Mundo
Primeiro-ministro britânico promete ser "implacável" nas travessias após crise de Ceuta
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, prometeu ser “implacável” no combate às travessias de pequenas embarcações, após a entrada de cerca de 50 mil pessoas em Ceuta na semana passada.
Em visita a Dover, Burnham defendeu que o Reino Unido precisa de “retomar o controlo” e que as rotas seguras para refugiados são necessárias para combater o tráfico humano.
Burnham diz ter recebido garantias do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, de que aproximadamente 98% das pessoas que entraram no território espanhol de Ceuta, na passada quinta-feira, já regressaram a Marrocos.
Apesar de isso ter resolvido o “problema imediato”, o primeiro-ministro britânico salienta que “existe uma questão mais ampla sobre o espaço Schengen” e a relação do Reino Unido com ele e afirmou que “gostaria de manter um diálogo regular com a União Europeia sobre estas questões”.
Questionado se desejava mudar o tom do debate sobre o assunto, enfatizando a necessidade de rotas seguras, Burnham disse que o Reino Unido precisa de "lidar com o problema em vez de politizá-lo" e fazer mudanças que tranquilizem o público.
“O público não gosta da ideia de que a fronteira pareça descontrolada. Precisamos retomar esse controlo, mas também precisamos oferecer apoio às pessoas que realmente precisam”, disse. “Trata-se de mudar toda a abordagem e, lentamente, estamos a implementar os alicerces de uma abordagem muito diferente para essa questão”, acrescentou.
"Estamos a fazer progressos"
Os números oficiais provisórios mostram que 14.526 pessoas entraram no Reino Unido até agora este ano, o que representa uma queda de 43% em relação ao número registrado no mesmo período do ano passado (25.436) e de 14% em comparação com o mesmo período de 2024 (16.903). A última quarta-feira foi o dia de maior movimento de travessias de pequenas embarcações pelo Canal da Mancha este ano, com 752 pessoas a chegarem ao Reino Unido.
Por sua vez, os dados mais recentes mostram que mais de duas mil pessoas atravessaram o Canal da Mancha em pequenas embarcações desde que Burnham se tornou primeiro-ministro ao substituir Keir Starmer, a 20 de julho. No mesmo período do ano passado, foram registradas 1.962 travessias.
“Estamos a fazer progressos, mas não estamos complacentes”, disse Burnham, salientando que o número de agentes da Agência Nacional de Combate ao Crime (NCA) que combatem o crime organizado relacionado com a imigração mais do que duplicou desde o início de 2025, passando de 376 para quase 800.
A secretária de Estado para Assuntos Internos do Reino Unido, Shabana Mahmood, disse que o trabalho do Governo para combater as travessias em pequenas embarcações estava a começar a “dar frutos”.
A ministra do Interior britânica enfrentou forte oposição dentro do Partido Trabalhista em relação às medidas de imigração propostas, nomeadamente a duplicação do tempo necessário para obter autorização de residência permanente, de cinco para dez anos.
Mahmood argumentou que a reforma era necessária "para abordar os fatores que levam as pessoas a embarcar em barcos no Canal da Mancha", acrescentando: "Quero mudar os cálculos. Quero que eles mudem de ideia sobre se devem ou não embarcar num barco."
Por sua vez, os Conservadores acusaram o Partido Trabalhista de não ter cumprido as suas promessas em relação à imigração, enquanto o Reform UK disse que, se chegasse ao Governo, mobilizaria a Marinha para impedir as travessias.
Burnham diz ter recebido garantias do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, de que aproximadamente 98% das pessoas que entraram no território espanhol de Ceuta, na passada quinta-feira, já regressaram a Marrocos.
Apesar de isso ter resolvido o “problema imediato”, o primeiro-ministro britânico salienta que “existe uma questão mais ampla sobre o espaço Schengen” e a relação do Reino Unido com ele e afirmou que “gostaria de manter um diálogo regular com a União Europeia sobre estas questões”.
Questionado se desejava mudar o tom do debate sobre o assunto, enfatizando a necessidade de rotas seguras, Burnham disse que o Reino Unido precisa de "lidar com o problema em vez de politizá-lo" e fazer mudanças que tranquilizem o público.
“O público não gosta da ideia de que a fronteira pareça descontrolada. Precisamos retomar esse controlo, mas também precisamos oferecer apoio às pessoas que realmente precisam”, disse. “Trata-se de mudar toda a abordagem e, lentamente, estamos a implementar os alicerces de uma abordagem muito diferente para essa questão”, acrescentou.
"Estamos a fazer progressos"
Os números oficiais provisórios mostram que 14.526 pessoas entraram no Reino Unido até agora este ano, o que representa uma queda de 43% em relação ao número registrado no mesmo período do ano passado (25.436) e de 14% em comparação com o mesmo período de 2024 (16.903). A última quarta-feira foi o dia de maior movimento de travessias de pequenas embarcações pelo Canal da Mancha este ano, com 752 pessoas a chegarem ao Reino Unido.
Por sua vez, os dados mais recentes mostram que mais de duas mil pessoas atravessaram o Canal da Mancha em pequenas embarcações desde que Burnham se tornou primeiro-ministro ao substituir Keir Starmer, a 20 de julho. No mesmo período do ano passado, foram registradas 1.962 travessias.
“Estamos a fazer progressos, mas não estamos complacentes”, disse Burnham, salientando que o número de agentes da Agência Nacional de Combate ao Crime (NCA) que combatem o crime organizado relacionado com a imigração mais do que duplicou desde o início de 2025, passando de 376 para quase 800.
A secretária de Estado para Assuntos Internos do Reino Unido, Shabana Mahmood, disse que o trabalho do Governo para combater as travessias em pequenas embarcações estava a começar a “dar frutos”.
A ministra do Interior britânica enfrentou forte oposição dentro do Partido Trabalhista em relação às medidas de imigração propostas, nomeadamente a duplicação do tempo necessário para obter autorização de residência permanente, de cinco para dez anos.
Mahmood argumentou que a reforma era necessária "para abordar os fatores que levam as pessoas a embarcar em barcos no Canal da Mancha", acrescentando: "Quero mudar os cálculos. Quero que eles mudem de ideia sobre se devem ou não embarcar num barco."
Por sua vez, os Conservadores acusaram o Partido Trabalhista de não ter cumprido as suas promessas em relação à imigração, enquanto o Reform UK disse que, se chegasse ao Governo, mobilizaria a Marinha para impedir as travessias.