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Protestos em Madrid. Imobiliária recua e permite regresso de Maricarmen a casa
Maricarmen Abascal, de 87 anos, vai poder regressar à casa onde viveu por mais de sete décadas. O fundo proprietário do apartamento, Urbagestión, recuou na decisão de despejo. O acordo foi alcançado esta segunda-feira, com mediação da Câmara Municipal de Madrid.
Cinco dias de protestos pelas ruas de Madrid e mais de quatro horas de reuniões entre os representantes envolvidos e o Sindicato dos Inquilinos resultaram na decisão de fazer regressar Maricarmen Abascal à sua casa, de onde havia sido despejada na última quarta-feira.
O acordo foi anunciado pela empresa que gere a política municipal de habitação pública e arrendamento acessível de Madrid e aguarda, agora, a validação formal da senhora de 87 anos, principal parte afetada, que se encontra internada no Hospital Gregorio Marañón, na capital espanhola.
A reunião desta segunda-feira ocorreu após um longo processo, marcado pela pressão pública generalizada em resposta à quarta tentativa de despejo de Maricarmen no mesmo ano.
O caso Maricarmen
A espanhola, com um grau de incapacidade de 50%, pagava 500 euros de renda pelo apartamento no Parque do Retiro, zona da cidade de Madrid onde mais têm disparado os preços de compra e arrendamento de casa.
Segundo o contrato estabelecido, este valor estava sujeito a alterações desde 2005, ano do falecimento da sua mãe. Apesar de considerado o direito de permanência no imóvel, a Urbagestión decidiu quintuplicar o valor, dando início à atual disputa legal.
Em junho deste ano, Maricarmen foi autorizada a ficar por mais alguns meses. A espera culminou, definitivamente, na última tentativa de despejo, a 23 de setembro.
Antes da ordem de despejo do dia anterior, tentou chegar-se a um acordo de última hora com a Urbagestión, mas sem consenso possível.