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Qatar detém mais de 300 pessoas por publicação de "rumores" e imagens de ataques

Qatar detém mais de 300 pessoas por publicação de "rumores" e imagens de ataques

As autoridades do Qatar prenderam mais de 300 pessoas por publicação de imagens e de "informações enganosas" durante os ataques do Irão contra aquele pequeno Estado do Golfo, anunciou segunda-feira o Ministério do Interior.

Lusa /

As 313 pessoas detidas, "de diversas nacionalidades", "filmavam e difundiam sequências de vídeo, e publicavam informações enganosas, bem como rumores", afirmou o ministério num comunicado.

Aquelas pessoas foram detidas pelo serviço de combate aos crimes económicos e cibernéticos do ministério.

O ministério anunciou posteriormente a prisão de outras cinco pessoas por terem "utilizado ou pilotado drones nas circunstâncias atuais".

Estas detenções fazem eco às medidas tomadas noutros países do Golfo, enquanto o Irão visa diariamente aeroportos, bases militares, instalações energéticas e zonas residenciais da região com drones e mísseis.

No Bahrein, quatro pessoas foram presas por "terem filmado e difundido sequências de vídeo sobre os efeitos dos ataques iranianos e propagarem notícias falsas", indicou na sexta-feira o Ministério do Interior.

No Kuwait, as autoridades anunciaram no sábado a prisão de três pessoas, por um vídeo no qual zombavam da situação no país.

Residentes dos Emirados Árabes Unidos receberam mensagens SMS alertando sobre eventuais processos judiciais em caso de partilha de imagens sensíveis ou divulgação de "informações não confiáveis".

O gabinete do procurador-geral dos Emirados também alertou contra "filmar, publicar ou difundir imagens e vídeos que documentem os locais dos incidentes ou os danos causados pela queda de projécteis ou estilhaços", indicou a agência de notícias emirata News Agency.

A Arábia Saudita emitiu avisos semelhantes. Apesar destes avisos, imagens de mísseis, de drones e das consequências da guerra continuam a circular nas redes sociais e nas discussões de grupo.

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