Em direto
Pós-depressão Kristin. A resposta aos danos e a evolução do estado do tempo

Restabelecida circulação na principal estrada moçambicana após suspensão devido às cheias  

Restabelecida circulação na principal estrada moçambicana após suspensão devido às cheias  

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, anunciou hoje a retoma da circulação na Estrada Nacional 1 (N1), principal via terrestre, antes suspensa devido aos cortes em consequência das chuvas e inundações, prometendo mais esforços para apoiar as vítimas.

Lusa /

"Antes da nossa vinda a Niassa e antes da nossa ida a Cabo Delgado visitámos a Estrada Nacional 1 no troço 3 de Fevereiro-Incoluane para ver os trabalhos que estavam a ser feitos. O que fizemos foi deixar uma recomendação clara ao empreiteiro para aumentar o equipamento e as horas de trabalho e hoje temos a honra de anunciar que na N1 a ligação está restabelecida", disse Daniel Chapo, em Niassa, no Norte do país.

O Presidente moçambicano tinha assegurado, na terça-feira, o restabelecimento em, no máximo, duas semanas da circulação na estrada Nacional 1 (N1), referindo que as chuvas continuam a afetar as famílias moçambicanas e prometendo mais esforços para mitigar os seus impactos.

"Como Governo, continuamos firmemente engajados no apoio às famílias afetadas, a redefinição dos planos de reconstrução de infraestruturas críticas a nível do nosso país, estradas, pontes, energia, escolas, hospitais para o nosso povo e, sobretudo, a busca de soluções estruturais que tornem Moçambique cada vez mais resiliente aos efeitos das mudanças climáticas", acrescentou hoje o chefe do Estado moçambicano.

Moçambique regista um total de 22 mortos nas cheias das últimas semanas, com 700 mil afetados, 3.541 casas parcialmente destruídas, 794 totalmente destruídas e 165.946 inundadas, segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Os dados do INGD referem ainda 45 feridos e 10 desaparecidos na sequência destas cheias, desde 07 de janeiro, numa altura em que famílias ainda aguardam socorro no sul de Moçambique.

Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as últimas semanas de cheias, há registo de 146 mortos, além de 148 feridos e de 820.984 pessoas afetadas, segundo os dados do INGD.

Prosseguem ações e tentativas de socorro de famílias sitiadas pelas cheias, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas durante vários dias, que têm levado as barragens, incluindo dos países vizinhos, a realizarem descargas, por falta de capacidade de encaixe.

A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Noruega e Japão, além de países vizinhos, já enviaram ajuda humanitária de emergência.

Estão envolvidos nas operações de resgate mais de uma dezena de meios aéreos, incluindo da África do Sul, bem como embarcações privadas e da Marinha de Guerra.

Tópicos
PUB