Estados Unidos atacaram o Irão por duas noites consecutivas
Ontem foram atingidos 90 alvos, que somam aos 10 do que na noite anterior. Teerão acusa Washington de violar o Memorando de Entendimento e avisa que Ormuz só vai funcionar segundo as regras iranianas.
Aviões atacaram zona militar naval em Konarak, diz governador
Em declarações à IRNA, Haqqani afirmou que foram ouvidas duas explosões na área militar naval e que "essa área foi alvejada por aviões de combate inimigos em duas fases".
Acrescentou que as equipas de resgate, segurança e outras agências relevantes foram imediatamente enviadas para o local e que está em curso uma investigação sobre o ataque e os seus detalhes.
Autoridades israelitas desconhecem "qualquer envolvimento" do país
Posto militar atingido por projéctil perto de Bushehr, afirma autoridade local
Jahanian acrescentou que um quartel-general militar nos arredores de Bushehr foi atingido por aquilo que descreveu como um projéctil.
Netanyahu e Trump falaram ao telefone esta quinta-feira
Em comunicado, o gabinete acrescentou que Trump atualizou Netanyahu sobre as "ações americanas no Golfo".
CENTCOM confirma que EUA não lançaram ataques recentes
Esta informação está de acordo com outras reportagens da comunicação social americana.
O responsável norte-americano não revelou qual seria a possível causa das explosões no Irão, segundo especulações das forças armadas norte-americanas. Apenas confirmou que os EUA não estão envolvidos.
Vídeo de explosões no sul do Irão
MYSTERY IN IRAN: US denies carrying out any current strikes, but multiple explosions are still being reported across Iranian cities.
— سيف الدرعي| Saif alderei (@saif_aldareei) July 9, 2026
If it's not the US, then whose "ghost jets" are conducting these operations? Absolute strategic ambiguity. pic.twitter.com/aBakskJgel
Governador. Origem da explosão em Bushehr está a ser investigada
"Está ainda a ser investigado se o som ouvido foi proveniente da defesa das forças armadas, de um projétil inimigo que atingiu a área ou de um drone inimigo a ser alvejado, e a causa definitiva ainda não foi determinada", disse à IRNA.
IRNA reporta ataque com míssil dos EUA ou israelita contra base militar em Bushehr
Pentágono e Casa Branca não se pronunciam sobre notícias de explosões no sul do Irão
Líbano. Primeira zona piloto de retirada israelita lançada "dentro de dias"
Um acordo-quadro alcançado em Washington a 26 de junho entre o Líbano e Israel, países em guerra há décadas, estipula que o exército libanês começará a mobilizar-se nas zonas das quais Israel, que ocupa parte do sul, se retirará, mediante o desarmamento do Hezbollah, um grupo pró-Irão.
Recebido pelo Presidente libanês, Josef Aoun, o embaixador dos EUA, Michel Issa, informou-o de que uma "delegação militar chegará a Beirute nos próximos dias para coordenar e definir o mecanismo de implementação no terreno" da cláusula relativa às "zonas piloto", segundo um comunicado da presidência.
"A primeira zona piloto será lançada dentro de alguns dias, e outras zonas piloto estão a ser estudadas e planeadas", disse um responsável norte-americano em Washington, sob anonimato.
Explosões junto a centrais nucleares no sul do Irão
Estas explosões ocorrem após a mais recente onda de ataques que atingiu vários locais no sul do Irão, incluindo aeroportos e redes logísticas, bem como a central nuclear de Bushehr.
Estes ataques aconteceram após ameaças de Trump de aumentar a pressão sobre as autoridades iranianas para que regressem à mesa das negociações. Mas as autoridades iranianas afirmam que não cederão à coação dos EUA.
Anteriormente, também se registaram ataques em Ahvaz, no Khuzistão, sul do Irão. Estes ataques coincidem com o funeral e o enterro do falecido ayatollah Ali Khamenei, mortos em bombardeamentos dos EUA e de Israel.
Estreito de Ormuz: Tráfego marítimo caiu a pique
O tráfego nesta via navegável estratégica tinha atingido o seu nível mais elevado desde o início da guerra, após o acordo de cessar-fogo assinado entre Teerão e Washington em meados de Junho, embora se mantivesse limitado a cerca de um terço do volume habitual em tempo de paz.
Mas esta recuperação parece estar agora a vacilar: apenas seis petroleiros carregados com matérias-primas transitaram pelo estreito até às 14h30 GMT de quinta-feira, em comparação com os 21 de quarta-feira, segundo dados da Kpler.
O único dia com menor tráfego desde a trégua entre as duas partes foi 28 de junho, com 19 travessias, um dia depois de um petroleiro ter sido atacado ao largo da costa de Omã.
EUA. Ataque do Irão não causou danos "importantes” nem feridos norte-americanos
Os mísseis e drones iranianos “foram intercetados ou não causaram danos importantes”, disse o responsável sob anonimato, acrescentando que “não houve feridos americanos”.
Israel diz estar preparado para retomar ofensiva contra Teerão
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou hoje que as Forças Armadas estão "em alerta e preparadas" para retomar a ofensiva contra o Irão, após os recentes ataques iranianos contra alvos norte-americanos.
Durante uma cerimónia de graduação de cadetes, Katz afirmou que Israel está preparado para voltar a demonstrar a sua "superioridade aérea" e lançar novos ataques contra o Irão para eliminar as ameaças existentes.
"Se for necessário regressar, regressaremos com ainda mais força", assegurou o ministro, citado pelo jornal The Times of Israel.
As declarações surgem depois de os Estados Unidos terem lançado várias vagas de ataques aéreos contra o Irão entre terça-feira e hoje, alegando responder a ataques iranianos contra embarcações no estreito de Ormuz.
Em resposta, Teerão lançou mísseis e drones contra interesses norte-americanos em vários países da região.
Os confrontos intensificaram as acusações mútuas de violação do memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerão em junho e aumentaram os receios de um colapso do cessar-fogo acordado em abril, do qual Israel também é signatário.
Katz reiterou igualmente que Israel manterá a presença militar no Líbano, apesar dos apelos internacionais para uma retirada e das declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, admitindo essa possibilidade.
"Não pedimos autorização a ninguém para entrar no Líbano e não precisamos da autorização de ninguém para permanecer no Líbano", afirmou Katz, acrescentando que Israel tem o "direito e o dever" de proteger os habitantes da Galileia e os cidadãos israelitas das ameaças do movimento xiita Hezbollah.
Apesar do acordo preliminar de cessar-fogo, Israel continua a realizar operações militares no sul do Líbano.
Funeral de Khamenei marcado por ameaças. "Mataremos Trump"
"Juro pelo sangue do líder supremo, Trump, vamos matar-te!", gritam, enquanto mulheres seguravam cartazes com as palavras "matem Trump" e o tradicional "morte à América".
Araqchi avisa para "aventureirismo" militar adicional dos EUA
Preços do petróleo sem reação à estratégia dos EUA
O índice S&P 500 subiu 0,2%, mesmo com os Estados Unidos a lançarem novos ataques aéreos contra o Irão, que respondeu atacando os aliados americanos na região. O Dow Jones Industrial Average registava uma subida de 71 pontos, ou 0,1%, às 10h15 (hora do leste dos EUA), e o Nasdaq Composite subia 0,2%.
No mercado petrolífero, os preços recuaram ligeiramente após as subidas do dia anterior. O preço do barril de petróleo Brent, referência internacional, caiu 0,7% para 77,45 dólares. A cotação é inferior aos 78,02 dólares do dia anterior, mas ainda acima dos 71,80 dólares do final da semana passada.
Existe a preocupação de que um regresso à guerra em grande escala bloqueie a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz e impeça o fornecimento de crude do Golfo Pérsico aos clientes de todo o mundo. Isto poderia agravar a inflação, que os economistas esperavam que diminuísse com a queda dos preços do petróleo, e, por sua vez, forçar a Reserva Federal dos EUA e outros bancos centrais a aumentar as taxas de juro.
Taxas mais elevadas podem conter a inflação, mas também abrandam a economia e prejudicam os preços de todos os tipos de investimento.
Mas Trump afirmou também na quarta-feira que os recentes confrontos não resultariam numa ação militar "a longo prazo", aumentando a incerteza sobre o que realmente vai acontecer.
MNE iraniano falou com homólogos do Omã e Turquia sobre o conflito
Irão diz ter disparado dez mísseis contra base norte-americana na Jordânia
A base militar de Azraq, no norte da Jordânia, é também conhecida como Base Aérea de Muwaffaq Salti. As forças armadas dos EUA reforçaram significativamente a sua presença nesse local durante o conflito com o Irão.
"Se as forças armadas dos EUA repetirem a sua agressão, outras bases americanas na região não serão poupadas a um fogo intenso", afirmou Teerão.
Todos os mísseis foram "intercetados e neutralizados", afirmou o porta-voz do governo da Jordânia, Mohammad Al-Momani. Não há relatos de danos ou vítimas.
Governo português preocupado com impacto económico de novas tensões
Em declarações aos jornalistas portugueses em Bruxelas, na entrada para a reunião do Eurogrupo, o governante apontou: "A situação é bastante incerta, sempre muito volátil, e se voltarmos a ter uma situação de conflito e um agravamento do preço do petróleo isso tem naturalmente consequências negativas na economia".
"Esperemos que tudo possa ser sanado rapidamente", acrescentou.
Indicando que Portugal "acompanha a evolução e os impactos deste conflito", Joaquim Miranda Sarmento referiu que o Governo vai "ver que efeitos é que isto vai ter nas próximas semanas, sobretudo no preço dos combustíveis, e atuar em conformidade".
"A situação orçamental de 2025, ao ter sido melhor do que aquilo que antecipava, deu-nos um pouco de margem, mas temos que atuar em função daquilo que seja a evolução das circunstâncias", indicou, sem precisar.
Irão diz que ataques dos EUA perturbam a reabertura do Estreito de Ormuz
Iranianos juram vingança e pedem a morte de Trump após ataques dos EUA
O último dia do funeral do ayatollah Ali Khamenei serviu para apelar à vingança contra os norte-americanos, depois de os Estados Unidos terem voltado a atacar o Irão.
O Comando Central norte-americano partilhou imagens dos ataques que lançou contra o Irão. A justificação está relacionada com a necessidade de diminuir a capacidade iraniana de atacar navios que pretendem atravessar o Estreito de Ormuz.
Donald Trump, já no regresso a Washington, depois de ter participado na cimeira da NATO na Turquia, confirmou os bombardeamentos.
"Nós atacámo-los com toda a força. E digo que os atacámos numa proporção de 20 para um - cada vez que eles nos atacam, nós atacamo-los 20 vezes", afirmou.
"E foi isso que fizemos ontem à noite. Hoje, eles fizeram uma pequena ação, mas foi, na verdade, uma retaliação pelo que aconteceu ontem à noite. Na verdade, eles atingiram três barcos, e não dois. E quando eles atacam, nós ripostamos com muito mais força", acrescentou o presidente.
Jordânia interceta mísseis iranianos no seu espaço aéreo
"As sirenes de alerta foram acionadas (...) depois de o espaço aéreo do reino ter sido violado por mísseis lançados a partir do Irão, os quais foram intercetados", declarou Mohammad Momani ao canal público Al Mamlaka.
Irão diz que projétil norte-americano atingiu zona em redor da central nuclear de Bushehr
Segundo este responsável, vários locais na província de Bushehr, incluindo a zona circundante à central nuclear, foram atingidos pelos ataques dos EUA.
As declarações chegam pouco depois de a imprensa iraniana ter avançado que foram ouvidas várias explosões no local.
Explosões ouvidas em Bushehr, no Irão
Primeiro-ministro do Catar falou ao telefone com MNE iraniano
“Durante a conversa, foram analisados os desenvolvimentos na escalada militar entre os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irão nos últimos dois dias”, avançou o Ministério.
“O primeiro-ministro expressou a condenação e a rejeição do Estado do Catar aos ataques que tiveram como alvo navios comerciais no Estreito de Ormuz, apesar do clima de calma e dos esforços para reduzir a escalada na região”.
O primeiro-ministro do Catar “salientou que tais ações minam a confiança, ameaçam a segurança marítima internacional e prejudicam os esforços para consolidar a segurança e a estabilidade regionais”.
O comunicado do MNE do Catar surgiu poucas horas depois de as Forças Armadas iranianas terem anunciado que atacaram um alvo norte-americano no Catar, tendo o Estado do Golfo alertado a sua população para um nível de ameaça elevado pela primeira vez desde o início do cessar-fogo entre os EUA e o Irão, em abril.
Um ferido no último ataque iraniano contra o Kuwait
A vítima está atualmente a receber "os cuidados médicos necessários e encontra-se em estado estável", declarou o porta-voz do ministério, precisando que quatro mísseis e dez drones foram "intercetados com sucesso e neutralizados" ao amanhecer.
Ataque dos EUA terá atingido ponte no corredor ferroviário China-Irão
Trata-se de uma ligação comercial com a China e a Rússia, parceiros estratégicos de Teerão.
A Fars referiu que a rota, que prossegue através do Turquemenistão e do Cazaquistão, tem sido uma importante ligação terrestre com a China, ganhando ainda mais relevância durante o bloqueio dos portos iranianos do Golfo pelos EUA este ano.
A rota também tem sido utilizada pela Rússia para o transporte de carga para o Irão desde o final de 2025. Segundo a Fars, espera-se que as reparações na ponte sejam concluídas rapidamente.
Donald Trump confundiu o Irão com a República Islâmica do Japão
"Tivemos 111 mísseis disparados pela República Islâmica do Japão", disse Donald Trump durante um encontro com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, à margem da cimeira da Aliança Atlântica em Ancara, na Turquia.
Irão ameaça EUA: "Se atacarem, serão atacados"
“Os Estados Unidos ainda não aprenderam que a intimidação e o incumprimento de promessas já não saem impunes. Deixem-me ser claro: se atacarem, serão atacados”, escreveu na rede social X.
“Não se agitem inutilmente, ou afundar-se-ão ainda mais: o Estreito de Ormuz só irá abrir-se com acordos iranianos, não com ameaças americanas”, acrescentou.
Embaixador dos EUA no Líbano prevê início da retirada israelita
O Líbano exige que Israel se retire dessas zonas antes de participar numa nova ronda de negociações prevista em Roma, indicou na quarta-feira à AFP uma fonte diplomática a par das negociações.
Bahrein diz ter intercetado vários ataques iranianos
A Força de Defesa do Bahrein afirmou na rede social X que “o uso deliberado de mísseis e drones para atacar civis e propriedade privada constitui uma violação flagrante do direito internacional humanitário”.
A Guarda Revolucionária do Irão tinha afirmado anteriormente, num comunicado publicado pela emissora estatal IRIB, que atacou bases militares norte-americanas no Kuwait e no Bahrein, em resposta à mais recente onda de ataques dos EUA.
Irão condena ataques norte-americanos contra infraestruturas civis e fala em "crime de guerra flagrante"
Estes ataques "representam, sem dúvida, um crime de guerra flagrante", acrescentou o ministério, expressando a "determinação" do Irão em "defender a sua integridade territorial, a sua soberania e a sua segurança nacional".
França diz que ataques violam compromissos
"Foi o Irão que, ao atacar navios que navegavam em águas omanenses, violou os seus próprios compromissos” assumidos no recente acordo com Washington, “assim como o direito internacional", declarou Jean-Noël Barrot na TF1, quando questionado sobre a legitimidade dos ataques norte-americanos ocorridos durante a noite.
"O Irão violou o acordo que foi celebrado com os Estados Unidos" no mês passado, insistiu.
"Este tipo de manobra tem de cessar absolutamente para que estas negociações tão importantes possam prosseguir nas melhores condições", acrescentou, apelando "à calma".
Catar pede que todas as partes apostem na diplomacia
Numa conversa telefónica esta quinta-feira, Al-Thani acrescentou que Washington e Teerão deveriam implementar o memorando de entendimento assinado com o objetivo de pôr fim à guerra.
Trump diz que Irão ligou e quer chegar a acordo
Irão diz ter atacado alvos no Kuwait, Catar e Bahrein
"No âmbito dos ataques levados a cabo pelo Exército da República Islâmica do Irão contra as bases norte-americanas na região", foi atacado um sistema de interceção de mísseis Patriot no Kuwait, um sistema de alerta no Catar e reservatórios de combustível no Bahrein, utilizando "um grande número de drones kamikaze de diferentes tipos", refere a imprensa iraniana.
Catorze mortos e 78 feridos nos ataques norte-americanos
"Enquanto o cessar-fogo estava em vigor, os Estados Unidos atacaram cinco províncias iranianas" na quarta-feira e na quinta-feira, explicou na rede social X um porta-voz do ministério, Hossein Kermanpour.
Estes ataques "causaram, até ao momento, 14 mortos e 78 feridos", dos quais 47 continuam hospitalizados, detalhou.
EUA lançam novos ataques de retaliação contra alvos iranianos
Pela segunda noite consecutiva, as forças armadas norte-americanas atacaram alvos iranianos, em retaliação por a República Islâmica ter atingido navios mercantes em águas próximas de Omã.
O Comando Central militar norte-americano (CENTCOM) adiantou nas redes sociais que, por ordem do Presidente Donald Trump, as forças norte-americanas "iniciaram ataques adicionais contra o Irão com o objetivo de reduzir ainda mais as suas capacidades de ameaçar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz". As vagas de ataques terça e quarta-feira, durante a madrugada iraniana, surgiram em resposta aos "recentes ataques injustificados" perpetrados pelo Irão no disputado estreito de Ormuz "contra navios mercantes e as suas tripulações civis", que "estavam a navegar livremente por esta via navegável internacional de importância estratégica".
Trump tinha ameaçado esta quarta-feira desencadear mais ações militares contra o Irão, após afirmar que os ataques iranianos contra navios civis assinalavam o fim do cessar-fogo.
"Vamos atacá-los com força esta noite", declarou o presidente norte-americano após a cimeira da NATO, em Ancara, garantindo que os novos confrontos terminariam "muito rapidamente" e deixando a porta aberta para a continuação das negociações diplomáticas com Teerão.
Horas depois dos bombardeamentos e antes de pisar solo britânico, o presidente norte-americano voltou a ameaçar Teerão contra a repetição dos ataques a navios mercantes. "Se voltar a acontecer será muito pior", ameaçou na legenda da fotografia de um incêndio perto de uma cidade, que publicou na sua plataforma Truth Social após diversos vídeos de explosões sem quaisquer referências a proveniência ou local.
Pouco depois do anúncio do CENTCOM, a televisão pública iraniana reportou explosões na ilha de Abu Musa. Referiu pouco depois que foram ouvidas oito explosões em Bandar Abbas e que dois projéteis atingiram o porto de Sirik e dois explodiram no porto de Jask.
Já a agência de notícias do Irão, Irib, referiu que o hospital Imam Ali, em Chabahar, foi atingido por estilhaços.
Aviões de combate foram ouvidos a sobrevoar a ilha de Kish e várias explosões abalaram as cidades portuárias de Konarak e Chabahar, além de Bandar Abbas, algumas das quais sofreram cortes de energia, informou a agência de notícias oficial iraniana IRNA.
Os alvos dos bombardeamentos terão sido as torres de controlo de tráfego marítimo.
Tudo por Ormuz
Esta mais recente troca de ataques abalou um frágil acordo de cessar-fogo e prejudicou as esperanças de transformar o memorando de entendimento assinado a 17 de Junho num acordo de paz permanente para pôr fim à guerra, que começou com ataques aéreos EUA-Israel contra o Irão a 28 de Fevereiro.
Nas conversações, que ainda não foram oficialmente interrompidas, o controlo do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento global de petróleo, tem atualmente mais importância para Teerão do que o seu programa nuclear.
O Estreito confere imensa influência ao regime iraniano, permitindo-lhe, na prática, forçar um impasse com a força militar mais poderosa do mundo.
Embora o Irão não tenha reivindicado a responsabilidade pelos ataques, os analistas afirmam que Teerão está a utilizar estas ações para reforçar esta influência, enquanto negoceia um acordo de paz a longo prazo com os EUA.
"Se fizermos um acordo com o Irão, não tenho a certeza que se venha a manter", disse ainda Trump em Ancara. "Achei-os pessoas muito desonrosas".
O presidente norte-americano, que ameaçou repetidamente intensificar a acção militar antes de recuar, frisou que não espera um regresso a uma guerra total e que não era claro se as negociações para se chegar a um acordo permanente iriam continuar.
c/agências