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Principal negociador do Irão vê nos resultados eleitorais dos EUA um "não à guerra"
Mohammad Bagher Ghalibaf deixa o desabafo na rede social X e alerta os Estados Unidos para "não trair a vontade popular".
O principal negociador iraniano nas conversações com os Estados Unidos, Mohammad Bagher Ghalibaf, interpretou esta quarta-feira a derrota dos republicanos nas eleições intercalares norte-americanas como uma rejeição popular da guerra contra o Irão.
"Por consciência ou pelo custo de vida, os americanos disseram NÃO À GUERRA, e nós apoiamos esta mensagem", escreveu o presidente do Parlamento iraniano na rede social X, citado pela imprensa internacional.
Na publicação, Mohammad Bagher Ghalibaf avisou também Washington de que não poderá ignorar a vontade dos eleitores.
"Se o Governo dos EUA trair a vontade popular para servir financiadores e chantagistas internacionais, aprenderá que o nosso NÃO vem acompanhado de um pesadelo", numa referência à possibilidade de retoma das hostilidades.
Os democratas conquistaram o controlo do Senado e da Câmara dos Representantes, numa derrota expressiva para o Partido Republicano do Presidente Donald Trump.Conscience or the cost of living, Americans said NO TO WAR, and we endorse this message. If the US govt betrays their public will to serve international paymasters and blackmailers, it will learn our NO comes with a Nightmare.— ???????? ??????? | MB Ghalibaf (@mb_ghalibaf) November 4, 2026
O resultado surge num contexto de descontentamento com o custo de vida, a subida dos preços dos combustíveis e a guerra no Médio Oriente.
Trump reconheceu que o conflito poderá ter contribuído para o resultado eleitoral.
"Acho que parte disso se deve ao Irão", afirmou à Fox News, embora tenha defendido a decisão de lançar, em conjunto com Israel, ataques contra o país em 28 de fevereiro.
O presidente norte-americano não afastou, contudo, a possibilidade de novas operações militares. "Estou pronto, estamos prontos. Estamos preparados para entrar em ação se precisarmos, mas pode não haver motivo para isso", disse ao Financial Times.
Trump afirmou ainda à CBS News que a guerra terminará "quando eu disser que termina", numa altura em que Washington e Teerão continuam sem um acordo para pôr fim ao conflito.
Entretanto, Ghalibaf declarou que o Irão está "pronto para a batalha, com o dedo no gatilho", sustentando que cabe agora aos Estados Unidos evitar uma nova escalada.