Em direto
Portugal comemora 50 anos da Revolução dos Cravos. Acompanhe ao minuto

Quatro mortos e 12 feridos em ataques russos a Kharkiv

por Cristina Sambado - RTP
Um dos ataques causou sérios danos a apartamentos num edifício de 14 andares Vitalii Hnidyi - Reuters

Pelo menos quatro pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas na sequência de novos ataques aéreos russos em Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana, revelaram nas últimas horas as autoridades.

O governador da região de Kharkiv, Oleh Synehubov, adiantou que entre os mortos estão três socorristas e que três dos feridos ficaram em estado grave.

Na rede social Telegram, Synehubov afirmou que a Rússia usou pelo menos 15 drones Shahed, 11 dos quais foram abatidos pelo exército ucraniano.

Os drones também atingiram a central térmica de Zmiivska na região, acrescentou o governador, mantendo a pressão sobre um sistema de energia que tem sido repetidamente atacado por ataques aéreos russos nas últimas semanas.
Fotos e vídeos postados publicados nas redes sociais mostram escadas de camiões de bombeiros operando sob holofotes e estendendo-se até apartamentos destruídos no topo dos prédios.


A emissora ucraniana Suspilne revelou que um dos ataques causou sérios danos a apartamentos num edifício de 14 andares. As equipas de emergência não puderam trabalhar durante pelo menos uma hora por receio de novos ataques.

Um estabelecimento de ensino, um centro cultural e uma residência na região de Dnipropetrovsk também foram atingidos por drones, disse Oleh Synehubov, acrescentando que não foram registadas vítimas.

O presidente da Câmara de Kharkiv, Ihor Terekhov, revelou que alguns bairros da cidade podem sofrer cortes de energia. Nas últimas semanas, a Rússia intensificou os seus ataques a infraestruturas de eletricidade. Segundo o ministro ucraniano da Energia, cerca de 350 mil residentes da cidade estão sem eletricidade.

A Rússia nega ter deliberadamente como alvo civis na guerra de 25 meses, na qual está a concentrar-se na captura das partes leste e sul da Ucrânia.

Kharkiv tem sido um alvo frequente de ataques de drones e mísseis russos. Na semana passada, as forças russas usaram uma bomba aérea na cidade, matando uma pessoa, depois de um ataque com mísseis a uma zona industrial no mês passado ter matado cinco pessoas.

Os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, enquanto as forças de Kiev têm visado alvos em território russo próximos da fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014.
As autoridades ucranianas apelam aos aliados ocidentais para que forneçam mais sistemas de defesa aérea, incluindo os modernos sistemas norte-americanos Patriot.

A ajuda militar dos EUA à Ucrânia, em particular, está a diminuir devido à oposição do campo republicano de Donald Trump, que está a bloquear um pacote, de cerca de 60 mil milhões de dólares, prometido pelo presidente Joe Biden.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991, após a desagregação da antiga União Soviética, e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, mas não conheceu avanços significativos no teatro de operações nos últimos meses, mantendo-se os dois beligerantes irredutíveis nas suas posições territoriais e sem abertura para cedências negociais.

c/ agências
Tópicos
pub