
Exército iraniano ameaça Israel com retaliação "decisiva"
- As Forças Armadas do Irão prometem vingar a morte de Ali Larijani, responsável pela segurança nacional no seio do regime cuja eliminação foi reivindicada por Israel. Sobre Telavive paira a ameaça de uma retaliação "decisiva";
- Israel avisa que vai perseguir, localizar e neutralizar o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei. O primeiro-ministro israelita avisa mesmo que Telavive está a observar "terroristas" a partir do ar. Benjamin Netanyahu acrescenta que esta vigilância permitiu que a Força Aérea israelita matasse, em 24 horas, dois líderes de um "regime tirânico";
- Além de Ali Larijani, o regime dos ayatollahs confirmou também a morte de Gholamreza Soleimain, comandante da milícia Basij, durante um bombardeamento das Forças de Defesa de Israel;
- Uma vaga de mísseis iranianos causou as mortes de pelo menos duas pessoas em Ramat Gan, perto de Telavive. Os estilhaços desta barragem de projéteis condicionaram também a circulação ferroviária. Os mísseis atingiram vários alvos no centro de Israel;
- O exército israelita instou os residentes de um bairro central de Beirute a abandonarem as suas casas, às primeiras horas da manhã desta quarta-feira, alertando para um ataque iminente contra presumíveis alvos do Hezbollah xiita libanês;
- As contínuas campanhas de bombardeamentos de Israel sobre o Líbano mataram pelo menos 912 pessoas, incluindo 111 crianças, e feriram outras 2.221, de acordo com o Ministério libanês da Saúde. O número de deslocados excede um milhão;
- O Pentágono alega ter visado alvos ao longo da linha costeira próxima do Estreito de Ormuz devido à ameaça contínua de mísseis anti-navio do Irão. Segundo o Comando Central norte-americano, foram empregues "múltiplas munições penetrantes";
- O presidente dos Estados Unidos voltou a desferir críticas aos aliados da NATO, após uma sequência de recusas de participação em operações militares no Estreito de Ormuz. Esta posição constitui, nas palavras de Donald Trump, um "erro tolo". O inquilino republicano da Casa Branca quis ainda deixar claro que a máquina de guerra do seu país "não precisa" da ajuda da Aliança Atlântica;
- O Irão continua a exportar milhões de barris de petróleo. Cerca de 90 navios, entre os quais petroleiros, cruzaram o Estreito de Ormuz desde o início da ofensiva israelo-americana, revelam dados de plataformas de navegação coligidos pelas agências internacionais;
- Um projétil atingiu, na noite de terça-feira, as imediações da central nuclear iraniana de Bushehr, sem notícia de danos no complexo ou feridos entre os funcionários. Este ataque foi reportado pelo Irão à Agência Internacional de Energia Atómica;
- O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, avisa que as repercussões globais da guerra "vão atingir todos, independentemente de riqueza, fé ou raça". Palavras deixadas na rede social X e acompanhadas de uma cópia da carta de demissão do diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos. Joe Kent bateu com a porta na terça-feira, alegando que, "em boa consciência", não poderia apoiar a ofensiva contra o Irão, país que, escreveu, "não colocava qualquer ameaça iminante".
Ali Larijani. Teerão confirma morte de chefe da segurança nacional
O Irão já confirmou a morte do chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional. Ali Larijani morreu num ataque aéreo.
Coordenava agora a segurança interna, a defesa e os serviços de informações do Irão, pelo que era considerado uma espécie de número dois do regime.
Ali Larijani torna-se, assim, o segundo responsável iraniano de mais alto nível assassinado desde a morte do antigo líder supremo do Irão, o Aiatola Ali Khamenei, que perdeu a vida nos ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos, no passado dia 28 de fevereiro.
Israel está procurar responsáveis iranianos a partir do ar
Israel avisa que vai perseguir, localizar e neutralizar o novo líder Supremo do Irão, Mojtaba Khamenei.
Foto: Hasnoor Hussain - Reuters
Teerão e Moscovo afirmam que central nuclear de Bushehr foi atingida por projétil
Teerão e Moscovo afirmam que um projétil atingiu as instalações da central nuclear de Bushehr, no Irão, levantando o espetro de um incidente radioativo, quando se intensifica a guerra de Israel e Estados Unidos contra a República Islâmica.
Nem o Irão nem a Rússia afirmam que tenha havido qualquer libertação de material nuclear no incidente, ocorrido na terça-feira, mas este sublinha mais uma vez uma preocupação de longa data dos vizinhos do Irão - que a central, situada nas margens do Golfo Pérsico, possa ser atingida por um ataque ou por um terramoto.
A agência de notícias estatal russa Tass citou na terça-feira à noite o CEO da Rosatom, Alexey Likhachev, que afirmou que "um ataque atingiu a área adjacente ao edifício do serviço de metrologia localizado no local da Central Nuclear de Bushehr, nas imediações da unidade de energia em funcionamento". Técnicos russos da Rosatom operam a central, utilizando urânio pouco enriquecido de fabrico russo.
"Não houve vítimas entre o pessoal da Corporação Estatal Rosatom", disse Likhachev. "A situação de radiação no local é normal", acrescentou o gestor.
A Organização de Energia Atómica do Irão emitiu posteriormente um comunicado afirmando que "não ocorreram danos financeiros, técnicos ou humanos e nenhuma parte da central foi danificada".
A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) emitiu hoje uma declaração segundo a qual revela ter sido "informada pelo Irão de que um projétil atingiu as instalações da central nuclear de Bushehr na terça-feira à noite".
"Não foram comunicados danos na central nem feridos entre o pessoal", acrescenta o texto.
Nenhum especialista independente observou os danos, nem o Irão ou a Rússia publicaram imagens dos estragos.
Não é ainda claro qual foi o "projétil" que atingiu o complexo. O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos, responsável pelas forças que têm estado a atacar o sul do Irão, não respondeu imediatamente a um pedido de comentários.
Estilhaços de mísseis intercetados e outros disparos de defesa aérea também causaram danos na região desde o início da guerra. Bushehr, a cerca de 750 quilómetros (465 milhas) a sul da capital do Irão, Teerão, alberga uma base da marinha iraniana e um aeroporto de dupla utilização, civil e militar, com sistemas de defesa aérea.
O reator atualmente em funcionamento em Bushehr utiliza urânio proveniente da Rússia enriquecido a 4,5%, um nível baixo necessário para a produção de energia em tais centrais.
Bushehr, enquanto central nuclear civil em funcionamento, não foi afetada durante a guerra de 12 dias em junho entre Israel e o Irão. Durante essa guerra, os EUA bombardearam três instalações iranianas de enriquecimento nuclear. Desde então, o Irão tem impedido os inspetores da AIEA de visitar esse tipo de instalações.
Um eventual ataque a uma central nuclear que provoque fugas de radiação constituiria uma crise existencial para os Estados árabes do Golfo Pérsico, que dependem das estações de dessalinização no golfo para o seu abastecimento de água.
Forças israelitas estão a avançar no sul do Líbano
As forças israelitas estão a avançar no sul do Líbano. Israel tem dado indicações às populações da região para evacuarem as localidades.
Embaixada dos EUA em Bagdade atacada por milícias pró-iranianas
Milícias pró-iranianas atacaram as embaixada dos Estados Unidos em Bagdade com drones.
O porta-voz das forças armadas do Irão declarou que o resultado de uma guerra não pode ser determinado por publicações nas redes sociais e disse que "o inimigo está à beira do precipício".
China não ajudará EUA em Ormuz e vê com agrado adiamento da visita de Trump
Pequim não vai ajudar Washington a reabrir o Estreito de Ormuz, e verá com agrado o adiamento da visita à China do Presidente norte-americano, Donald Trump, quando os EUA arriscam ficar enredados no Médio Oriente, dizem analistas.
A guerra contra o Irão, já na terceira semana, enfrenta pressão crescente: o petróleo deixou de circular no estreito e aliados dos Estados Unidos recusam juntar-se aos esforços para garantir a sua segurança. Isto levanta receios de que a China, principal rival geopolítico dos EUA, possa beneficiar de um conflito que alguns consideram mal calculado.
"O pedido de Trump para adiar a cimeira com Xi Jinping mostra que subestimou as consequências da Operação Fúria Épica", disse Ali Wyne, analista do International Crisis Group, citado pela Associated Press. "Os EUA não conseguem reabrir sozinhos o estreito e precisam agora do principal rival para gerir uma crise que criaram", apontou.
O ministério dos Negócios Estrangeiros chinês evitou responder diretamente e limitou-se a apelar ao fim imediato das operações militares, à contenção da escalada e à proteção da economia global.
Pequim, que nunca confirmou a visita em 31 de março, mostrou-se disponível para reagendar, sublinhando que as partes "mantêm comunicação" e que o adiamento não está ligado ao pedido sobre Ormuz.
Trump afirmou que os chineses "não se importaram" com o adiamento da sua primeira visita oficial ao país no seu segundo mandato e disse manter "uma relação de trabalho muito boa com a China".
No domingo, a China enviou 200 mil dólares (173 mil euros) em ajuda humanitária ao Irão, destinados a famílias de vítimas de um bombardeamento numa escola em Minab.
O adiamento da visita é bem recebido por ambos os lados, disse Brett Fetterly, do The Asia Group, notando que Washington enfrenta constrangimentos políticos e Pequim ganha tempo para perceber melhor as intenções de Trump.
Negociações comerciais bilaterais recentes em Paris produziram poucos resultados, com os dois países a manterem divergências no comércio, tecnologia e segurança económica. A comunidade empresarial norte-americana teme que não haja contexto e preparação adequados para acordos concretos.
A transferência de meios militares do Indo-Pacífico para o Médio Oriente levanta ainda receios no sudeste asiático de um desvio estratégico dos Estados Unidos.
"Quanto mais durar a guerra, maior a preocupação dos aliados asiáticos com a distração e limitações de recursos dos EUA", disse Zack Cooper, do American Enterprise Institute, citado pela AP.
O adiamento pode também atrasar vendas de armas a Taiwan. "A China beneficia enquanto os EUA se enredam no Médio Oriente", afirmou Cooper, acrescentando que Pequim pode simplesmente "deixar os EUA prejudicarem-se a si próprios".
Trump admite repensar presença dos EUA na NATO
Donald Trump anunciou que vai repensar a presença dos Estados Unidos na NATO.
Mas dentro da própria Administração Trump há discordâncias com o conflito, tendo-se demitido o diretor do centro de contra-terrorismo.
A correspondente da RTP em Washington, Cândida Pinto, está a acompanhar a evolução da situação americana.
Ucrânia quer ajudar aliados a intercetar drones do Irão
A Ucrânia enviou 201 especialistas em drones para o Médio Oriente, para apoiar os aliados na região a intercetar drones iranianos.
Foto: Reuters
Feriado às quartas-feiras e descidas de impostos. Como estão os países a responder à crise energética?
O Sri Lanka decretou feriado todas as quartas-feiras para as instituições públicas para economizar combustível, numa altura em que o país enfrenta escassez devido à guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão.
Na Ásia, o Sri Lanka decretou feriado todas as quartas-feiras para as instituições públicas para economizar combustível.
"Devemos preparar-nos para o pior, mas esperar pelo melhor", disse o presidente do Sri Lanka, Anura Kumara Dissanayake, numa reunião de emergência com altos funcionários. A medida faz parte de um pacote de políticas de austeridade que vão manter-se em vigor por tempo indeterminado e que visam conservar as reservas de combustível do país, enquanto se prepara para uma guerra prolongada no Médio Oriente.
O Governo do Sri Lanka anunciou também a redução da semana de trabalho para quatro dias, uma medida que será também igualmente aplicada às escolas e universidades.
Os condutores foram também obrigados a cadastrarem-se para obter um Passe Nacional de Combustível, que limita a quantidade de combustível que as pessoas podem comprar.
A medida foi contestada por alguns cidadãos do Sri Lanka, que consideram as quotas de combustível — 15 litros para carros particulares e cinco litros para motociclos — muito baixas.Mais países asiáticos implementam medidas
Para além do Sri Lanka, vários países asiáticos também adotaram uma série de medidas de austeridade desde que a guerra com o Irão bloqueou o Estreito de Ormuz, uma importante via navegável para o trânsito de petróleo que foi bloqueada pelo Irão em retaliação pelos ataques norte-americanos e israelitas, iniciados em 28 de fevereiro. Quase 90% de todo o petróleo e gás que passou pelo estreito no ano passado tinha como destino a Ásia, que é a maior região importadora de petróleo do mundo.
Para além da implementação do teletrabalho em vários países da Ásia, na Tailândia, o Governo está a incentivar as pessoas a trocarem os fatos por camisas de manga curta para reduzir o consumo de ar condicionado e em Myanmar, os veículos particulares só podem circular em dias alternados, consoante o número da matrícula.
Bangladesh antecipou as férias do Ramadão nas universidades e implementou apagões programados em todo o país para conservar energia.
E no resto do mundo?
Fora da Ásia, vários Governos estão também a tentar proteger os consumidores do aumento vertiginoso dos custos energéticos e minimizar o impacto do aumento dos preços.
A China proibiu as exportações de combustíveis refinados para antecipar uma possível escassez de combustível no mercado interno e está também a libertar fertilizantes das suas reservas comerciais antes da cultivação da primavera.
A Índia proibiu os consumidores com gás natural canalizado de manter, obter ou reabastecer os cilindros domésticos de gás de petróleo liquefeito (GPL), ordenou às refinarias que maximizassem a produção de GPL e reduziu as vendas à indústria.
A Coreia do Sul está a flexibilizar os limites da capacidade de produção de energia a carvão e a elevar a utilização de centrais nucleares para até 80%. O país está também a considerar distribuir vales energéticos adicionais para apoiar as famílias mais vulneráveis.
A Austrália está a libertar gasolina e gasóleo das suas reservas nacionais para aliviar a escassez e o Japão pediu à Austrália, o seu maior fornecedor de gás natural liquefeito (GNL), que aumente a produção.