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Rafael Marques: não há separação de poderes em Angola
O angolano Rafael Marques diz que o Presidente do seu país ainda está a tempo de perceber que "está a afundar-se" com o caso dos jovens ativistas presos, dos quais Luaty Beirão é o rosto mais mediático.
Foto: Reuters/Herculano Coroado
Rafael Marques acredita que a greve de fome de Luaty (hoje terminada) funcionou como "catalisador para a mobilização da solidariedade internacional a favor dos direitos humanos e da liberdade de expressão em Angola", mas realça que o sistema judicial de Luanda não merece "confiança", até porque "não há separação de poderes" com o Procurador Geral da República a receber instruções diretas do chefe de Estado.
"O que nós queremos em Angola é liberdade de pensamento, de expressão, e usufruto dos direitos consagrados pela constituição", frisou o jornalista, escritor e ativista dos direitos humanos.