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Protesto em Brasília termina com 49 feridos

Protesto em Brasília termina com 49 feridos

O protesto organizado em Brasília pelas centrais sindicais pela saída de Michel Temer terminou com 49 feridos, oito detidos e o exército nas ruas. O objetivo foi protestar contra as reformas liberais promovidas pelo Governo. A população acabou por exigir a destituição de Temer e a realização de eleições diretas. O Presidente do Brasil convocou as Forças Armadas para repor a ordem na capital.

Sandra Salvado - RTP /
Paulo Whitaker - Reuters

Oito ministérios foram destruídos e dois incendiados. As forças de segurança responderam com balas de borracha e bombas de gás. A polícia militar chegou mesmo a disparar tiros na direção dos manifestantes.

Citada pela Folha de São Paulo, a secretaria de segurança federal já informou que abrirá um inquérito para os investigar. “Este procedimento não é o adotado”.


Os números da manifestação são divergentes. Segundo a polícia militar o protesto reuniu 45 mil pessoas. Já segundo as organizações promotoras: as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, União Geral dos Trabalhadores e Nova Central Sindical de Trabalhadores terão participado 150 mil pessoas.
Proteção do Exército
Por decreto, válido até ao próximo dia 31 de maio, Michel Temer convocou as Forças Armadas para conter as manifestações na rua. Durante a noite, os edifícios dos ministérios passaram a ter proteção de homens do Exército.

Cerca de 300 militares do Grupo de Artilharia de Campanha encontram-se espalhados pelos gabinetes da Esplanada dos Ministérios.
Ainda de acordo com a segurança pública, oito pessoas foram detidas sob suspeita de crimes como lesão corporal, danos ao património público, porte de arma branca e desacato.


A manifestação contra as reformas liberais já estava marcada antes de vir a público a investigação sobre Michel Temer, envolvido num processo judicial por suspeitas de corrupção e de obstrução no caso Lava Jato, divulgado a semana passada.

“O ato foi maior do que o esperado e 150 mil [pessoas] em Brasília são milhões representados pelo Brasil”, referiu à Folha de São Paulo Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

O confronto começou na quarta-feira por volta das 13h30, quando a manifestação de aproximava de uma barreira policial, a 500 metros do Congresso.

Segundo a Folha de São Paulo, apesar de os confrontos terem envolvido balas de borracha, bombas de gás por parte da polícia, arremesso de pedras e paus do lado dos manifestantes, não há casos graves a assinalar.
Acionado Plano de Catástrofe
A exceção vai para o caso de um homem que terá de ser submetido a uma cirurgia reconstrutiva da mão, na sequência da explosão de um foguete. Há ainda um outro caso de um homem que terá sido baleado, embora não sejam conhecidos mais pormenores.

Entretanto, “foi acionado o Plano de Catástrofe, que envolve os Hospitais de Base, Hospital Regional da Asa Norte e Hospital Universitário de Brasília. Os casos de traumas mais graves são tratados no Base e os outros dois hospitais funcionam como suporte. Houve casos menos graves, de ferimentos com tiro de borracha e outros que estão sendo levantados”, disse a Secretaria de Saúde à Folha de São Paulo.

Raul Jungmann, o ministro da Defesa brasileiro, informou que Temer decretou a “ação de garantia da lei e da ordem” na Esplanada dos Ministérios.

O ministro disse ainda que Michel Temer considera “inaceitáveis” os desacatos e o “descontrole” registados no protesto. “Ele [Michel Temer] não permitirá que atos como este venham a turbar um processo que se desenvolve de forma democrática e com respeito as instituições”, frisou.

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