Primeiro-ministro britânico revela suspeitas de envolvimento do Irão em alegado atentado em base militar
O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, confirmou hoje que a polícia britânica acredita que o Irão esteve envolvido no incidente perto da base militar RAF Fairford na madrugada do domingo passado.
Andy Burnham afirmou à estação pública britânica BBC que "há fortes indícios de que o Irão teve um papel no que aconteceu durante o fim de semana", mas recusou adiantar mais pormenores.
O chefe de Governo vincou que a investigação policial em curso é "complexa e séria" e que está a ser feita em cooperação com "colegas dos Estados Unidos da América (EUA)".
Até agora, a polícia tinha evitado relacionar o Irão com o incidente ocorrido nas imediações da base militar britânica usada pela Força Aérea dos EUA.
Num comunicado da embaixada do Irão no Reino Unido, Teerão negou qualquer envolvimento.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, alegou na segunda-feira que um "ator estrangeiro" esteve envolvido na suposta conspiração terrorista, sem identificar o país.
Cinco homens de nacionalidade britânica com idades entre os 23 e 25 anos foram detidos no domingo na aldeia de Whelford, junto à base militar, por suspeita preparação de um ato terrorista com explosivos.
Segundo a polícia, três carrinhas nas quais viajavam "foram submetidas a uma inspeção exaustiva, com o apoio de meios militares e peritos forenses", mas não foram encontrados quaisquer engenhos explosivos improvisados e os suspeitos foram libertos sob caução.
No entanto, as autoridades descobriram uma quantidade significativa de gasolina.
"Compreendo que este desfecho terá sido uma surpresa para muitos, mas gostaria de reiterar que se tratou de uma decisão de investigação, fundamentada na experiência e numa ponderação cuidadosa dos poderes policiais", afirmou o chefe da Polícia Antiterrorista, Laurence Taylor, na terça-feira.
Taylor rejeitou que a operação policial tenha sido desencadeada apenas pelo alerta de uma mulher local, referindo que a polícia recebeu mais informações.
O jornal The Times noticiou que um dos suspeitos também ligou para a polícia na mesma noite.