Mundo
Protestos levam Dilma Rousseff a cancelar visita ao Japão
A Presidente brasileira cancelou a viagem ao Japão, programada para a próxima semana, e marcou uma reunião de emergência com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo. A decisão de Dilma Rousseff surgiu no dia em que milhares de pessoas foram para a rua em várias cidades do país naquela que já é considerada a maior mobilização de rua da história do Brasil. Os manifestantes defendem a redução da tarifa nos transportes públicos, melhorias na educação e na saúde, o fim da corrupção e o respeito à diversidade.
Segundo a imprensa brasileira, outros membros do Governo terão sido convocados para a reunião na qual Dilma Rousseff pretende avaliar a proporção e o alcance dos protestos. O vice-presidente, Michel Temer, e o Presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, que se encontravam numa visita oficial à Rússia, apressaram o regresso e chegaram esta noite a Brasília.
As manifestações, que começaram no início do mês, ganharam força após imagens da repressão policial na passada semana em São Paulo.
Quinta-feira, mais de 300 mil pessoas invadiram as ruas do Rio de Janeiro. Em São Paulo, perto de 100 mil manifestantes percorreram a Avenida Paulista e em Salvador a marcha juntou mais de 20 mil pessoas.
Na capital do país, Brasília, mais de 30 mil manifestantes reuniram-se na Esplanada dos Ministérios e depois de uma caminhada cercaram o Palácio do Planalto, a sede da presidência brasileira, e tentaram invadir o edifício do Itamaraty, onde está instalado o Ministério das Relações Exteriores e considerado uma das obras arquitectónicas mais importantes da cidade. A polícia usou gás lacrimogénio e balas de borracha para tentar dispersar os manifestantes.
Na cidade de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, registou-se a primeira vítima mortal dos protestos, quando um jovem de 18 anos foi atropelado por um homem que se irritou com os bloqueios e avançou com o carro sobre os manifestantes. O motorista atropelou 12 pessoas e fugiu.
Os protestos, que surgem numa altura em que o país recebe a Taça das Confederações em futebol e um mês antes da visita ao Brasil do Papa Francisco, do Mundial 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, levantam a questão de como as autoridades brasileiras vão garantir a segurança dos eventos.
As manifestações, que começaram no início do mês, ganharam força após imagens da repressão policial na passada semana em São Paulo.
Quinta-feira, mais de 300 mil pessoas invadiram as ruas do Rio de Janeiro. Em São Paulo, perto de 100 mil manifestantes percorreram a Avenida Paulista e em Salvador a marcha juntou mais de 20 mil pessoas.
Na capital do país, Brasília, mais de 30 mil manifestantes reuniram-se na Esplanada dos Ministérios e depois de uma caminhada cercaram o Palácio do Planalto, a sede da presidência brasileira, e tentaram invadir o edifício do Itamaraty, onde está instalado o Ministério das Relações Exteriores e considerado uma das obras arquitectónicas mais importantes da cidade. A polícia usou gás lacrimogénio e balas de borracha para tentar dispersar os manifestantes.
Na cidade de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, registou-se a primeira vítima mortal dos protestos, quando um jovem de 18 anos foi atropelado por um homem que se irritou com os bloqueios e avançou com o carro sobre os manifestantes. O motorista atropelou 12 pessoas e fugiu.
Os protestos, que surgem numa altura em que o país recebe a Taça das Confederações em futebol e um mês antes da visita ao Brasil do Papa Francisco, do Mundial 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, levantam a questão de como as autoridades brasileiras vão garantir a segurança dos eventos.