Reino Unido. Andy Burnham na corrida para substituir Keir Starmer

Reino Unido. Andy Burnham na corrida para substituir Keir Starmer

O deputado trabalhista britânico Andy Burnham revelou esta segunda-feira que se vai candidatar para entrar na corrida para substituir Keir Starmer como primeiro-ministro, horas depois de Starmer ter anunciado a sua demissão.

Cristina Sambado - RTP /
Temilade Adelaja - Reuters

Andy Burnham defende que a transição deverá ser um "processo positivo de renovação".

Andy Burnham, de 56 anos, antigo ministro de Gordon Brown e presidente da Câmara de Manchester, venceu a crucial eleição suplementar de Makerfield com uma larga maioria na passada semana. O candidato a primeiro-ministro garantiu que dará à Grã-Bretanha "estabilidade, seriedade e um foco contínuo nas questões mais importantes".

“O Keir prestou um enorme serviço ao nosso país e quero agradecer-lhe pela sua liderança e dedicação durante um período tão desafiante”, acrescentou.

Andy Burnham considera que a sua decisão “marca o início de uma transição e é importante que este processo seja conduzido de forma ordenada e responsável. Candidatar-me-ei como parte deste processo”.

“O país espera estabilidade, seriedade e um foco contínuo nas questões mais importantes e é isso que vai ter. À medida que avançamos, a nossa prioridade deve ser trabalhar em conjunto para levar o país de volta ao ponto em que todos queremos que ele esteja. As pessoas querem ver progressos no crescimento económico, no custo de vida, nos serviços públicos, na habitação e nas oportunidades para a próxima geração. A mudança política nunca deve desviar a atenção da responsabilidade de melhorar a vida das pessoas”, acrescentou.

Para Burnham, o movimento operário sempre foi mais forte quando olha para o futuro com confiança e propósito. É isso que faremos daqui para a frente e garantiremos que esta transição seja um processo positivo de renovação para o nosso partido e para o nosso país”.

Burnham não menciona a possibilidade de uma eleição para a liderança, e a sua referência à "transição" implica que não espera que haja uma disputa.

Andy Burnham conta com o apoio do ex-ministro britânico da Saúde, Wes Streeting, que já tinha anunciado que concorreria a qualquer disputa pela liderança.

Nas redes sociais, Wes Streeting, que deixou o governo de Starmer em protesto em maio, afirmou que “uma disputa em que os candidatos passassem o verão a "exagerar pequenas diferenças" não seria boa para o partido nem para o país” e que, depois de falar com Burnham, está confiante de que há "espaço" para as políticas que tem vindo a defender.

Depois de ter conversado longamente com o Andy nos últimos dias, estou convencido de que há espaço para estas ideias sob a sua liderança; que está empenhado em construir um partido inclusivo que se inspire no melhor das nossas tradições políticas; e que ele pode vencer a luta das nossas vidas contra as forças do nacionalismo”.

Segundo Wes Streeting, “é essa a escolha que estou a fazer e espero que todos apoiem o Andy também. Fomos eleitos para mudar o nosso país, para mostrar que a política pode ser uma força para o bem e para disseminar oportunidades para todos. Com o Andy, ainda podemos”.

“Deixei o governo porque estávamos a perder a luta para os nacionalistas em todos os cantos do país. Passei as últimas semanas a falar com os nossos antigos vereadores, ativistas e eleitores das regiões que perdemos – para os ouvir e aprender com eles”, acrescentou o ex-titular da passa da saúde no governo de Keir Starmer.Isto significa que é agora muito, muito provável que Burnham seja primeiro-ministro em meados de julho. É concebível que outro candidato se apresente.

No entanto, para além de Streeting, mais ninguém sinalizou publicamente a intenção de se candidatar e, com Burnham agora praticamente garantido, é difícil imaginar qualquer outro parlamentar a obter o apoio necessário para ser candidato.

c/agências 

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