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Principal rival eleitoral de Netanyahu promete derrotar Hamas em 18 meses

Principal rival eleitoral de Netanyahu promete derrotar Hamas em 18 meses

O principal rival do primeiro-ministro israelita prometeu hoje derrotar o movimento islamita Hamas em 18 meses se vencer as eleições legislativas marcadas para o dia 27 de outubro.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Amir Cohen - Reuters

"Assumo publicamente este compromisso: nos 18 meses seguintes a tomar posse como primeiro-ministro, o Hamas deixará de estar à frente da Faixa de Gaza", declarou Gadi Eisenkot, antigo chefe de Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, numa conferência de imprensa realizada junto ao território de Gaza, onde Israel combate o grupo islamita palestiniano desde os ataques terroristas contra território israelita de 07 de outubro de 2023.

Eisenkot prometeu aplicar o plano para Gaza do Presidente norte-americano, Donald Trump, que prevê um desarmamento progressivo do Hamas e a transferência do poder em Gaza para um organismo de transição, além de "operações militares criativas" para destruir o ramo militar do movimento islamita.

As eleições de dia 27 serão as primeiras desde o 07 de outubro, e Eisenkot, de 66 anos, acusou o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu de "falhar completamente" em Gaza, onde o Hamas "continua militarmente ativo".

Prometeu também criar uma comissão de inquérito para apurar eventuais responsabilidades de Netanyahu e dos seus ministros nas falhas de segurança que permitiram aos terroristas invadir o sul de Israel e matar mais de 1.200 pessoas e raptar mais de duas centenas.

Será a única maneira de "evitar outro desastre" semelhante no futuro, argumentou o candidato.

Netanyahu rejeitou quaisquer responsabilidade ou conhecimento prévio dos ataques do Hamas e garantiu que só foi informado quando os terroristas se preparavam para atacar.

Os ataques políticos têm subido de tom em Israel à medida que se aproximam as eleições, quando as sondagens preveem que nem a coligação de Governo de Netanyahu nem o bloco da oposição encabeçado por Eisenkot obterá a maioria dos 120 lugares no parlamento.

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