Mundo
Presidente iraniano exige desculpas e retirada de tropas dos EUA
O presidente do Irão exigiu a retirada das tropas norte-americanas dos teatros de guerra e um pedido de desculpas pelos crimes cometidos contra o Irão nos últimos 60 anos. Foi a resposta de Mahmoud Ahmadinejad à anunciada disponibilidade dos EUA para mudarem a sua política com o Irão.
“Saudamos a mudança (de política) mas com a condição que a mudança seja efectiva e na direcção certa”, disse Ahmadinejad num comício, transmitido em directo para todo o país.
O líder iraniano considera que a palavra “mudança” pode ser entendida de duas formas: transformação efectiva e alteração de táctica. “Se o significado de mudança for o segundo, será revelado em breve”, acrescentou.
Obama referiu no seu discurso de tomada de posse que os EUA estavam dispostos a “estender a mão” aos países muçulmanos que “abrirem os punhos”. Uma disponibilidade que reiterou em entrevista à estação de televisão Al Arábia. Obama acrescentou que as posições do Irão têm alimentado tensões permanentes no Médio Oriente.
Ahmadinejad coloca duas condições para levar a sério a anunciada intenção de Obama retomar negociações com Teerão: a retirada dos militares norte-americanos de todos os cenários de conflitos (Iraque, Afeganistão e todos os restantes locais) e um pedido de desculpas “pelo seu passado negro e pelos crimes que cometeram contra a nação iraniana”.
O presidente iraniano sublinha que os EUA “devem parar de interferir nas questões dos outros povos”, referindo-se, entre outras, às intervenções militares no Iraque.
Entre os “crimes” que o Irão aponta aos EUA encontra-se o bloqueio ao programa de desenvolvimento nuclear iraniano no âmbito das Nações Unidas (Teerão garante que as suas actividades nucleares se destinam à criação de energia para uso das famílias), os prejuízos ao desenvolvimento do país desde a revolução de 1979 e outras acções perpetradas por várias administrações norte-americanas ao longo de 60 anos.
Ahmadinejad vai tentar, em Junho, a reeleição. O líder da Oposição iraniana admite que a melhoria das relações exernas vai beneficiar a economia do país mas diz-se descrente de uma alteração do cenário antes do escrutínio.
A política externa norte-americana da Administração Obama visa mudar a forma de actuação seguida com George W. Bush. Contudo, Obama avisou que irá aumentar a pressão se Teerão continuar a ignorar os apelos do Conselho de Segurança das Nações Unidas para interromper o programa nuclear.
Qualquer decisão sobre as relações diplomáticas entre Washington e Teerão requer a anuência do Ayatollah Khamenei, a autoridade máxima no Irão. Os dois países estão de relações cortadas desde o apedrejamento da embaixada dos EUA em Teerão, no âmbito da revolução islâmica que retirou do poder o Xá (apoiado por Washington).
O líder iraniano considera que a palavra “mudança” pode ser entendida de duas formas: transformação efectiva e alteração de táctica. “Se o significado de mudança for o segundo, será revelado em breve”, acrescentou.
Obama referiu no seu discurso de tomada de posse que os EUA estavam dispostos a “estender a mão” aos países muçulmanos que “abrirem os punhos”. Uma disponibilidade que reiterou em entrevista à estação de televisão Al Arábia. Obama acrescentou que as posições do Irão têm alimentado tensões permanentes no Médio Oriente.
Ahmadinejad coloca duas condições para levar a sério a anunciada intenção de Obama retomar negociações com Teerão: a retirada dos militares norte-americanos de todos os cenários de conflitos (Iraque, Afeganistão e todos os restantes locais) e um pedido de desculpas “pelo seu passado negro e pelos crimes que cometeram contra a nação iraniana”.
O presidente iraniano sublinha que os EUA “devem parar de interferir nas questões dos outros povos”, referindo-se, entre outras, às intervenções militares no Iraque.
Entre os “crimes” que o Irão aponta aos EUA encontra-se o bloqueio ao programa de desenvolvimento nuclear iraniano no âmbito das Nações Unidas (Teerão garante que as suas actividades nucleares se destinam à criação de energia para uso das famílias), os prejuízos ao desenvolvimento do país desde a revolução de 1979 e outras acções perpetradas por várias administrações norte-americanas ao longo de 60 anos.
Ahmadinejad vai tentar, em Junho, a reeleição. O líder da Oposição iraniana admite que a melhoria das relações exernas vai beneficiar a economia do país mas diz-se descrente de uma alteração do cenário antes do escrutínio.
A política externa norte-americana da Administração Obama visa mudar a forma de actuação seguida com George W. Bush. Contudo, Obama avisou que irá aumentar a pressão se Teerão continuar a ignorar os apelos do Conselho de Segurança das Nações Unidas para interromper o programa nuclear.
Qualquer decisão sobre as relações diplomáticas entre Washington e Teerão requer a anuência do Ayatollah Khamenei, a autoridade máxima no Irão. Os dois países estão de relações cortadas desde o apedrejamento da embaixada dos EUA em Teerão, no âmbito da revolução islâmica que retirou do poder o Xá (apoiado por Washington).