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Queda de avião da Ethiopian Airlines. Relatório preliminar aponta culpas à Boeing
O relatório preliminar ao acidente com um Boeing 737 Max da Ethiopian Airlines foi revelado esta manhã. O documento sugere à Boeing uma revisão dos sistemas de controlo do aparelho. Diz ainda que os pilotos seguiram todos os procedimentos para evitar a queda, mas o Boeing esteve constantemente a forçar o nariz do avião para baixo.
As conclusões preliminares agora reveladas indicam que o Boeing 737 Max da Ethiopian Airlines esteve de forma constante a forçar o nariz do aparelho para baixo, até que acabou por se despenhar. O voo ET302 caiu pouco depois de ter levantado voo. 157 pessoas morreram.
Uma falha que poderá estar relacionada com o sistema de controlo do aparelho conhecido como MCAS, e que levou mesmo a que todos Boeing 737 Max fossem proibidos de voar até que o sistema seja totalmente verificado pela empresa e autoridades de aviação.
"Apesar de todo o duro trabalho e total cumprimento dos procedimentos de emergência, infelizmente eles (pilotos) não conseguiram recuperar o avião" que estava de forma persistente a forçar o nariz do aparelho para baixo, disse a ministra dos Transportes da Etiópia.
O relatório preliminar, avança a Reuters, não atribui culpas, nem fornece grandes detalhes sobre a análise do voo. Mas aparentemente iliba de responsabilidades os pilotos, que terão seguido todos os procedimentos perante a situação de emergência com que estavam confrontados.
No mesmo sentido, o relatório preliminar sugere à Boeing que reveja o sistema de controlo do aparelho e às autoridades de aviação que confirmem que o problema está totalmente resolvido antes de autorizarem o aparelho a voar novamente.
A Boeing diz que vai estudar o relatório preliminar agora revelado.