Registados vários motins em prisões da Guatemala

Vários grupos criminosos revoltaram-se este sábado, em vários estabelecimentos de detenção da Guatemala, num protesto contra a separação dos seus chefes.

RTP /
Soldado do exército guatemalteco faz a ronda na prisão da Zona 18, na Cidade da Guatemala, Guatemala, a 17 de janeiro de 2026 Josue Decavele - Reuters

Os principais líderes dos gangues Barrio 18 e Mara Salvatrucha, ambos considerados organizações terroristas pelos Estados Unidos e pela Guatemala, estão encerrados numa prisão de segurança máxima desde 2025, em regime de isolamento.

Os membros dos gangues exigem o seu regresso e as rebeliões têm-se sucedido nas prisões guatemaltecas.Em comunicado, o Ministério do Interior explicou que os distúrbios deste sábado são "uma reação direta às firmes decisões" de "retirar os privilégios aos líderes das organizações criminosas e não ceder à sua pressão".
"Na Guatemala, não negociamos com terroristas nem com o crime organizado", referiu o Ministério, afirmando que a polícia e o exército estão a realizar operações para "restaurar completamente a ordem".

Os bombeiros da Guatemala anunciaram o envio de "várias unidades" e ambulâncias para três prisões devido a uma "perturbação da ordem pública", embora ainda não tenha sido revelado se os distúrbios causaram mortos ou feridos.

Os estabelecimentos prisionais onde os bombeiros atuaram são Renovación I, sede dos líderes dos gangues, Preventivo e Frajanes, localizados a aproximadamente 75 quilómetros a sul, nos arredores e a leste da capital guatemalteca, respetivamente.

Alguns órgãos de imprensa publicaram fotos de um pequeno incêndio em Renovación I.

Os gangues Barrio 18 e Mara Salvatrucha disputam o controlo de territórios na Guatemala, onde extorquem dinheiro a comerciantes, transportadores e cidadãos comuns. Aqueles que se recusam a pagar são assassinados. Estão acusados ​​de homicídio, extorsão e tráfico de droga.
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