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"Queridíssimo amigo". Filipe VI enaltece contributo de Marcelo na relação luso-espanhola
O Rei de Espanha, Felipe VI, elogiou esta sexta-feira o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pela "energia, inteligência, sabedoria e coração" dedicados às relações luso-espanholas ao longo dos seus dez anos de mandato, sublinhando que entre ambos não há uma despedida, mas "o início de uma nova etapa" de amizade pessoal.
No brinde do almoço oficial realizado no Palácio Real de Madrid, perante cerca de uma centena de convidados, o monarca espanhol discursou parcialmente em português e evocou Fernando Pessoa, citando os versos “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”.
O almoço contou também com a presença do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez e da rainha espanhola, Letizia.
Adaptando a frase, Felipe VI afirmou que “tudo vale a pena quando se investe no que engrandece a alma”, para enaltecer o contributo de Marcelo Rebelo de Sousa para o fortalecimento da relação entre Portugal e Espanha.
O Rei de Espanha confirmou ainda que marcará presença em Lisboa na tomada de posse do novo Presidente português, António José Seguro, garantindo que continuará a trabalhar “em prol desta magnífica era” da relação bilateral.
O ambiente de proximidade ficou evidente logo à chegada de Marcelo ao palácio, quando o Rei quebrou o protocolo para receber o atual presidente da república com um abraço.
No discurso, tratou-o como “professor Marcelo” e “queridíssimo amigo” e acrescentou, "mas saiba, caro Presidente, que entre nós não se trata de uma despedida, mas sim do início de uma nova etapa, também de profunda e respeitosa amizade pessoal".
As primeiras palavras do chefe de Estado espanhol foram, contudo, de pesar pelas vítimas das recentes tempestades que atingiram a Península Ibérica, manifestando “imenso pesar” pelos danos em Portugal.
“A adversidade volta a mostrar-nos até que ponto partilhamos grande parte do que somos”, afirmou o Rei de Espanha, defendendo que a interdependência entre os dois países é “um ativo enorme” que não pode ser negligenciado.
Felipe VI destacou a atual cooperação bilateral e multilateral, lembrando que, após períodos de “costas voltadas”, os dois países aprenderam “as lições da história”.
O Rei apontou como exemplos o combate aos incêndios, a crescente integração económica, a ação conjunta na União Europeia e na NATO, bem como a importância do vínculo transatlântico e da comunidade de países ibero-americanos. Esta foi a última visita oficial de Marcelo Rebelo de Sousa a Madrid como chefe de Estado, cujas funções cessam a 9 de março.
O Presidente português escolheu o Vaticano e Espanha como destinos da primeira e da última visita presidencial. A deslocação de despedida foi adiada duas vezes. Primeiro devido a uma operação inesperada a uma hérnia abdominal e, mais recentemente, por decisão conjunta dos dois chefes de Estado face às tempestades que assolaram ambos os países.
O almoço contou também com a presença do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez e da rainha espanhola, Letizia.
Adaptando a frase, Felipe VI afirmou que “tudo vale a pena quando se investe no que engrandece a alma”, para enaltecer o contributo de Marcelo Rebelo de Sousa para o fortalecimento da relação entre Portugal e Espanha.
O Rei de Espanha confirmou ainda que marcará presença em Lisboa na tomada de posse do novo Presidente português, António José Seguro, garantindo que continuará a trabalhar “em prol desta magnífica era” da relação bilateral.
O ambiente de proximidade ficou evidente logo à chegada de Marcelo ao palácio, quando o Rei quebrou o protocolo para receber o atual presidente da república com um abraço.
No discurso, tratou-o como “professor Marcelo” e “queridíssimo amigo” e acrescentou, "mas saiba, caro Presidente, que entre nós não se trata de uma despedida, mas sim do início de uma nova etapa, também de profunda e respeitosa amizade pessoal".
As primeiras palavras do chefe de Estado espanhol foram, contudo, de pesar pelas vítimas das recentes tempestades que atingiram a Península Ibérica, manifestando “imenso pesar” pelos danos em Portugal.
“A adversidade volta a mostrar-nos até que ponto partilhamos grande parte do que somos”, afirmou o Rei de Espanha, defendendo que a interdependência entre os dois países é “um ativo enorme” que não pode ser negligenciado.
Felipe VI destacou a atual cooperação bilateral e multilateral, lembrando que, após períodos de “costas voltadas”, os dois países aprenderam “as lições da história”.
O Rei apontou como exemplos o combate aos incêndios, a crescente integração económica, a ação conjunta na União Europeia e na NATO, bem como a importância do vínculo transatlântico e da comunidade de países ibero-americanos. Esta foi a última visita oficial de Marcelo Rebelo de Sousa a Madrid como chefe de Estado, cujas funções cessam a 9 de março.
O Presidente português escolheu o Vaticano e Espanha como destinos da primeira e da última visita presidencial. A deslocação de despedida foi adiada duas vezes. Primeiro devido a uma operação inesperada a uma hérnia abdominal e, mais recentemente, por decisão conjunta dos dois chefes de Estado face às tempestades que assolaram ambos os países.