Mundo
Protestos no Irão já terão feito mais de 500 mortos
Já terão morrido nos protestos no Irão mais de 500 pessoas, segundo dados avançados por uma ONG de Direitos Humanos este domingo.
De acordo com a sua mais recente folha de cálculo – baseada em dados de ativistas dentro e fora do Irão –, o grupo de defesa dos direitos humanos HRANA, sediado nos EUA, afirmou ter verificado a morte de 490 manifestantes e 48 membros das forças de segurança, com mais de 10.600 pessoas detidas.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, avisou entretanto Washington contra “cálculos errados”.
"Sejamos claros: no caso de um ataque ao Irão, os territórios ocupados (Israel), bem como todas as bases e navios dos Estados Unidos, tornar-se-ão o nosso alvo legítimo", afirmou Qalibaf, antigo comandante da Guarda Revolucionária.
O alerta é deixado depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter ameaçado intervir caso seja usada a força contra os manifestantes iranianos.
Apesar das ameaças iranianas, o Wall Street Journal noticiou, este domingo, que Trump deverá reunir-se com altos funcionários da sua administração na próxima terça-feira para discutir opções específicas de resposta aos protestos no Irão.
Citando fontes norte-americanas, o jornal diz que em cima da mesa estarão “ataques militares, o uso de armas cibernéticas secretas contra alvos militares e civis iranianos, a imposição de mais sanções contra o Governo iraniano e o reforço de fontes antigovernamentais online”. Os protestos são já os maiores desde as manifestações de 2022, desencadeadas pela morte de Mahsa Amini.
Os atuais protestos começaram a 28 de dezembro contra a subida dos preços, mas ganharam força e exigem o fim do regime do líder supremo iraniano, o ayatollah Ali Khamenei.
O Governo iraniano é conhecido pela sua forte repressão ao manifestantes. O procurador-geral do Irão avisou que qualquer pessoa que sair à rua em protesto será considerada "inimiga de Deus" - um crime punível com pena de morte - enquanto Khamenei apelidou os manifestantes de "bando de vândalos" que procuram "agradar" Trump.
Os atuais protestos começaram a 28 de dezembro contra a subida dos preços, mas ganharam força e exigem o fim do regime do líder supremo iraniano, o ayatollah Ali Khamenei.
O Governo iraniano é conhecido pela sua forte repressão ao manifestantes. O procurador-geral do Irão avisou que qualquer pessoa que sair à rua em protesto será considerada "inimiga de Deus" - um crime punível com pena de morte - enquanto Khamenei apelidou os manifestantes de "bando de vândalos" que procuram "agradar" Trump.
Apesar das ameaças, os manifestantes não desistem e continuam os protestos, que se espalharam por mais de 100 cidades e vilas do país.
O Governo iraniano impôs um bloqueio à internet na quinta-feira, dificultando a obtenção e a verificação de informações. No entanto, imagens publicadas nas redes sociais permitem testemunhar a dimensão dos protestos.
O Governo iraniano impôs um bloqueio à internet na quinta-feira, dificultando a obtenção e a verificação de informações. No entanto, imagens publicadas nas redes sociais permitem testemunhar a dimensão dos protestos.