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República Checa e França chamam embaixadores do Irão e pedem para se evitar escalada

por Lusa

A França e a República Checa chamaram os respetivos embaixadores iranianos nas suas capitais para insistir que Teerão evite uma escalada da crise com Israel, à semelhança do que já tinham feito outros países europeus.

Confirmando um anúncio no domingo, o Governo Francês convocou hoje o embaixador iraniano no país, Mohammad Amin-Nejad, ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, que lhe manifestou "com grande firmeza" a condenação de Paris ao ataque a Israel, realizado no sábado com centenas de mísseis e `drones`.

A França disse ao embaixador iraniano que, "ao lançar este ataque irresponsável, [o Irão] corre o risco de uma escalada na qual ninguém tem interesse", afirmou o ministério francês em comunicado.

"Estas ações graves e sem precedentes (...) ameaçam a estabilidade regional e devem parar imediatamente", acrescentou.

Além disso, a diplomacia de Paris insistiu junto do embaixador na sua exigência de libertação imediata dos cidadãos franceses "detidos arbitrariamente no Irão".

Também as autoridades da República Checa chamaram hoje o embaixador do Irão em Praga, Seyed Majid Ghafelé Bashi, e afirmaram que Teerão "ultrapassou todos os limites" com o ataque realizado contra Israel.

Numa mensagem na rede social X, o chefe da diplomacia checa, Jan Lipavski disse que alertou o embaixador iraniano que a ação armada do seu país "põe em perigo a segurança de toda a região".

A República Checa, membro da União Europeia e da NATO, é historicamente um dos maiores aliados de Israel na Europa. Lipavski acusou o Irão de "manter um comportamento agressivo a longo prazo" e acusou Teerão de agir com o "acordo tácito dos seus amigos russos".

O primeiro-ministro checo, Petr Fiala, demonstrou por sua vez o apoio a Israel e ao seu direito de se defender."

O Irão anunciou no domingo que convocou os embaixadores do Reino Unido, França e Alemanha para protestar contra os comentários feitos pelas autoridades destes três países na sequência do ataque iraniano em resposta ao atentado bombista ao Consulado iraniano em Damasco por parte de Israel.

As iniciativas das diplomacias de Paris e de Praga seguiram-se a outras semelhantes da Alemanha e da Bélgica, que chamaram igualmente os respetivos embaixadores iranianos nas suas capitais.

"Posso confirmar que o embaixador iraniano foi convocado esta manhã ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e que as discussões estão em curso ", disse hoje um porta-voz da diplomacia de Berlim durante uma conferência de imprensa.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Bélgica também revelou hoje que a ministra Hadja Lahbib convocou o embaixador Seyed Mohammad Ali Robatjazi para condenar o ataque iraniano contra o território israelita e apelar à contenção de Teerão para desagravar as tensões.

"Este ataque constitui uma escalada sem precedentes e representa um risco de conflagração a toda a região. Condenámo-lo da maneira mais veemente possível. Este ataque coloca em perigo a estabilidade e as populações, e afasta-nos da paz. Peço a todas as partes que exerçam a máxima contenção", disse a chefe da diplomacia belga.

O Irão lançou na noite de sábado e madrugada de domingo um ataque contra Israel, com recurso a mais de 300 `drones`, mísseis de cruzeiro e balísticos, a grande maioria intercetados, segundo o Exército israelita.

Teerão justificou o ataque com uma medida de autodefesa, argumentando que a ação militar foi uma resposta "à agressão do regime sionista" contra as instalações diplomáticas iranianas em Damasco, ocorrida a 01 de abril, na qual morreram sete membros da Guarda Revolucionária, incluindo dois generais, e seis cidadãos sírios.

A comunidade internacional ocidental condenou veementemente o ataque do Irão a Israel, apelando à máxima contenção, de forma a evitar uma escalada da violência no Médio Oriente, região já fortemente instável devido à guerra em curso há mais de seis meses entre as forças de Telavive e o grupo islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza.

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