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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Presidente iraniano pronto para se "sacrificar" pelo país

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Presidente iraniano pronto para se "sacrificar" pelo país

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou ele e "mais de 14 milhões de iranianos corajosos já declararam estar prontos para sacrificar as suas vidas em defesa do Irão". O Conselho de Segurança da ONU vai votar hoje um projeto de resolução exigindo a reabertura do Estreito de Ormuz. Acompanhamos aqui a evolução do conflito no Médio Oriente.

Cristina Sambado, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

WANA via Reuters

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RTP /

Sirenes tocaram durante a manhã em Telavive a alertar para ataques aéreos

Foi uma manhã complicada em Telavive com alertas para vários ataques aéreos iranianos. Os destroços dos mísseis caíram em vários locais da cidade, como contam os enviados da RTP a Israel, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias.

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Lusa /

Dependência da Europa de energias fósseis ameaça estabilidade dos preços

A Europa deve reduzir a importação de energias fósseis, uma das "suas principais vulnerabilidades" que pesa sobre a missão do BCE, estimou hoje um alto responsável da instituição monetária que pediu investimentos em energia limpa e produzida localmente.

"A dependência energética da Europa complica cada vez mais a tarefa de manter a estabilidade dos preços", lamentou numa nota de blog Frank Elderson, membro do diretório do Banco Central Europeu (BCE) e vice-presidente do Conselho de Supervisão.

O Velho Continente deve "fazer a transição agora ou pagar caro mais tarde", estimou o Elderson, apelando para "diminuir a dependência dos combustíveis fósseis importados" e "acelerar uma transição ordenada para energias limpas produzidas localmente".

Segundo o responsável, "alcançar os objetivos do continente em matéria de energia limpa enfraqueceria a ligação entre a volatilidade dos mercados globais e os preços internos".

A inflação homóloga na zona euro subiu para 2,5% em março, o nível mais alto desde janeiro de 2025 devido ao aumento dos preços da energia associado à guerra no Médio Oriente.

E devido a este aumento, o BCE reviu em alta em março a previsão de inflação para 2026, para 2,6% contra 1,9% anteriormente.

Segundo Elderson, uma estratégia de descarbonização "resultaria em menos choques para as famílias, as empresas, as finanças públicas e os mercados financeiros - e, em última análise, numa maior estabilidade macroeconómica e preços mais estáveis".

O investimento necessário é considerável - 660.000 milhões de euros por ano até 2030, segundo a Comissão Europeia - mas "concentrar-se apenas nesses custos é profundamente enganador".

"Investir numa energia limpa e sustentável substitui os gastos substanciais dedicados aos combustíveis fósseis", estimou.

Para o banqueiro central, "a questão não é mais saber se a Europa pode permitir-se essa transição" mas "se pode permitir-se a não fazer".

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Avança governo turco
RTP /

Um dos atacantes do tiroteio perto do consulado israelita tinha ligações a `uma organização que explora a religião`

As autoridades identificaram os três atacantes que se armaram com espingardas e pistolas e entraram em confronto armado com a polícia perto do consulado israelita em Istambul, na terça-feira.

Mustafa Ciftci, ministro do Interior da Turquia, publicou no X que um dos atacantes tinha ligações a “uma organização que explora a religião”. Dois dos atacantes eram irmãos, um dos quais tem antecedentes criminais por acusações relacionadas com drogas.

Ainda não é claro se o consulado israelita era o alvo dos atacantes.
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Aynata
RTP /

Israel bombardeia cidade libanesa com munições de fósforo

A Agência Nacional de Notícias do Líbano refere que as forças israelitas bombardearam a cidade de Aynata, no sul do país, com munições de fósforo.
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RTP /

Chega pede debate de urgência para quarta-feira sobre aumento do custo de vida

O Chega pediu esta terça-feira a marcação de um debate de urgência para quarta-feira sobre a subida dos preços do cabaz alimentar, combustíveis e habitação na sequência do agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente.

Num requerimento enviado ao presidente da Assembleia da República, o Chega sustenta que este debate “decorre do recente agravamento do custo de vida em Portugal” e da “necessidade urgente de adoção de medidas eficazes para aliviar a atual pressão intolerável sobre as famílias portuguesas”.

O partido alega que "os desenvolvimentos internacionais mais recentes, designadamente o agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente, com relevância para o conflito que envolve o Irão e os respetivos impactos nos mercados energéticos, estão já a produzir efeitos negativos muito concretos na economia europeia e, em particular, na economia portuguesa”.

Refere ainda que a subida do preço do petróleo nos mercados internacionais tem-se refletido o “aumento vertiginoso dos preços dos combustíveis em Portugal, com impacto direto nos custos de transporte, na cadeia de abastecimento e, consequentemente, no preço final dos bens essenciais”.

O partido refere ainda o preço do cabaz alimentar, afirmando “que voltou a registar significativos aumentos recentes”, e o setor da habitação, que “continua a evidencia uma pressão persistente sobre os agregados familiares” sem “qualquer alívio que compense o aumento dos restantes custos de vida”.

“Perante este contexto, torna-se imperioso que o parlamento debata, com caráter de urgência, as medidas necessárias que devem ser adotadas para responder a este novo choque económico, avaliando a capacidade de resposta do Governo e identificando soluções concretas, a adotar pelo executivo, que permitam mitigar, de forma célere e eficaz, o impacto destes aumentos no quotidiano das famílias portuguesas”, defende o Chega.
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RTP /

Pelo menos 18 mortos por ataque aéreo perto de Teerão

Pelo menos 18 pessoas morreram esta terça-feira, incluindo duas crianças, num ataque aéreo inimigo sobre a província Alborz, perto da capital da República Islâmica, Teerão, informaram meios de Comunicação Social iranianos.

Os bombardeamentos atingiram áreas residenciais, segundo a agência de notícias Fars e o portal Mizan, órgão do poder judicial, que citou um vice-governador daquela região.

"Até o momento, foram confirmadas as mortes de 18 de nossos compatriotas, incluindo duas crianças", lê-se, havendo ainda a registar 24 feridas e hospitalizadas.
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Turquia
RTP /

Três mortos e dois feridos em tiroteio junto ao consulado de Israel em Istambul

Três pessoas foram mortas e dois polícias ficaram feridos num tiroteio perto do edifício que alberga o consulado de Israel em Istambul, na terça-feira, segundo relatos dos meios de comunicação social.

O canal televisivo CNN Turk acrescenta que as forças de segurança turcas neutralizaram três pessoas no local. 

Uma forte presença policial armada é mantida constantemente na área próxima do consulado israelita. Imagens televisivas mostraram polícias armados a patrulhar a área após o tiroteio.
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Após ultimato de Trump
RTP /

Embaixador iraniano insta países do Golfo a fazerem tudo para evitar uma "tragédia"

O embaixador iraniano no Kuwait instou, esta terça-feira, os países do Golfo a fazerem tudo o que for possível para evitar "uma tragédia", poucas horas antes da expiração do ultimato de Donald Trump, que ameaça destruir infraestruturas críticas no Irão.

"Esperamos que os países da região utilizem todos os seus meios diplomáticos e políticos para impedir que uma tragédia se abata sobre a região", disse Mohammad Toutounji à AFP.
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Masoud Pezeshkian
RTP /

Presidente iraniano pronto para se "sacrificar" pelo país

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que “mais de 14 milhões de iranianos corajosos já declararam estar prontos para sacrificar as suas vidas em defesa do Irão”.

“Também sacrifiquei a minha vida pelo Irão, estou a fazê-lo e continuarei a fazê-lo”, escreveu na rede social X.


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Um em cada cinco
RTP /

Postos de combustível em França com escassez de carburante

Quase um em cada cinco postos de abastecimento de combustível em França está a enfrentar a escassez de um ou mais combustíveis após o feriado prolongado da Páscoa, que inclui também a segunda-feira como feriado nacional, anunciou a ministra da Energia, Maud Bregeon, na manhã desta terça-feira.

"Cerca de 18% dos postos de abastecimento estão sem pelo menos um tipo de combustível", disse a ministra, que é também porta-voz do Governo, à rádio RMC/BFMTV.

"Estas dificuldades devem-se a problemas logísticos e de transporte", acrescentou, particularmente nos postos pertencentes à petrolífera francesa TotalEnergies, que fixou os preços dos combustíveis, resultando num aumento da procura nos seus postos.

"83% dos postos com dificuldades são da TotalEnergies", continuou a ministra.

Desde o início da guerra no Médio Oriente, a gigante do petróleo e gás fixou o preço da gasolina em 1,99 euros por litro e o do gasóleo em 2,09 euros por litro nos seus 3.300 postos de abastecimento em França continental. Esta medida estava prevista manter-se em vigor até terça-feira.

Noutros postos de abastecimento de combustível, a taxa de falta de combustível para pelo menos um tipo de combustível é de apenas cerca de 4%, segundo Maud Bregeon.
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RTP /

Aeroporto iraniano de Khorramabad atingido por ataque aéreo conjunto dos EUA e de Israel

Os meios de comunicação estatais informaram que o aeroporto de Khorramabad, no oeste do Irão, foi atingido por um ataque aéreo conjunto dos EUA e de Israel.

Segundo uma notícia da agência de notícias Mehr, as autoridades provinciais estão a avaliar a extensão dos danos.
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RTP /

Oito mortos em ataque israelita no sul do Líbano

Pelo menos oito pessoas morreram em ataques aéreos israelitas realizados durante a noite no sul do Líbano, segundo a Agência Nacional de Notícias estatal.

Três morreram em Maarakeh, uma em Zebdine, uma em Deir al-Zahrani e três em Tayr Debba, informou a agência. Dezenas de outras pessoas ficaram feridas, incluindo nove em Qatrani.
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RTP /

Israel afirma ter atingido importante complexo petroquímico no Irão

As Forças de Defesa de Israel afirmaram esta terça-feira que atingiram um importante complexo petroquímico em Shiraz, no sul do Irão.

Em comunicado, disseram que "atacaram uma instalação petroquímica onde era produzido ácido nítrico para as Forças Armadas do regime terrorista iraniano".

"A instalação era um dos últimos complexos que restavam que produziam componentes químicos críticos para explosivos e materiais para o desenvolvimento de mísseis balísticos no Irão", acrescenta o comunicado.
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RTP /

Várias explosões sentidas em Teerão

Várias explosões abalaram a capital iraniana, Teerão, esta terça-feira, segundo a agência de notícias Mehr e os jornais Shargh e Ham Mihan.
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Complexo petroquímico saudita atingido após ataques com mísseis iranianos

Um complexo petroquímico no leste da Arábia Saudita foi atingido na madrugada desta terça-feira, disse uma testemunha à AFP, horas depois de instalações semelhantes no Irão terem sido atingidas.

"Um ataque provocou um incêndio nas fábricas da Sabic em Jubail. As explosões foram muito fortes", disse a fonte, que pediu o anonimato, referindo-se à Saudi Basic Industries Corporation, um gigante químico saudita.

Jubail alberga uma das maiores zonas industriais do mundo, produzindo aço, gasolina, produtos petroquímicos, óleos lubrificantes e fertilizantes químicos.

Também esta madrugada, a Arábia Saudita anunciou ter intercetado sete mísseis balísticos que seguiam para leste.

"Os detritos destes mísseis caíram perto de instalações energéticas. A avaliação dos danos está em curso", escreveu um porta-voz do Ministério da Defesa na agência de notícias X.

Poucas horas depois, as autoridades sauditas anunciaram o encerramento temporário da única estrada que liga a Arábia Saudita ao Bahrein por motivos de segurança, após alertas na região.

"O trânsito na Ponte Rei Fahd foi suspenso por precaução", declarou o organismo responsável pela gestão deste conjunto de 25 quilómetros de pontes que liga os dois países.

A Arábia Saudita acusa o Irão de atacar regularmente as suas instalações e infraestruturas energéticas, como parte dos seus ataques de retaliação após o ataque israelo-americano lançado a 28 de fevereiro.
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RTP /

Combatente pró-Irão morto em ataque aéreo perto da fronteira do Iraque com a Síria

Um combatente das Brigadas Hezbollah, um grupo pró-Irão, foi morto num ataque aéreo no Iraque, perto da fronteira com a Síria, esta terça-feira, anunciou em comunicado uma coligação de ex -paramilitares, acusando os Estados Unidos e Israel.

"Às 4h da manhã (1h00 GMT) desta terça-feira, a 45ª Brigada foi alvo de uma agressão traiçoeira sionista-americana" na província de al-Anbar, segundo um comunicado das Forças de Mobilização Popular (FMP), uma coligação integrada nas forças de segurança do Estado e que inclui grupos pró-Irão.

O ataque resultou na morte de "um combatente da 45ª Brigada", membro das Brigadas Hezbollah, acrescentou o comunicado.
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RTP /

Quase 20% dos postos de combustível em França estão vazios

Dois em cada dez postos de combustível em França não estão a ser reabastecidos. Um problema associado aos elevados preços da gasolina e gasóleo está a levar os condutores ao desespero.

A crise adensa-se de dia para dia na distribuição dos combustíveis em França, enquanto o Governo não cede em criar ajudas generalizadas à população para que possam enfrentar a alta dos preços.


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"Abril negro"
RTP /

"A crise atual é mais grave do que as de 1973, 1979 e 2022 juntas"

O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, considera que a crise energética ligada à guerra no Irão, deverá acelerar o desenvolvimento das energias renováveis, nucleares e dos veículos elétricos, segundo uma entrevista hoje publicada.

Birol considerou "haver também motivos para ser otimista", já que "a arquitetura do sistema energético mundial vai mudar" nos próximos anos, disse ao jornal francês Le Figaro.

"Isso levará anos. Não será uma solução para a crise atual, mas a geopolítica da energia será profundamente transformada", declarou o economista turco, que estima que "algumas tecnologias avançarão muito mais rapidamente do que outras", assim como alguns setores, como o dos carros elétricos, que "vão desenvolver-se".

"É o caso das energias renováveis, da energia solar e da eólica, cuja instalação é muito rápida. Haverá um recurso às energias renováveis, muito rapidamente, numa escala de alguns meses", afirmou do diretor executivo da AIE.

Para Birol, a crise deverá também "reavivar o impulso a favor da energia nuclear, incluindo os pequenos reatores modulares", enquanto alguns países poderão contar com capacidades adicionais, graças ao prolongamento da vida útil das centrais existentes.

Até lá, a curto prazo, os países terão de "utilizar a energia da forma mais prudente possível, poupando-a e melhorando a sua eficiência".

Fatih Birol, igualmente "muito pessimista", voltou a sublinhar que "o mundo nunca conheceu uma perturbação do abastecimento energético de tal magnitude".

"A crise atual é mais grave do que as de 1973, 1979 e 2022 juntas", afirmou, recordando que "esta guerra está a obstruir uma das artérias da economia mundial. Não apenas o petróleo e o gás, mas também os fertilizantes, a petroquímica, o hélio e muitas outras coisas".

O mundo prepara-se para entrar num "abril negro", alertou: "O mês de março foi muito difícil, mas abril será muito pior", repetiu, após ter feito declarações semelhantes na semana passada.

"Se o estreito (de Ormuz) permanecer efetivamente fechado durante todo o mês de abril, perderemos o dobro do petróleo bruto e dos produtos refinados que em março", alertou.

"Setenta e cinco infraestruturas energéticas foram atacadas e danificadas, mais de um terço das quais foram gravemente ou muito gravemente afetadas", precisou o responsável. A reparação destas infraestruturas "levará muito tempo".
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Rafi-Nia
RTP /

Sinagoga em Teerão ficou totalmente destruída

Uma sinagoga em Teerão foi "completamente destruída" nos ataques aéreos israelitas e norte-americanos na madrugada desta terça-feira, informaram a agência de notícias Mehr e o jornal Shargh, no 39.º dia da guerra entre Israel e os Estados Unidos.

"Segundo informações preliminares, a Sinagoga Rafi-Nia (...) foi completamente destruída nos ataques desta manhã", escreveu o Shargh.

O jornal descreveu o edifício, destruído, como "um dos mais importantes locais de encontro e celebração para os judeus de Khorasan", referindo-se à região de Khorasan, no leste do Irão.
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RTP /

Seul envia representante ao Médio Oriente para garantir abastecimento energético

O chefe do gabinete presidencial sul-coreano, Kang Hoon-sik, desloca-se hoje ao Médio Oriente e Ásia Central para garantir o abastecimento energético, no quadro da guerra contra o Irão e do bloqueio do Estreito de Ormuz.

Kang explicou numa conferência de imprensa em Seul que a sua delegação partirá para o Cazaquistão, Omã e Arábia Saudita para garantir importações adicionais de petróleo e nafta, face às dificuldades logísticas decorrentes do conflito no Médio Oriente.

A Coreia do Sul importa do Médio Oriente cerca de 70% do petróleo bruto que consome, e mais de 95% deste volume transita por Ormuz. O país asiático elevou recentemente para o nível 3, o segundo mais alto, o seu alerta devido à crise de segurança energética.

Kang explicou que 54% da nafta que a Coreia do Sul consome também é importada da região, sublinhando a urgência de garantir rotas alternativas de abastecimento.

O responsável destacou o acordo recente em que os Emirados Árabes Unidos (EAU) se comprometeram a fornecer 24 milhões de barris de petróleo bruto a Seul.

Além disso, indicou que o Governo está a trabalhar para garantir a segurança de 26 navios sul-coreanos que permanecem nas proximidades do estreito de Ormuz, coordenando medidas com companhias marítimas e parceiros internacionais para facilitar a sua passagem segura.

Seul tinha anunciado na véspera o envio de enviados especiais a diferentes regiões, a fim de estabilizar o abastecimento energético por vias alternativas, incluindo a Argélia e a Arábia Saudita.

Além disso, as autoridades de Seul estão a ponderar enviar cinco navios com bandeira sul-coreana para a cidade saudita de Yanbu, na costa do Mar Vermelho, o que permitiria evitar a passagem pelo Estreito de Ormuz.

Lusa
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Lusa /

Embaixador no Paquistão disse que negociações estão numa fase delicada

O embaixador iraniano no Paquistão disse hoje que as negociações mediadas por Islamabad no sentido do fim das hostilidades estão a aproximar-se de uma "fase delicada".

O Paquistão tem atuado como país mediador entre o Irão e os Estados Unidos.

O embaixador do Irão, Reza Amiri Moghadam, declarou através das redes sociais que os esforços "positivos e construtivos empreendidos pelo Paquistão", para pôr fim à guerra, aproximaram-se de uma "fase crítica e delicada".

O diplomata não forneceu mais detalhes sobre os contactos. 

A mensagem de Moghadam foi divulgada hoje de manhã, antes do prazo estabelecido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou destruir infraestruturas no Irão caso não venha a ser alcançado um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, vital para o abastecimento global de petróleo.

Paralelamente, as Forças Armadas iranianas voltaram a condenar hoje o que consideraram "retórica arrogante" do chefe de Estado norte-americano.

Por outro lado, o embaixador do Irão nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, criticou na segunda-feira à noite as ameaças dos Estados Unidos contra as infraestruturas civis.

As críticas foram expressas numa carta dirigida ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

"O silêncio ou a inação perante violações tão flagrantes vão prejudicar seriamente a integridade do direito internacional" disse Iravani, em declarações citadas pelos meios de comunicação iranianos.

Na noite de segunda-feira, a capital do Irão foi novamente atingida por bombardeamentos.

Os militares israelitas reivindicaram a responsabilidade por ataques aéreos com o objetivo de "danificar" as infraestruturas iranianas.

Donald Trump afirmou que "não estava preocupado" com o risco de cometer crimes de guerra destruindo infraestruturas destinadas sobretudo ao uso civil.

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RTP /

Ultimato de Trump ao Irão termina esta terça-feira às 20h00

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na segunda-feira que o prazo de terça-feira que estabeleceu para o Irão fechar um acordo de paz é definitivo, acrescentando que "a proposta do Irão é significativa, mas não o suficiente".

O presidente norte-americano ameaçou atacar infraestruturas do Irão, como pontes e centrais elétricas, se Teerão não aceitar o acordo, proposto por Washington, até terça-feira.
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Lusa /

Exército israelita avisa iranianos a não viajarem hoje de comboio

O exército israelita exortou os iranianos a absterem-se de viajar hoje de comboio até às 17:30 TMG, numa mensagem publicada na rede social X, que deixa entrever futuros ataques à rede ferroviária no Irão.

"Caros cidadãos, para a vossa segurança, pedimos-vos que evitem utilizar os comboios ou viajar de comboio em todo o país a partir de agora e até às 21:00, hora do Irão", escreveu o exército israelita em persa na sua conta naquela rede social.

"A vossa presença nos comboios e nas proximidades das vias férreas coloca as vossas vidas em perigo", acrescenta a mensagem.

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Decisão em Conselho de Ministros
RTP /

Governo altera regime do Imposto sobre Produtos Petrolíferos para manter alívio fiscal

O governo aprovou a alteração temporária do regime do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) para prolongar o alívio fiscal nos combustíveis, cujos preços têm escalado devido ao conflito no Médio Oriente. 

Alyssa Pointer - Reuters

Em comunicado, o Conselho de Ministros revela ter aprovado uma proposta de lei que altera, temporariamente, o regime jurídico do ISP, "descendo os limites mínimos do imposto".

"Esta alteração permite ao Governo continuar a reduzir, de forma periódica e temporária, o ISP, através da devolução da receita adicional de IVA, que resulta da evolução recente dos preços dos combustíveis, na sequência do conflito no Médio Oriente", refere o comunicado.

Após o preço dos combustíveis ter descido na última semana, voltou a subir esta segunda-feira. 
Desde 8 de março, de acordo com dados da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, o litro de gasolina 95 aumentou cerca de 20 cêntimos e o gasóleo simples subiu aproximadamente 44 cêntimos.

Os preços dos combustíveis em Portugal voltaram a subir esta semana, com o gasóleo simples a aumentar cerca de nove cêntimos por litro e a gasolina 95 cerca de quatro cêntimos, segundo previsões de evolução dos preços cedidas à agência Lusa pela Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC), que têm já o valor do IVA incluído.

Com base nos valores atuais da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), e tendo em conta as previsões das descidas com os valores da abertura do mercado, a partir de hoje o preço médio da gasolina simples 95 deverá situar-se nos 1,95 euros por litro, enquanto o gasóleo simples deverá fixar-se nos 2,16 euros por litro.

Estes aumentos já têm em conta a portaria publicada na sexta-feira em Diário da República pelo Governo, que volta a descer o ISP.

A portaria fixa, a partir de hoje, o desconto temporário e extraordinário do ISP em 8,34 cêntimos por litro no caso do gasóleo e 4,58 cêntimos por litro de gasolina.

c/Lusa

 

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Lusa /

Conselho de Segurança da ONU vota resolução exigindo reabertura de Estreito de Ormuz 

O Conselho de Segurança da ONU agendou para hoje a votação de um projeto de resolução exigindo reabertura de Estreito de Ormuz, após vários adiamentos e atenuando o texto inicialmente proposto pelos países árabes. 

Eduardo Munoz - Reuters

A última versão do texto, a que a AFP teve acesso, continua a condenar os ataques iranianos contra navios e "encoraja vivamente os Estados" em causa "a coordenarem esforços, de natureza defensiva e proporcionados às circunstâncias, para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, incluindo a escolta de navios mercantes e comerciais". 

O projeto de resolução "exige" igualmente que o Irão "cesse imediatamente qualquer ataque contra os navios" que transitam por esta rota comercial crucial e "qualquer tentativa" de impedir a liberdade de navegação. 

O texto indica também que o Conselho estaria disposto a "considerar outras medidas" contra aqueles que comprometem essa liberdade de navegação. 

Apoiado pelos países do Golfo, o Bahrein, membro eleito do Conselho, tinha iniciado há duas semanas negociações sobre um texto que teria conferido um mandato claro da ONU a qualquer Estado que pretendesse recorrer à força para libertar esta via marítima crucial, paralisada pelo Irão, por onde passa perto de um quinto das exportações globais de petróleo e gás. 

Mas, face às objeções de vários membros permanentes, o texto foi gradualmente enfraquecido e a votação, inicialmente prevista para quinta-feira, foi adiada várias vezes devido ao risco de vetos por parte da Rússia e da China. 

A votação está agora prevista para hoje às 11:00 de Nova Iorque (16:00 de Portugal continental), algumas horas antes do termo do ultimato estabelecido pelo Presidente norte-americano Donald Trump, que ameaçou destruir o Irão "na totalidade" à noite se Teerão não reabrisse o Estreito de Ormuz.

Na sexta-feira, o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC na sigla em inglês, e que inclui a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Qatar, Kuwait e Omã) pediu à ONU que autorize o uso da força para desobstruir o Estreito de Ormuz. 

"O Irão fechou o estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios comerciais e petroleiros e impondo condições para permitir que alguns o façam", declarou, na quinta-feira, o secretário-geral do GCC. 

"Pedimos ao Conselho de Segurança que assuma as suas plenas responsabilidades e tome todas as medidas necessárias para proteger os corredores marítimos e garantir a continuidade segura da navegação internacional", insistiu Jassem Al-Budaiwi, em Nova Iorque. 

A declaração do dirigente do GCC surgiu perante resistências à resolução por parte da França, a Rússia e, em particular, a China. 

"No contexto atual, autorizar os Estados-membros a usar a força equivaleria a legitimar o uso ilegal e indiscriminado da força, o que conduziria inevitavelmente a uma escalada ainda maior", afirmou o embaixador chinês Fu Cong, enquanto a Rússia, aliada de longa data de Teerão, denunciou o texto como tendencioso. 

Na quinta-feira, numa reunião do Conselho de Segurança sobre a cooperação entre as Nações Unidas e a Liga dos Estados Árabes, o chefe da diplomacia do Bahrein apresentou mais detalhes sobre a resolução. 

"O objetivo é proteger uma das rotas marítimas mais vitais para o comércio e a segurança", assumiu o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, manifestando esperança de que o texto seja adotado por unanimidade. 

O Bahrein detém em abril a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, durante a qual dará destaque à guerra no Médio Oriente, à situação no estreito de Ormuz e à cooperação da organização com outros organismos regionais. 

Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra Teerão, que provocou mais de três mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano. 

Em reação aos ataques norte-americanos e israelitas, o Irão encerrou o estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero - e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. 

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas. 

 

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Em resposta às ameaças de Trump
RTP /

Irão. Guarda Revolucionária promete manter ofensiva

Teerão mantém o braço de ferro e recusa ceder à pressão de Washington.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária assegura que a ofensiva vai continuar em várias frentes e aponta o dedo diretamente à Casa Branca, acusando Donald Trump de manter uma postura de arrogância que inviabiliza qualquer via diplomática.
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Nova ameaça dos EUA
RTP /

EUA ameaçam Irão com ofensiva de larga escala

O Secretário da Defesa dos Estados Unidos subiu o tom da ameaça e prevê uma escalada sem precedentes na ofensiva contra o Irão.

Em forma de ultimato, Washington apela ao bom senso dos líderes iranianos, avisando que a atual administração de Donald Trump não irá hesitar no uso da força nem tolerar novos desafios às forças americanas.
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RTP /

Donald Trump. "Irão pode ser tomado numa noite e essa noite pode ser amanhã"

Numa conferência de imprensa, lotada, sobre a guerra com o Irão, o presidente norte-americano afirmou que o Irão pode cair "numa noite" e talvez já na noite de terça-feira, final do prazo imposto por Donald Trump, para o regime dos clérigos xiitas aceitar uma proposta de acordo dos Estados Unidos para por fim à guerra.

“O país inteiro pode ser tomado numa noite, e essa noite pode ser amanhã”, disse o presidente.

Teerão rejeitou esta segunda-feira as propostas colocadas por Washington através de mediadores, propondo por sua vez 10 clásulas para a paz.

Trump tem alertado repetidamente que os EUA podem atacar centrais elétricas, pontes e outras infraestruturas no Irão, se Teerão não chegar a acordo ou reabrir o Estreito de Ormuz, uma importante via de passagem para o petróleo. 

No fim de semana, afirmou que o Irão tinha até terça-feira, às 20h00 (hora do leste dos EUA), para fechar um acordo.

"Estamos a sair-nos incrivelmente bem", afirmou Trump, sobre as operações norte-americanas em curso contra o Irão.
Antes, o presidente dos EUA começou o seu discurso recordando o resgate de um piloto norte-americano cujo caça foi abatido, dizendo que ordenou às forças armadas americanas que fizessem tudo o que fosse necessário para trazer o aviador ejetado de volta para casa.

Afirma que correram "riscos extraordinários" e que nenhum dos socorristas ficou ferido.

O próprio aviador ejetado, no entanto, ficou gravemente ferido e escalou penhascos sangrando profusamente para transmitir a sua localização, diz Trump.
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