Mundo
Puigdemont. "O nervosismo está a crescer" em Espanha
"Aproximam-se dias decisivos, o nervosismo está a crescer e o leilão está a aumentar", advertiu Carles Puigdemont, antigo presidente catalão esta segunda-feira na sua conta da rede social Twitter. O aviso era dirigido ao PSOE do atual primeiro-ministro Pedro Sánchez, a poucos dias de se formar a Mesa do Congresso em Espanha.
Numa corrida contrarrelógio para a tomada de posse das Cortes espanholas, na próxima quinta-feira, 17 de agosto e sem acordos à vista entre os partidos para a formação de um governo, de esquerda ou de direita, o apoio do partido de Carles Puigdemont, Juntos pela Catalunha (JxCat), detém a chave para facilitar ou não uma investidura de Pedro Sánchez.
Com o partido independentista JxCat no centro das negociações, o antigo presidente catalão, exilado na Bélgica, quebrou o silêncio dos últimos dias e reagiu com uma mensagem enigmática na sua conta Twitter. Lamentando que as negociações estejam a ser negociadas “através de declarações públicas” e apelando a uma negociação em discrição.
Desde das eleições de 23 de julho, que o PSOE e o Sumar, de Yolanda Díaz, estão a tentar obter o apoio de Juntos pela Catalunha (JxCat), assim como do Partido Nacionalista Basco, Esquerra, EH Bildu e BNG para facilitar a constituição de uma Mesa do Congresso progressista na próxima quinta-feira e, consequentemente, uma possível presidência do governo por Pedro Sánchez.
Com o partido independentista JxCat no centro das negociações, o antigo presidente catalão, exilado na Bélgica, quebrou o silêncio dos últimos dias e reagiu com uma mensagem enigmática na sua conta Twitter. Lamentando que as negociações estejam a ser negociadas “através de declarações públicas” e apelando a uma negociação em discrição.
“Abordar uma negociação através de declarações públicas não é uma opção nossa. Talvez por isso, à medida que se aproximam os dias decisivos, como o do próximo dia 17, o nervosismo cresce e o leilão aumenta. E a especulação dispara", escreveu Puidgemont na sua conta Twitter.
“Paciência, perseverança e perspetiva” conclui Puigdemont na sua publicação.Encarar una negociació a través de declaracions públiques no és la nostra opció. Potser per això, a mesura que s’apropen dies decisius, com aquest proper 17, creix el nerviosisme i puja la subhasta. I es disparen les especulacions.
— krls.eth / Carles Puigdemont (@KRLS) August 14, 2023
Paciència, perseverança i perspectiva.
Desde das eleições de 23 de julho, que o PSOE e o Sumar, de Yolanda Díaz, estão a tentar obter o apoio de Juntos pela Catalunha (JxCat), assim como do Partido Nacionalista Basco, Esquerra, EH Bildu e BNG para facilitar a constituição de uma Mesa do Congresso progressista na próxima quinta-feira e, consequentemente, uma possível presidência do governo por Pedro Sánchez.
De acordo com o El Mundo, o impasse político que se vive em Espanha com um eventual bloqueio de JxCat leva os partidos a temerem a convocação de novas eleições em Espanha, antes do final do ano.
Uma vez que os independentistas catalães deixaram bem claro na noite eleitoral que a facilitação de um governo de esquerda, liderado por Pedro Sánchez não seria “a troco de nada". "A nossa prioridade é a Catalunha, não a governabilidade do Estado espanhol”, declarou Míriam Nogueras, deputada e porta-voz do JxCat no Congresso dos Deputados.
A correspondente da RTP em Espanha, Ana Romeu, explica o impasse que se vive numa semana decisiva para a política espanhola.
Com o empate entre o bloco da esquerda e da direita, com 171 deputados para cada lado, aceleraram, nos últimos dias, as negociações entre os partidos para chegar a um acordo para a composição do Congresso dos Deputados na próxima quinta-feira.
Já que os resultados desta semana poderão determinar a possibilidade de formação de um governo, liderado por Pedro Sánchez (PSOE) ou Alberto Núñez Feijóo (PP) ou ainda abrirem caminho para novas eleições.