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Dia de manifestação nacional pelo direito à habitação e contra aumento do custo de vida

Protestos pela habitação e contra aumento do custo de vida sobem de tom em manifestação nacional

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Protestos pela habitação e contra aumento do custo de vida sobem de tom em manifestação nacional

Este sábado é dia de manifestação nacional pelo direito à habitação e contra o agravamento do custo de vida. Estão convocadas concentrações e marchas no Porto, em Coimbra e em Lisboa. Acompanhamos aqui os desenvolvimentos da jornada de protesto.

Carlos Santos Neves - RTP / Adicionar como fonte informativa

Emissão da RTP Notícias


José Pinto Dias - RTP

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Ponto de situação
RTP /

Porto, Coimbra e Lisboa. Cidades na rota de manifestação nacional

  • Estão convocadas concentrações e marchas, durante a manhã, no Porto e em Coimbra. O protesto estende-se a várias cidades e à tarde concentra-se em Lisboa;


  • No Porto, o protesto tem início na Praça da Batalha e segue até à Praça D. João I, onde há já uma semana decorrem protestos pelo direito à habitação. Na última madrugada, os manifestantes decidiram não passar a noite no local, alegando falta de condições, mas regressam este sábado;


  • Sob o mote "Mais salário, melhores pensões e serviços públicos | Contra o aumento do custo de vida | Novo rumo para Portugal!", foram então convocadas pela CGTP manifestações, a partir das 10h30, para o Porto e em Coimbra. Em Lisboa, a Intersindical promove uma manifestação à tarde, a partir das 14h30, com início no Cais do Sodré e término no Rossio;


  • Ouvido pela agência Lusa, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que as manifestações visam que cada pessoa que "sente as dificuldades do dia-a-dia", perante o "brutal aumento" dos preços da habitação, dos combustíveis e do cabaz alimentar, e que "sente os serviços públicos a desagradarem-se", se faça "ouvir" e tenha "a oportunidade de lutar contra a política em curso";


  • Em Lisboa são esperadas milhares de pessoas. O presidente da Câmara da capital, Carlos Moedas, fala de uma causa justa, mas deixa avisa que os protestos devem decorrer dentro da lei;


  • O primeiro-ministro, Luís Montenegro, negou na sexta-feira ter acusado os manifestantes do Porto de egoísmo e queixou-se de ameaças, referindo-se a um vídeo onde se apela a um ataque à sua casa. O Movimento pela Habitação veio já distanciar-se das ameaças, apelando à serenidade e a que os protestos sejam levados a cabo de forma pacífica;


  • A Inspeção-Geral da Administração Interna abriu entretanto um processo de averiguações sobre a carga policial da última semana na Praça D. joão I, no Porto. A RTP apurou que a PSP identificou sete pessoas;


  • O líder do Chega, André Ventura, defendeu a atuação da polícia, afirmando que haveria presumíveis inflitrações extremistas na manifestação do Porto. Por sua vez, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, apelou aos manifestantes para que expressem a insatisfação com respeito pelas regras democráticas;


  • Em entrevista à RTP Notícias, a presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, exigiu o apuramento de responsabilidades pela carga policial no Porto. Voltou ainda a associar PCP e Bloco de Esquerda à crise na habitação e alertou para o risco de as manifestações se agravarem, como aconteceu em França ou na Albânia.
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RTP / Adicionar como fonte informativa

Montenegro preocupado após ameaças de um manifestante contra a sua casa

O primeiro-ministro nega ter usado a palavra egoismo para acusar os manifestantes do Porto que reclamam o direito a habitação. Luís Montenegro diz que estava a dirigir-se aos partidos, movimentos associativos e organizações. Garante que ficou ainda mais preocupado depois de ter visto intervenções nos protestos com manifestantes a ameaçar explicitamente a sua própria casa.

EPA

O primeiro-ministro negou hoje ter acusado os manifestantes pela habitação de egoísmo, afirmando que se referia a partidos, movimentos associativos e organizações, e disse ter visto imagens nas quais se ameaça a sua casa.

Em conferência de imprensa no final da cimeira do Conselho Europeu, em Bruxelas, Luís Montenegro releu as declarações que fez na quinta-feira de manhã para concluir que, "em momento algum, disse que havia egoísmo dos manifestantes".

"Eu dirigi-me a partidos políticos, a movimentos associativos e organizações no desenvolvimento da sua ação, dessas organizações. Para que fique muito claro, para que se não confunda a opinião pública", afirmou.

Esta quinta-feira de manhã, Luís Montenegro tinha dito que esperava que "os partidos políticos, movimentos associativos, organizações portuguesas, não caiam na tentação, por razões meramente egoísticas da sua própria ação, de importarem para Portugal climas de instabilidade, de contestação, que não tenham de facto respaldo na sociedade portuguesa".

"E a manifestação que está a falar é elucidativa sobre isso", tinha acrescentado na altura.

Hoje, perante os jornalistas, Montenegro disse ainda ter visto um filme, que considerou preocupante, "de uma das passagens das intervenções feitas nessas manifestações", onde "se faz um apelo direto à violência, à importação de conflitualidade (...) que tem ocorrido noutros países".

"Onde até se ameaça diretamente a casa de habitação do primeiro-ministro e da sua família", afirmou.

Pouco depois, o gabinete do primeiro-ministro divulgou à imprensa o vídeo a que se referia Luís Montenegro, no qual se vê uma pessoa a afirmar numa manifestação, perante dezenas de pessoas, que é "preciso descobrir o endereço da casa do primeiro-ministro e jogar um tijolo".

"Acabou essa porra de ser pacífico. É para queimar alguma coisa, sim", afirma esse manifestante.

c/ Lusa
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RTP /

Ventura e Carneiro em rota de colisão após protestos no Porto

O protesto contra a crise na habitação e a carga policial sobre os manifestantes, no Porto, divide opiniões entre as forças políticas. André Ventura defende a atuação das autoridades e José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, apelou à livre expressão da população, com respeito pelas regras democráticas.

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Mariana Ribeiro Soares - RTP / Adicionar como fonte informativa

Mariana Leitão diz que PCP e BE são responsáveis pela degradação do mercado de habitação

Depois de ter acusado o PCP e o BE de instigaram a escalada dos protestos pela habitação no Porto, Mariana Leitão afirma que os mesmos partidos são "responsáveis por vários anos de políticas que acabaram por contribuir para uma degradação do mercado de habitação".

Foto: Mariana Soares Ferreira - RTP

“As pessoas têm de ser responsáveis pela forma como atuam politicamente e publicamente”, disse Mariana Leitão em entrevista à RTP, esta sexta-feira, alertando para o risco de as manifestações em Portugal escalarem, como aconteceu em França ou na Albânia.

A presidente da Iniciativa Liberal entende que a manifestação é legítima e pede conclusões rápidas da investigação sobre a atuação da polícia na manifestação, defendendo que a atuação das autoridades deve respeitar o princípio da proporcionalidade.


Mariana Leitão defende que “é preciso começar a falar de soluções” e apresenta algumas propostas, desde logo uma parceria entre Estado e privados de forma a haver arrendamento acessível.

Para além disso, a presidente da IL defende que “é preciso construir mais” habitações, afirmando que a oferta não é suficiente para a procura.

Mariana Leitão sugere ainda que sejam dados incentivos para a construção e implementados mecanismos “para restituir confiança no mercado de arrendamento”, dando o exemplo do descongelamento das rendas.


Questionada sobre as recentes declarações de Pedro Passos Coelho, que defende um acordo entre o PSD, o Chega e a IL, Mariana Leitão diz que o partido de André Ventura “não é um partido confiável” e entende que “a única solução política é a IL”.
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RTP /

Manifestações no Porto. Oposição critica resposta da polícia e do Governo

O Governo diz que não vai ceder aos gritos nas ruas e que o problema da habitação não se resolve com bandeiras da Palestina. Palavras do ministro dos Assuntos Parlamentares, num debate sobre o aumento do custo de vida, onde a esquerda condenou a resposta à manifestação no Porto.

O debate no parlamento em Lisboa fez-se com os ecos das manifestações do Porto. E com o Governo a responder numa posição de força.

O debate era sobre o agravamento do custo de vida, a pedido do PCP. Passou pela resposta à manifestação no Porto, do primeiro-ministro e da polícia.
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RTP /

Manifestação pelo direito à habitação. Carlos Moedas pede cumprimento da lei

Lisboa está este sábado na rota dos protestos pelo direito à habitação e contra o agravamento do custo de vida.

O presidente da Câmara da capital, Carlos Moedas, fala de uma causa justa, mas avisa que o protesto deve funcionar dentro da lei.
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Filipe Alexandre Gonçalves - RTP / Adicionar como fonte informativa

Autarca do Porto saúda inquérito da IGAI e apela a manifestantes para que cumpram regras

Pedro Duarte recusou explicar que tipo de material foi recolhido pelos funcionários municipais e remeteu explicações para a PSP.

Pedro Duarte recusou comentar a atuação da PSP durante a madrugada de quinta-feira | Rita França - Lusa

O presidente da Câmara do Porto saudou esta sexta-feira a abertura de um inquérito pela Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) aos episódios registados na madrugada desta quinta-feira durante a manifestação pela habitação.
"Tudo o que possa ser para nós esclarecermos o que aconteceu, a bem da transparência, parece-me bem. Ainda bem que isso está a acontecer", afirmou Pedro Duarte aos jornalistas, ao início da tarde, na Praça D. João I, no Porto.

O autarca disse também ser importante para a população esclarecer o comportamento das autoridades policiais e dos civis envolvidos.
Pedro Duarte referiu ainda que, segundo a informação de que dispõe da parte da PSP, houve "episódios de desacatos entre os manifestantes", mas "muito pontuais e muito localizados, que terão sido "prontamente resolvidos." 

O autarca acrescentou entretanto que questionou as autoridades sobre a existência na manifestão de grupos organizados de extrema-direita ou de outra natureza.

"Julgo que a polícia está atenta, porque o Porto não é uma cidade que gosta de extremismos, sejam eles quais forem, extrema-direita, extrema-esquerda", referiu.

Pedro Duarte recusou ainda comentar a atuação da PSP na madrugada de quinta-feira e remeteu para a polícia os esclarecimentos sobre o material apreendido e recolhido pelos funcionários municipais, que estiveram no local a limpar a praça. "Tenho tentado ter uma palavra de apaziguamento, de grande tolerância para aquilo que é a manifestação das pessoas. Agora, isso tem de ser compensado com uma palavra de firmeza, pelo cumprimento das leis e das regras", afirmou, alertando que, sem esse rigor, "a situação pode tornar-se explosiva e incontrolável".

O autarca defendeu ainda que o Porto deve preservar a sua tradição de tolerância e liberdade, evitando "escalar uma conflitualidade que é muito artificial".
Nova manifestação no sábado

Também um dos responsáveis pela manifestação nacional pelo direito à habitação, promovida pela plataforma Casa Para Viver, anunciou a convocação de uma nova manifestação que vai acontecer este sábado, às 10h30, na Praça de D. João I, no Porto.

João Beleza apelou à participação de todos na ação, que vai acontecer em conjunto com a Comissão de Trabalhadores Precários e Jovens (CTPJ).
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RTP /

Confrontos no Porto. Organização fala de infiltração de extrema-direita

A Inspeção Geral da Administração Interna abriu um processo à intervenção policial de quinta-feira no Porto. A RTP apurou, entretanto, que sete pessoas foram identificadas pela PSP já esta madrugada após novos confrontos e que houve suspeitas de infiltração de elementos da extrema-direita na manifestação.

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