Responsáveis de fábrica de aço chinesa detidos após explosão que deixou dois mortos

A polícia chinesa deteve os responsáveis por uma fábrica de aço na região da Mongólia Interior, no norte do país, após uma explosão mortal que causou dois mortos e 84 feridos, estando ainda oito pessoas desaparecidas.

Lusa /
Foto: Rede Social X

O acidente ocorreu por volta das 15:00 de domingo (07:00 em Lisboa), numa unidade da Baogang United Steel, localizada na parte oeste da cidade de Baotou. A explosão deu-se num tanque pressurizado de armazenamento, concebido para conter vapor e água a alta temperatura, segundo as autoridades locais.

A deflagração provocou tremores sentidos nas áreas vizinhas e lançou uma enorme nuvem de fumo branco para o céu.

Num balanço atualizado hoje, representantes do Gabinete de Informação da cidade de Baotou indicaram que todos os feridos estão a receber tratamento hospitalar, sendo que cinco deles se encontram em estado grave. Equipas de resgate continuam à procura dos oito desaparecidos.

As operações de socorro mobilizaram forças regionais, municipais e distritais, envolvendo mais de 170 agentes e 70 viaturas policiais, assim como mais de 130 bombeiros e elementos de equipas de salvamento.

A atividade da fábrica foi suspensa, e estão em curso inspeções de segurança em instalações industriais por toda a cidade. Foram iniciadas investigações para avaliar o impacto ambiental da explosão. Até ao momento, não foram detetados efeitos negativos na qualidade do ar ou do solo, nem foram gerados resíduos líquidos, segundo os departamentos responsáveis pela proteção ambiental.

A Baogang United Steel é uma importante empresa estatal chinesa e uma das maiores produtoras de aço da região.

Acidentes industriais são comuns na China, onde persistem lacunas nos protocolos de segurança e uma fiscalização deficiente.

Em junho do ano passado, uma explosão numa fábrica de fogo-de-artifício no condado de Linli, na província de Hunan, causou nove mortos e 26 feridos.

 

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