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Retaliação à espreita após eliminação do líder da Al Qaeda, alertam EUA
Os cidadãos norte-americanos que vivem fora dos Estados Unidos foram aconselhados a permanecerem vigilantes face a uma possível onda de violência desencadeada pelo assassinato de Ayman Al-Zawahiri. O Departamento de Estado acredita que grupos ligados à Al Qaeda podem atacar instalações e funcionários.
Em Cabul, a varanda onde o destacado porta-voz e ideólogo da Al Qaeda estava pouco depois das 6h00 do dia 31 de julho foi atingida por dois mísseis. Num ataque com um drone norte-americano, a precisão matou Ayman al-Zawahiri, médico egípcio de 71 anos que tinha assumido a liderança da Al Qaeda após a morte de Osama Bin Laden em 2011.
As autoridades dos EUA acreditam que esta morte pode desencadear retaliações promovidas por grupos associados à Al Qaeda.

Foto: Reuters
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À espreita poderão estar ataques a alvos norte-americanos e, por isso, o Departamento de Estado emitiu um alerta mundial: crê que "há um maior potencial de violência anti-americana".
"Esses ataques podem empregar uma ampla variedade de táticas, incluindo operações suicidas, assassinatos, sequestros e atentados a bomba", acrescenta o Departamento.
Os cidadãos dos EUA devem manter um "alto nível de vigilância e estar a par da evolução dos acontecimentos", ao viajar para o exterior, e "manter contato com a Embaixada ou Consulado dos EUA mais próximo", sublinha a advertência.
Zawahiri assumiu a liderança da Al Qaeda após a morte de Osama Bin Laden em 2011, mas já fazia parte dos cérebros que planearam os ataques aos Estados Unidos no 11 de Setembro de 2001. Tornava-se então um dos homens mais procurados no mundo.
Após a confirmação do sucesso do ataque por drone, o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que Zawahiri deixava "um rastro de assassinato e violência" contra cidadãos norte-americanos e que se fechava uma página para as famílias das vítimas dos ataques do 11 de Setembro.
Zawahiri também era acusado de ser autor do atentado suicida contra o contratorpedeiro USS Cole em Aden, em outubro de 2000, que matou 17 marinheiros norte-americanos, e dos ataques de 1998 às embaixadas dos EUA no Quénia e na Tanzânia, nos quais morreram 223 pessoas, relembrou Biden.